A Lei da Conservação das Massas, mundialmente conhecida como a Lei de Lavoisier, é uma daquelas que aprendemos no colégio e dificilmente esquecemos ao longo da vida. Talvez porque seja bastante fácil de entender e totalmente aplicável ao nosso cotidiano. “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” é uma frase que serve para diversas situações e que está intimamente ligada com sustentabilidade.

O que provou Lavoisier no século 18 leva automaticamente ao conceito recente dos três Rs, de reduzir, reutilizar e reciclar. Acho até que os três Rs são uma nova forma de entender e aplicar o que o cientista francês quis dizer há mais de 200 anos, quando ele nem poderia imaginar que nos anos 2000 teríamos que redescobrir nossa relação com a natureza e que precisaríamos levar ao pé da letra sua célebre lei.

Reduzir, reutilizar e reciclar, nesta ordem. O consumo desenfreado nos levou a esse ponto, de repensar a forma como vivemos e nos relacionamos com o meio ambiente. Antes de tudo é preciso avaliar exatamente o que é fundamental consumir e o que não é, e partir para escolhas mais criteriosas a respeito do produto em si. E claro, não exagerar na quantidade, ter apenas a quantidade necessária.

A partir daqui vamos para o segundo ponto, o de reutilizar. E aqui reside o “tudo se transforma” de Lavoisier. Se o consumo é algo difícil de se evitar, e sabemos disso, é mais fácil dar uma nova função a esse produto. Além de não jogar novamente na natureza, é possível transformar qualquer coisa em outra, bastando apenas imaginação e um pouco de trabalho.

Dito isso, vou propor algo diferente a você, leitor. A revista Atitude Sustentável é informação e, portanto, acredito ser necessária. Mas sei também que o papel – mesmo existindo a compensação de carbono – pode ser transformado. Então, que tal dar uma função diferente para a revista? Depois de lida e apreciada por você, convido todos, exceto os colecionadores, a pensarem em uma maneira de dar nova vida a este exemplar que tem em mãos.

Para começar, a principal forma de reutilizar a revista é passando para outras pessoas lerem. Quanto mais gente se informando sobre sustentabilidade, maior o impacto e a importância que o assunto toma. Esta é a minha opção favorita. Entretanto temos outras maneiras de reaproveitar a revista, e essas geralmente envolvem criatividade e trabalhos artesanais, ou seja, é mais complexo.

Com um pouco de insistência, este exemplar pode virar uma cesta para colocar tranqueiras, um caderno ou agenda decorados com mosaicos das páginas e das palavras, um origami para decoração, ou até quem sabe uma luminária. Basta imaginação e atitude.

No fim chegamos à opção mais dolorosa para este que escreve: reciclar. Se você não é do tipo colecionador, ou não passou para outra pessoa ler ou não conseguiu dar outra função para a revista, não há outra opção a não ser a reciclagem. No fim das contas, não importa o que façamos, a natureza tratará de não perder nada e transformar tudo. Mas cabe a nós tornar essa lei o mais sustentável possível.