A melhor maneira de ajudar o meio ambiente é dando um fim sustentável às substâncias que podem vir a prejudicar a natureza. Um exemplo disso é o óleo de cozinha, usado em todo o mundo, esse produto polui e muito, mas mesmo assim não tem um descarte adequado.

Apenas um litro de óleo pode inutilizar um milhão de litros de água. Dentro de casas, condomínios e principalmente em restaurantes ,são usados muito mais do que apenas um litro desse potente poluidor e na maioria das vezes ele é jogado no ralo, misturando-se à água, poluindo rios e dificultando o processo de tratamento.

Com dois litros de óleo é possível fazer aproxidamadamente 15 barras de sabão

Existem algumas iniciativas para amenizar os impactos causados pelo despejo inadequado do óleo de cozinha. A ONG Trevo recolhe esse óleo e encaminha parte para indústrias químicas e também reaproveita-o como matéria-prima para a produção de sabão em pedra.

A Trevo recolhe em média 250 toneladas de óleo por mês e esse trabalho é feito junto a clubes, hospitais e empresas como a Ford, a McCain e Goodyear.

Juntamente com a ONG uma associação de moradores de alguns condomínio da região central de São Paulo começou um projeto para reciclagem do óleo. Desde 2009 a Ecóleo vem crescendo e hoje abrange não só os condomínios daquela região, mas também em outras cidades paulista e até mesmo em outros estados, como Rio de Janeiro e Paraná.

Uma novidade pode ajudar os donos de restaurante. A empresa americana Owl Power Company, que fabrica sistemas de energia limpa lançou uma máquina que transforma óleo de cozinha em energia elétrica.

A Vegawatt produz 25% da energia necessária para o funcionamento de um estabelecimento desse ramo. Segundo os produtores a economia gerada pelo produto faz o investimento, de cerca de 22 mil dólares ser recuperado em três anos.

A empresa ainda não faz as vendas para o território brasileiro, enquanto isso a melhor saída é mesmo encaminhar esse produto para ser reaproveitado

Preocupar-se com o destino do óleo usado em frituras não é exclusividade de restaurantes e condomínios, dentro de casa devemos tomar os mesmos cuidados.

O marceneiro paulista, Antônio Marcos da Veiga, de 53 anos é um exemplo tratando-se da reciclagem desse produto. Ele utiliza a natureza para seu trabalho e está envolvido com ela nos seus momentos de lazer, e foi em um momento desses que decidiu reaproveitar o óleo utilizado em sua casa.

“Eu gosto de pescar e comecei a ver o óleo na beira do rio. Sei que ele prejudica muito, infiltra no solo e pode prejudicar a vida dos peixes. Então comecei a guardar e a reaproveitar o óleo gasto em casa”, conta.

Antônio utiliza o óleo para fazer sabão e afirma que o processo é muito simples e o resultado é ótimo.

“Peguei uma receita simples na internet. Eu armazeno em garrafas PET e quando chega a ter 5 ou 10 litros em casa eu realizo o processo. O resultado é um sabão um pouco agressivo, pois é a base de soda cáustica. Mas é ótimo para limpezas grossas. Muitas pessoas preferem usar esse sabão para roupas mais sujas”, diz.

Para dar cor ao sabão basta adicionar corante a base de anelina à receita

Como fazer:

INGREDIENTES

- 5 litros de óleo de cozinha usado

- 2 litros de água

- 200 ml de amaciante

- 1 quilo de soda cáustica em escamas

MODO DE PREPARO

Colocar, com cuidado, a soda em escamas no fundo de um balde. Em seguida, adicionar a água fervendo e mexer até diluir a soda

IMPORTANTE:  Para realizar esse processo usar luvas de borracha e máscara, pois a soda cáustica é bastante corrosiva e quando misturado a água quente pode soltar uma fumaça prejudicial.

Acrescentar o óleo e mexer por cerca de 40 minutos.

Misturar bem o amaciante. Jogar a mistura numa forma e cortar as barras de sabão somente no dia seguinte.

Esperar aproximadamente 10 dias para o uso. Antes disso o sabão pode ficar muito forte e causar ardência nas mãos