Com uma sugestão inovadoran, a Clímax Ambiental propõe repensarmos em nossos esgotos. Com um sistema que utiliza os ecossistemas nuturais e a degradação da matéria orgânica, ele consequentemente melhora a qualidade do efluente.

Quem explica melhor é o Rafael Catarino, biólogo e diretor de projetos da empresa. O eco-saneamento baseia-se em processos naturais de purificação da água, mas é feito em ambientes projetados para essa finalidade e com um maior controle.

“Todo o tratamento é feito através de mecanismos biológicos, associando etapas anaeróbias (ausência de oxigênio) e aeróbia (com oxigênio), mantendo as condições ideais para a proliferação dos microorganismos responsáveis pelo tratamento do esgoto. A carga orgânica contida na água é removida pela ação desses microorganismos, eliminando até mesmo patógenos que ocasionam doenças e contaminação de águas. Essa ação permite que a água, após passar pelo Eco-Saneamento, seja devolvida ao meio ambiente com qualidade, sem riscos à saúde, permitindo até seu reúso para fins não-potáveis”, explica Rafael.

Até agora, a empresa já instalou sete sistemas de eco-saneamento, todos no interior de Minas Gerais e São Paulo. Como é um sistema modular, pode ser planejado e montado independente do número de pessoas.

Para Rafael, a maior dificuldade em implementar o sistema é justamente por ser um modelo alternativo, que foge dos outros sistemas convencionais.

Os principais benefícios do eco-saneamento para o meio ambiente é evitar a contaminação do meio ambiente e reciclar vários nutrientes do próprio esgoto. O sistema não necessita de um grande espaço e fica integrado com a paisagem local. Além disso, cálculos mostram que o sistema diminui a emissão de gases do efeito estufa.