Existem várias maneiras de colocar a sustentabilidade dentro de casa, uma delas é a reforma sustentável.

Desde a construção até a decoração existem possibilidades para tornar esse processo amigável ao meio ambiente. Pequenos cuidados como o uso racional da água e da eletricidade durante as obras podem representar mudanças significativas no impacto ambiental.

Além de ser mais sustentável o tijolo feito de solo-cimento é mais econômico

Além disso o mercado de construção civil traz várias opções para deixar sua casa mais verde. O CPIII, por exemplo, é um cimento sustentável.

Os tipos convencionais possuem em sua composição um elemento chamado clínquer. A queima de uma tonelada de clínquer libera na atmosfera praticamente a mesma quantidade em CO2.

No caso do CPIII esse material é usado em menor quantidade, ele é misturado com escórias siderúrgicas (pequenos detritos resultantes do processo da fusão de metais). Opção que barateia o preço, dá uma maior durabilidade para o produto e ainda ajuda o meio ambiente.

A adição da escória no processo de fabricação do cimento representa uma redução de 2,5% na emissão de gás carbônico. Esses númenos se tornam significativos quando colocados diante da produção anual de cimento no Brasil, que ano passado foi de 50 milhões de toneladas.

A arquiteta Marcia Mikai Junqueira de Oliveira conta que esse tipo de cimento pode ser utilizado sem nenhum problema.

“O CPIII pode ser utilizado na maioria das construções, em quase todas as necessidades da obra (assentamento de alvenaria, argamassa, contrapiso, etc.) o que o difere dos outros cimentos é o tempo de cura e resistência”, diz.

Empresas como Votorantim e Lefarge produzem o CPIII

Outra opção para a construção é a utilização do solo-cimento. Uma mistura homogênea de solo, cimento e água. É utilizado de quatro maneiras principais, tijolos ou blocos, pavimento, parede maciça, ensacado. Os tijolos e os blocos, diferente de sua produção convencional são feitos em prensas, dispensando a queima em fornos.

Marcia trabalha com projetos sustentáveis e é conselheira Fiscal do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS). Segundo ela tanto o CPIII como os tijolos de solo-cimento são ótimas opções para construções sustentáveis.

“O tijolo de solo-cimento tem a possibilidade de trabalhar de maneira integrada com ferragem para a estrutura e também com as instalações elétricas e hidráulicas, o que pode gerar economia na execução. O inconveniente é que eventuais futuras mudanças na edificação podem ser mais difíceis de serem efetuadas”, afirma.