Divulgada hoje, a pesquisa do Instituto Akatu faz levantamento sobre o consumidor brasileiro e demonstra que conscientizar sobre a sustentabilidade e o consumo responsável ainda é um desafio. O estudo “O Consumidor Brasileiro e a Sustentabilidade: Atitudes e Comportamentos frente o Consumo Consciente, Percepções e Expectativas sobre a Responsabilidade Social Empresarial. Pesquisa 2010” foi realizado em doze cidades com o total de 800 pessoas.

Entre os resultados positivos da pesquisa está a manutenção do percentual de consumidores conscientes em 5%. É positivo porque, considerando-se o aumento da população, essa porcentagem significa um crescimento de 500 mil pessoas. Por outro lado, foi constado que o termo sustentabilidade é considerado um assunto abstrato, e que 56% dos consumidores nunca ouviram falar nele. 19% ainda definiram o termo de forma errada, como “auto-sustento”, “ter renda para sustentar a família”, “sustentar a família” e “se sustentar sozinho”.

O termo sustentabilidade ainda não é reconhecido pelos consumidores brasileiros / FONTE: Instituto Akatu

A pesquisa também indica que é grande o número de desinteressados (49%) pelo tema, principalmente por tratarem o assunto fora de sua experiência diária. Já os interessados (11%) são aqueles que demonstram interesse pelo tema mas não se dispõem a um envolvimento maior. As pessoas que participam de debates, 33% do consumidores, divulgam e discutem conceitos mas ainda sem muita influência sobre os demais. Os influenciadores, com a pequena parcela de 7%, além de buscarem informações, são buscados como referências no debate.

Somando os desconectados aos 11% que estão apenas interessados no tema, chega-se a 60% de baixo envolvimento com esse debate / FONTE: Instituto Akatu

A relação entre consumidores conscientes e não conscientes foi segmentada por idade, classe social e escolaridade. Comportamentos levando em conta o sexo e regiões geográficas não tiveram diferença significativa. Constatou-se que os “menos conscientes” tendem a ter um perfil mais jovem (16 a 44 anos), com menor escolaridade (até ensino médio) e de classes C e D. Os “mais conscientes” possuem uma faixa etária superior (com 45 anos ou mais), com instrução universitária e de classes A e B.

Perfil dos brasileiros com maior ou menor consciência na hora do consumo / FONTE: Instituto Akatu