As tintas à base de soja ainda não são fáceis de se encontrar no mercado brasileiro. Ecologicamente mais corretas que as convencionais à base de petróleo, elas ainda são pouco produzidas e apenas em determinados modelos.

A maior vantagem está em deixar de utilizar o petróleo, um recurso não renovável, e utilizar a soja que, além de renovável, pode ser facilmente produzida.

Alice Lobo, uma das criadoras da marca de roupas Verdinha e Básica, comenta que uma das maiores dificuldades da produção de produtos sustentáveis e na etapa de escolha das matérias primas e de mão de obra.

Para ela, umas das maiores dificuldades para manter a sustentabilidade em todas as etapas é a parte das estampas das camisetas.

“Estou atrás das tintas à base de soja. Elas são mais caras mesmo”, comenta.

No Brasil, a empresa Seller Ink já produz tintas para papel (couché, cartão e offset) à base de soja. O desenvolvimento do produto começou em 2009 e a comercialização apenas esse ano. Por enquanto, o produto é desenvolvido para máquinas offset planas convencionais, utilizadas em gráficas.

Marcelo Augusto da Cruz, surpervisor técnico da empresa, comenta que o processo de impressão não sofreu nenhuma alteração com a mudança de matéria prima.

“A tinta à base de soja não tem praticamente nenhuma diferença em relação a anteriormente produzida à base de petróleo, tanto para a produção, quanto para a impressão pelas gráficas consumidoras. Algumas vantagens são melhor desempenho e equilíbrio na máquina impressora”, comenta Marcelo.

Além disso, segundo a Seller Ink, o processo de reciclagem de papéis impressos com tintas de soja deve ser mais fácil que impressões com tinta de petróleo.