Segundo o último Senso do IBGE, 79% da população brasileira tem coleta de lixo. O maior indíce é curitibano, com 99,5% dos domicílios atendidos pelo serviço. A cidade foi pioneira também na separação do lixo coletado: a campanha “Lixo que não é Lixo” foi lançada em 1989.

Porém, é preciso garantir que aquilo que vai para o lixo realmente tem chances de ser reciclado. O que se esquece é que as embalagens precisam estar limpas para serem recicladas. Embalagens de alimentos que ainda têm restos, por exemplo, serão descartadas durante o processo.

Na organização de catadores Catamaré, em Curitiba, cinco tipos de materiais são reciclados: papéis (sacos de pão, pápeis rascunho, revistas, jornais, cadernos usados, folders e caixas), plásticos (potes de produtos de limpeza ou alimentos, baldes, bacias e cadeiras), vidros (copos, garrafas, pedaços quebrados), metais (panelas velhas, fogões, torneiras) e sucatas eletrônicas (placas e peças de computadores). Lembrando sempre que todos objetos pontiagudos ou cortantes devem ser embalados com cuidado.

Os materiais podem chegar de três fontes diferentes: atráves do trabalho dos catadores, da colheita da prefeitura e por doadores de resíduos, que são orgãos públicos, privados ou pessoas físicas. Essa é a melhor maneira para garantir que o lixo realmente vai ser reaproveitado.

O maior problema que enfrentam é a falta de limpeza das embalagens. Além de ajudar no processo de reciclagem, essa atitude ajuda a evitar a proliferação de ratos ou baratas. Uma sugestão é levar essas embalagens com a água já utilizada para lavar a louça, evitando também o desperdício.

Em Curitiba, existem oito cooperativas, que reciclam com apoio da prefeitura (Natureza Livre, Catamaré, Vida Nova, ACAMPA, Água Nascente, Amigos da Natureza, Graciosa e Unidos do Bairro).