O impacto ambiental dos centros urbanos é indiscutível. A preocupação com a diminuição das consequências desse aumento são pela conscientização ou pela necessidade de medidas forçadas frente às enchentes e poluição que se tornam presentes no dia-a-dia das cidades. Várias alternativas estão sendo estudadas e aplicadas no equilíbrio entre urbanização e meio ambiente.

A Ecotelhado, empresa que desenvolve produtos em prol da infraestrutura verde, está em fase de conclusão do Ecodreno, com previsão de lançamento no primeiro semestre de 2011. O sistema é simples, pois armazena grandes quantidades de água em um depósito subterrâneo até o momento que seja infiltrado e evaporado. “Ele absorve água, armazena e retorna como evapotranspiração ou infiltração no solo do próprio terreno, impedindo o deslocamento superficial e arrastamento de poluentes até o rio”, explica João Manoel Feijó, diretor da Ecotelhado. Assim, reconstitui-se características anteriores a urbanização diminuindo ainda o efeito da ilha de calor.

Apesar de ainda não haver imagens do produto, a empresa possui similares já comercializados, como o Ecopavimento, Ecotelhado e Ecoparede. O Ecopavimento é um pavimento formado por grelhas de plástico reciclado, permitindo a passagem de água e ar suportando o peso do tráfego e evitando a compactação do solo. Pode ser implantado em acostamentos de estradas, estacionamentos, calçadas ou qualquer outra pavimentação em local de tráfego lento.

Ecopavimento

Ecopavimento serve como calçada ou estacionamento ecológico / FONTE: Divulgação Ecotelhado

O Ecotelhado e a Ecoparede são outras opções que tem a cobertura vegetal aplicada em diferentes superfícies. Os jardins suspensos e o jardins verticais aumentam a biodiversidade, diminuem a temperatura ambiente e reduzem a emissão de carbono. No caso do Ecotelhado, há ainda a redução da velocidade de escoamento da água e o aumento da sua retenção.

Ecotelhado e Ecopavimento

Ecotelhado e Ecoparede também são alternativas ecológicas / FONTE: Divulgação Ecotelhado

Todos esses produtos, segundo Feijó, refletem a tentativa de solucionar o problema da crescente urbanização num padrão de drenagem pluvial de cem anos atrás. “O sistema comum é prejudicial ao ciclo hídrico pela excessiva impermeabilização que esgota a água da chuva superficialmente, aumentando a poluição dos rios e diminuindo a quantidade de água disponível para evaporação. Sustentabilidade é diminuir o impacto ambiental das cidades”, diz o diretor assumindo uma posição responsável e acreditando que essa tendência poderá ser adotada por legislações municipais no futuro.