Colher pés de alface, cebolinha, salsinha, rúcula, jiló e outros vegetais não é nada de novo pra quem tem uma horta em casa, nem para os estudantes de Ciências e Biologia de Curitiba (PR) que visitam o Emater (Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural).

O biológo Paulo Luciano cuida da horta do Emater em Curitiba

Os alunos do ensino fundamental conhecem a dinâmica do solo, observam de perto pequenos animais, recebem informações sobre a fotossíntese e também ajudam na manutenção de uma horta. O diferencial é que tudo isso é feito no telhado do instituto.

Transformado em um jardim suspenso há um ano e meio o lugar que abrigava plantas ornamentais agora abre espaço para uma área de plantio. Entre as razões para a troca, os altos custos para a manutenção e a necessidade de mão-de-obra especializada.

A iniciativa foi do biólogo Paulo Luciano da Silva, que há seis anos trabalha no escritório central do Emater. Ele é o responsável pelo espaço, organizado com recursos materiais oriundos do próprio instituto.

A produção dos vegetais é inteiramente orgânica, conta com defensores naturais, e é alternada a cada 15 dias, para garantir a produtividade do solo. Por mês são produzidas aproximadamente 250 unidades.

Na época da colheita as crianças podem levar para casa algumas hortaliças, o restante é vendido a preço de custo aos funcionários. O valor é simbólico, 30 centavos por verdura, mas ajuda na manutenção da horta.

“Temos muita demanda. As pessoas gostariam de comprar mais e querem saber como podem fazer para ter hortas no telhado de casa”, conta o biólogo.