O serviço de empréstimo de bicicletas de Toledo, cidade no interior do Paraná, está completando três meses de funcionamento. O Toopedalando conta com seis estações e 65 bicicletas.

Uma das estações de empréstimo de bicicleta da cidade. Foto: Divulgação.

“O objetivo principal é contornar o problema da mobilidade urbana, tendo como foto a sustentabilidade. O transporte, além de não gerar nenhum componente nocivo ao nosso planeta, ainda ajuda no bem estar de seus utilizadores”, ressalta Jéfer Benedett Dörr, um dos envolvidos em elaborar o projeto.

O projeto foi inspirado em diversos modelos já existentes em outras cidades do mundo, porém é de graça para os usuários. A cidade conta também com 20 quilômetros de ciclovias. São feitas também campanhas de incentivo ao uso do sistema com segurança.

Mora em Toledo ou vai visitar a cidade? Para participar, clique aqui e faça o cadastro. Depois de feito o login, é possível visualizar um mapa com as estações de empréstimo. O usuário deve retirar um cartão do projeto no endereço indicado no cadastro, levando documentos pessoais. Depois, basta ir nas estações de empréstimo. O tempo de permanência é de duas horas, sem limite de locações diárias, sendo que é necessário ter 15 minutos de intervalo entre casa locação. O sistema tenta fazer com que haja a rotatividade das bicicletas entre diferentes usuários.

“Observamos um crescimento gradual na utilização do sistema. As bicicletas são mantidas pela Guarda Municipal de Toledo, realizando a manutenção preventiva e o remanejamento necessário na quantidade de bikes de cada estação, já que o sistema emite alertas para isso. Caso os usuários identifiquem alguma bike com problema, podem avisar pelo telefone 153 ou para agentes da Guarda Municipal”, explica Jéfer.

Jéfer já pode perceber que o interesse e o número de participantes tem crescendo, o que pode permitir o aumento da malha de estações. “Em conversas com usuários próximos a estações, encontramos pessoas que relataram usar todos os dias as bicicletas para ir para o trabalho. Assim, é possível indicar os horários e locais de pico, facilitando o remanejamento das bikes. Atualmente, os carris são os protagonistas do trânsito, e visivelmente isso não é sustentável, tanto pela poluição como pela falta de mobilidade”.