O setor de alimentação coletiva está se reformulando com foco na sustentabilidade, preocupando-se com o consumo de energia, o desperdício de alimentos durante o processo de produção das refeições e a destinação do lixo.

As nutricionistas Jaine Vieira e Síndia Bonfíglio, da comissão do I Congresso Latino Americano de Alimentação Coletiva que será realizado em novembro, dizem que as ações devem integrar o trabalho dos envolvidos no setor, tais como:
- Conhecer o impacto ambiental do produto nas condições atuais do sistema produtivo
- Gestão da política de compras: relacionar-se com parceiros que aplicam e adotam políticas de boas práticas e preservação do meio ambiente. Ex: programa de rastreabilidade
- Plano de aproveitamento e adequação de produção: equipamentos com consumo de energias e água alternativas onde os tempos dos processos produção serão “pensados” e implementados (energia solar, biodigestores e reaproveitamento)
- Planejar adequadamente os serviços e política de destinação do lixo conforme a legislação: Resíduos Sólidos (lei 12.305 de 02/08/2010)
- Implantar os selos de qualidades

O novo comportamento alimentar deve estar presente nas políticas de saúde institucionais, no comprometimento das indústrias de alimentos, na educação, sendo também incentivado nos meios de comunicação. Um dos problemas da aplicação sustentável nas refeições coletivas seria a logística e a distribuição da matéria-prima nos grandes centros. “Dentre as alternativas estão as centrais de distribuições, implantadas em locais estratégicos. Acredita-se que seja esse o gargalo da ineficiência do custo de distribuição entre o retorno do investimento, tecnologias de transporte e ações políticas”, dizem as nutricionistas.