Ao contrário de outros países, no Brasil a maior parte das emissões de carbono vem das queimadas. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em torno de 75% de todo co2 presente na atmosfera é lançado através desse processo.

Grande parte das queimadas é feita pelos pequenos agricultores, que tem nessa prática a solução para preparar o terreno para plantio. O modo correto seria a utilização de maquinário especializado, mas para a realidade desses fazendeiros as queimadas são as únicas alternativas.

As regiões em marron mostram as áreas mais propícias à incêndios (FOTO: CPTEC)

Esse processo é muito utilizado também nas plantações de cana-de-açúcar, para facilitar a colheita, pois com isso são retirados os espinhos e os trabalhadores conseguem ter um melhor desempenho.

Dentro do senso comum essas práticas têm como único ponto negativo a emissão de gases que contribuem com o efeito estufa. Mas não é verdade, as queimadas trazem um benefício imediato ao solo, mas a médio e longo prazo o terreno começa a perder muitos nutrientes, podendo se tornar improdutivo.

Outro fator que torna as queimadas  prejudiciais é que elas dificilmente agem apenas no local de origem. A propagação desses incêndios podem ter consequências muito sérias.

Não sãos apenas os agricultores que são responsáveis por esse grande mal. O problema das queimadas vai além a agricultura e entra no campo da educação ambiental. Não há dados corretos de nenhum órgão brasileiro, mas estima-se que 90% dos incêndios tenha o mesmo ponto de origem, o homem.
As bitucas de cigarro jogadas irresponsavelmente dos carros nas estradas causam centenas de focas de incêndio todo ano.

Esses números crescem ainda mais quando estamos no período de seca, que engloba os meses de maio a dezembro.

Tanto no caso dos agricultores como dos motoristas, pode-se perceber que o principal fator é a falta de consciência ambiental. André Luiz de Paiva, 18 anos, estudante de Administração da Universidade Federal de Viçosa, trabalha com assuntos relacionados a educação ambiental e afirma que o conhecimento dessas questões é muito importante quando fala-se em preservar o meio ambiente.

“A Educação Ambiental hoje é talvez a principal ferramenta para a diminuição dos problemas ambientais. Sobretudo pelo fato dela estar ligada com práticas individuais, o que gera tantos problemas quanto o descuido das grandes empresas. Os motoristas devem perceber que jogando bitucas de cigarro nas estradas podem causar problemas em larga escala para a vida do local. E o agricultor, com uma boa informação, aí entra a Educação Ambiental, deverá saber que existem os meios corretos para se fazer a queima do terreno”, conta.

Em cima dessa tese o Governo Federal tem leis e projetos que visam a conscientização da população e a prevenção dessa atividade. Desde 1989 existe o Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais – PrevFogo e as leis Lei 8.171/91 e Lei 9.605/98 que tem como objetivo inibir a prática das queimadas.

Além disso existem sites que disponibilizam informações sobre os locais de queimadas tornando possível a qualquer um observar a situação em todo o país. A Embrapa tem um portal com informações e relatórios sobre o assunto e o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) disponibiliza imagens de satélite atualizadas de todo o Brasil.

Para denunciar e avisar as autoridades competentes sobre focos de incêndio basta entrar em contato com o Institudo Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA) ou com as Secretarias de Meio Ambiente de cada Estado.

Para avisar sobre as queimadas

Nacional / Ibama

0800-61-8080

linhaverde@ibama.gov.br
Secretarias Estaduais do Meio Ambiente
AC - (68) 3223-3090
AL - (82) 3315-2680
AM - (92) 3642-4724
AP - (96) 3212-5310
BA - (71) 3115 6288
CE - (85) 3101-5520
DF - (61) 3355-8060
ES - (27) 3136-3441
GO - (62) 3201-5150
MA - (98) 3218-8956
MG - (31) 3915-1299
MS - (67) 3318-4100
MT-  (65) 3613-7200
PA -  (91) 3184-3349
PB - (83) 3218-5661
PE - (81) 3181-1700
PI - (86) 3216-2038
PR - (41) 3304-7700
RJ - (21) 2334-5906
RN - (84) 3232-2400
RO - (69) 3216-1065
RR - (95) 2121-9176
RS - (51) 3288-8100
SC - (48) 3029-9014
SE - (79) 3179-7310
SP - (11) 3133-3000
TO - (63) 3218-2600