Se perguntassem para a maioria da população como gostaríamos que fosse a vida na Terra, certamente chegaríamos a respostas parecidas, como paz, prosperidade, felicidade, saúde e meio ambiente preservado. Neste último caso, o outro questionamento poderia ser em apontar os grandes responsáveis em salvar o planeta. Como resposta comum, provavelmente apareceriam os dois grandes vilões: os governos dos países ricos e as empresas globais. Isto se não sobrar para o vizinho que nem ao menos separa o lixo.

Mas cabe então lembrar algo que todos sabemos, mas que eventualmente esquecemos devido à nossa corrida vida contemporânea. Cada um de nós somos, todos os dias, agentes construtores do cenário social em seus diversos aspectos. Entre eles, com nossas ações individuais influenciamos decisivamente na preservação do meio em que vivemos.

Esta reflexão nos remete a avaliar com mais detalhes a nossa conduta. Perguntamo-nos: estamos efetivamente avaliando os desdobramentos de nossas ações rotineiras? Ou seja, estamos considerando nossos referenciais éticos nas decisões, colocando-nos no lugar das pessoas que são afetadas por nossas escolhas? Podemos exigir das demais pessoas, dos governos e das empresas atitudes que nós mesmos ainda não temos?

Especialmente na área de sustentabilidade, noto que fica mais cômodo achar que os governantes não estão fazendo sua parte ou que as empresas estão destruindo o meio ambiente e só visando o lucro. Não devemos esquecer que governos e empresas são formadas por pessoas. Se os acordos internacionais não dão muito certo, pois países ricos não querem ceder e os pobres e em desenvolvimento se limitam a ações modestas e culpam os ricos pelo que fizeram no passado, no meio dessas discussões estão pessoas de carne e osso, que são as responsáveis em manter tudo como está ou fazer as transformações necessárias.

Por outro lado, muitos pensam que a classe rica é quem desperdiça com coisas supérfluas, ou que as classes menos favorecidas é que jogam o lixo nos rios. Conclusão: cada um acha que a culpa dos problemas ambientais é sempre do outro, nunca de si mesmo.

Imaginemos agora algumas situações. Milhões decidindo parar para pensar antes de comprar desnecessariamente e compulsivamente roupas, eletrodomésticos e carros. Ou bilhões separando o lixo, cuidando melhor do seu jardim, economizando um pouquinho de água e energia.

Precisamos realmente trocar de carro, celular, TV, roupas em períodos cada vez mais curtos? Por que temos tanta facilidade em achar culpados e dificuldade em mudar hábitos que agridem o meio ambiente, logo, ao próximo? Por que falamos com tanta propriedade sobre o assunto em nossas empresas, mas se em família existem outras prioridades? Ou por que adotamos ações politicamente corretas no convívio social, mas profissionalmente visamos só os resultados materiais?

Proponho então uma reflexão que vale para cada um de nós. Quem afinal é o responsável por essas ameaças ao planeta Terra? A resposta é tão óbvia e que você com certeza já sabe, mas não custa nada lembrar: nós.

Portanto, a solução está em mudarmos nossa forma de viver. Vamos ter uma nova atitude. Vamos garantir um futuro melhor para o planeta Terra e toda a vida que existe aqui.