Os telhados verdes já eram usados na antiga Babilônia e, mais tarde, no século 20, com a revolução na aruitetura modernista essa prática voltou à tona.

Hoje o “enverdecimento” urbano está novamente em pauta. A preocupação com os problemas ambientais fez com que em muitas casas brasileiras o concreto do telhado ja tenha sido substituído por grama.

Marilene Pitres Sales não hesitou e plantou grama no telhado de seu apartamento

Marilene Pitres Sales, 53, não pensou duas vezes antes de fazer o investimento. Ela aproveitou as obras para consertar problemas de infiltração em seu apartamento e transformou o terraço em uma cobertura “verde”.

Em um mês, todo o projeto já estava pronto. A área de 70 metros quadrados com piscina tornou-se uma espécie de jardim e chamou a atenção dos vizinhos. Alguns chegaram a fazer pesquisas na internet para saber o que era a novidade e, quem sabe, copiar a ideia.

Marilene afirma que apesar do alto investimento, o telhado verde vale a pena. “Tem um ganho que a gente não mede, não tem como contabilizar e não volta só pra mim. Aquela era uma área muito grande sem vegetação e mesmo se eu colocasse vasos, não teria o mesmo benefício que tenho com a grama”, afirma a agrônoma que recomenda a colocação de telhados verdes em residências.

“Temos que começar a nos preocupar com a sustentabilidade. Não precisa ser bastante área verde, mas mesmo assim será mais do que apenas alguns vasos. Vai ser grama e o telhado não será mais uma área que não se usa”, conclui.

Em discussão na arquitetura desde a década de 50, o telhado verde é considerado um dos principais elementos da chamada arquitetura passiva. A construção de áreas verdes ganhou mais evidência com a fase modernista, focada na sustentabilidade e em soluções ambientais.

Este viés da arquitetura chama-se passivo por usar seus próprios recursos a favor do meio ambiente, como por exemplo a posição de janelas e criação de aberturas para ventilação, que reduzem o consumo de energia.