Os testes em animais já foram proibidos em diversos lugares, como toda a União Europeia. No Brasil, a ação ainda não tem nem previsão de deixar de existir, mas muitas marcas já deixaram de realizar os testes.

O problema da execução desses testes é o sofrimento que causam em seres vivos, sendo que muitas vezes os resultados podem não ser eficientes (nem sempre a resposta do corpo dos animais vai ser igual à resposta humana).

Além disso, esses exames causam a morte precoce de diversos animais, impedindo que desempenhem seu papel na espécie.

Marcas como a Avon e o Boticário assumem um papel de responsabilidade social e ambiental e já não realizam mais testes.

A Avon foi pioneira no Brasil e parou de realizar testes em 1989. Desde 1981, a marca apoia a pesquisa de métodos alternativos na Universidade Johns Hopkins, no Reino Unido, através do “Fundo para a Substituição de Animais em Experiências Médicas (FRAME)”.

Como alternativas, a marca realiza testes “in-vitro”, ou seja, testes laboritoriais em culturas de células e, depois de aprovadas, testes em humanos. Além disso, a marca usa um arquivo de testes de substâncias, que evita que novos testes tenham que ser feitos para os mesmos produtos.

Já o Boticário parou de fazer testes em animais em 2000. Adotando uma política preservacionista, todos os recursos naturais utilizados para a produção da marca são obtidos de maneira segura, sem oferecer prejuízo para a natureza.

Outro aspecto importante da empresa é tentar passar essa mensagem para seus parceiros.

“Desde 2000, o Boticário não realiza testes que envolvam o uso de animais nos seus produtos e estabeleceu parcerias com fornecedores e institutos que também não o façam”, comenta Israel Fefeman, diretor de Pesquisa e Inovação do Grupo.

As técnicas usadas pelo Boticário também são testes in vitro e in vivo (em seres humanos).

Veja abaixo uma lista com várias marcas de cosméticos e produtos de uso pessoal que fazem ou não testes em animais. Para a lista completa, acesse o site da PEA (Projeto Esperança Animal).