SOS Mata Atlântica e INPE divulgaram no dia 26 de maio dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, descrevendo a situação de 16 entre 17 estados, no período de 2008 a 2010. Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina e Paraná foram os estados que mais desmataram no período estudado.

O único estado com área de Mata Atlântica não avaliado foi o Piauí, não incluído pela falta de critérios de identificação das formações florestais naturais do bioma no estado. Os estados analisados foram Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo, somando 98% do bioma presente no país.

De acordo com Marcia Hirota, o estudo comprova que a supressão da floresta nativa é continuo e que os dados são um alerta para o estabelecimento de políticas públicas que incentivem a conservação e a restauração do Bioma.  “Dependemos dos recursos naturais e dos serviços ambientais da Mata Atlântica que são essenciais para a sobrevivência dos 112 milhões de habitantes no domínio do Bioma”, enfatiza. “A aprovação na Câmara dos Deputados da proposta de alterações no Código Florestal só piora a situação já dramática da Mata Atlântica”, reforça Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação.

Flávio Ponzoni, coordenador técnico do Atlas por parte do INPE, menciona que “as próximas versões do Atlas deverão incluir a observação de itens sensíveis à aprovação do novo Código Florestal no que se refere a possíveis impactos negativos na tendência de decréscimo das taxas de desflorestamentos”. Reforça ainda que “estamos sempre motivados a implementar novas metodologias que nos permitam refinar as informações, tornando-as o mais fieis possível com a realidade”.

Para mais informações, acesse o site da Fundação SOS Mata Atlântica.