No 241° Encontro Nacional de Exposição da Sociedade Química Americana, que aconteceu essa semana, cientistas divulgaram um destino diferente para as penas de galinha que são desperdiçadas pela indústria. As penas seriam utilizadas para a produção de um termoplástico, que pela primeira vez consistiria num material com propriedades mecânicas resistentes e estável em água.

De resíduo a material para produção de termoplásticos, penas de galinha são alternativa ao petróleo

Vários cientistas trabalham na descoberta de materiais alternativos para a produção de plástico, um caminho que na maioria das vezes procura na agricultura e em fontes renováveis os benefícios ecológicos que o petróleo não possui.

Compostas basicamente por queratina, uma proteína resistente também encontrada nas unhas e cabelos humanos, é ela que dá a resistência e durabilidade aos plásticos.

Para o desenvolvimento do termoplástico, as penas de galinha foram processadas com químicos como o acrilatode metila, líquido incolor encontrado em esmaltes de unha que sofre polimerização – as moléculas se ligam por várias cadeias. O resultado é um plástico mais resistente que os similares feitos a partir de proteína de soja e fécula de mandioca, por exemplo.