Foi inaugurada na região metropolitana de Curitiba (Almirante Tamandaré) a Usipar, Usina de Recicláveis Sólidos Paraná S/A. A empresa vai atuar na reciclagem da sobre de materiais da construção civil da região de Curitiba, apoiando todo o setor da construção.

O processo usado na fábrica recolhe resíduos do tipo A, que inclui a caliça das obras de construção (restos de material cerâmico, concreto, argamassa) e tritura, transformando os materiais em areia, brita, pedrisco e rachão, que serão comercializados para uma nova utilização na construção civil com o preço 25% mais barato que os produtos não reciclados. Além disso, o processo evita a extração desses materiais no meio ambiente.

Alexandre Graeser Blaszezyk, diretor da Usipar, comenta que, como a fábrica foi instalada recentemente, ainda não é possível quantificar a alteração que provoca no meio ambiente, mas é perceptível que a ação é benéfica.

“Como a Usipar acabou de ser inaugurada ainda não possuímos dados de impacto ambiental. O que podemos afirmar é que o material que chega nas caçambas não vai para nenhum aterro clandestino e nem para as margens dos rios. Sendo então positiva ao meio ambiente na diminuição de volumes retirados das cavas de areia e pedreiras, na reciclagem do material e em evitar o acúmulo de restos de produtos em bueiros e rios. Este processo se torna sustentável no momento em que existe a reutilização dos agregados, havendo uma economia financeira na parte estrutural de até 25% dos materiais”, explica Alexandre.

A empresa recebe os materiais através de empresas de caçambas ou pelas próprias construtoras. O processo de reciclagem dura em torno de 20 minutos por caçamba.

A empresa conta com 30 colaboradores, mas a expectativa é que o número dobre até o final do ano. O investimento inicial foi de R$ 7 milhões e a empresa ocupa uma área de 54 mil metros quadrados. No início da operação a empresa deve tratar cerca de 8 mil toneladas de resíduos por mês, com a possibilidade de alcançar 20 mil toneladas por mês. A intenção é participar de 15% do mercado de construção civil até o final do ano.