Os dados preocupam: um litro de óleo lubrificante pode contaminar um milhão de litros de água; se ele for queimado como combustível, o ar ficará poluído com gases venenosos e cancerígenos; e se for derramado no solo, pode poluir irreversivelmente aquíferos e lençóis freáticos. Ou seja, na água, no ar e na terra, os óleos lubrificantes usados ou contaminados (Oluc), também conhecidos como óleos queimados, são um resíduo tóxico tanto para o meio ambiente quanto para o ser humano.

Atualmente, o Brasil recolhe 36% do óleo usado, tendo em vista a meta de 42% para a próxima década. O descarte incorreto do óleo lubrificante de veículos é um grande problema, pois vários estabelecimentos não dão o destino correto para ele. Há cinco anos, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) publicou uma resolução que regulamenta a coleta e recolhimento dos óleos lubrificantes. O processo ideal aprovado pelo Conama é o de rerrefino, reciclando cerca de 80% dos óleo original.

Há um Grupo de Monitoramento Permanente (GMP), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) verificando a aplicabilidade da resolução. As metas são renovadas a cada quatro anos, sendo que a porcentagem ideal para o Brasil é de 60% de rerrefino. Para atingir essa meta, é importante a conscientização da população em fazer a troca do óleo do veículo em lugares credenciados, controlar sua venda em supermercados e impedir o desvio de óleo utilizado como combustível na queima de caldeiras.