A jornalista Ana Carolina Fialho encara um desafio para agosto: quer ser uma mãe completamente sustentável. Para isso não basta trocar as fraldas de plástico por de pano, mas Ana optou por não usar fraldas.

Os adeptos argumentam que o trabalho de não usar fraldas desde o começo é o mesmo de desfraldar as crianças quando atingem de 2 a 3 anos. A questão é a sintonia da mãe, que deve ser capaz de perceber quando o bebê fazer suas necessidades biológicas.

“Eu tento ser uma pessoa mais sustentável em todos os aspectos da minha vida… e, como minha vida agora vai ser em grande parte tomada pela maternidade, naturalmente tentarei ser uma mãe mais sustentável. Mas não é muito diferente, para mim é sempre uma questão de se informar, refletir antes de comprar as coisas, pensar na vida útil delas, na maneira como foram feitas. Com um bebê a coisa fica ainda mais séria, por que normalmente ser mais sustentável também quer dizer ser mais saudável e seguro para a criança, exemplo dos orgânicos. Eu ainda me permito comer salada não orgânica de vez em quando, se não tem a orgânica no super. Mas acho que não vou ter coragem de dar comida cheia de agrotóxico para o Jorge, então vou ter que achar um jeito de sempre ter os orgânicos a mão”, fala Ana.

Para a futura mãe, as principais dificuldades para ser mais sustentável são o preço das opções, a pouca oferta de produtos e a cultura de consumo da sociedade. “Sei de creches que simplesmente não aceitam crianças que usam fralda de pano. Duvido que alguma creche ou escola use alimentos orgânicos… Ou seja, acaba elitizando mesmo o
acesso à sustentabilidade”, explica Ana.

Assim, a maneira para ter acesso a mais escolhas é a informação. Quando as mães pesquisam mais sobre o assunto, podem abrir suas perspectivas para novas maneiras de criar seus filhos. Como exemplo, Ana cita as fraldas de pano, que já causam um impacto muito menos no meio ambiente que as de plástico e geram uma economia financeira grande.

Quer saber mais sobre o assunto? Ana indica o Fralda Madrinha e o Pottywhisperer. Além disso, você pode ler a coluna da própria Ana aqui.