A Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná (Femipa) lançou um Manual de Sustentabilidade para o setor hospitalar. O material está disponível no site www.femipa.org.br e traz sugestões de projetos financeiros, sociais e de ações que tornam a gestão e a atuação dessas instituições mais sustentáveis. É possível encontrar ainda exemplos de programas que já foram implantados em hospitais filantrópicos no Paraná.

Entre os projetos ambientais, o manual indica:

Substituição de equipamentos à base de mercúrio:
Consiste na troca de materiais que têm em sua composição o mercúrio, como termômetros e esfignomanômetros, por exemplo. Como é de conhecimento, o mercúrio é uma substância extremamente agressiva ao meio ambiente e à saúde do homem. Nos casos que não seja possível trocar os materiais, por uma questão de custo, pode-se instituir uma política de não aquisição de materiais a partir daquela data. Assim, com o tempo, ocorrerá esta substituição sem impactar financeiramente.

Construção de Estação de tratamento de efluente:
Consiste na construção de uma estação de tratamento de efluentes, conforme legislação vigente (Lei 12.305/10), realizando o pré-tratamento dos efluentes contaminados do Hospital, reduzindo o impacto ambiental.

Aquecimento por energia solar:
Consiste na instalação de placas para captação de energia solar, reduzindo o consumo de energia elétrica ou gás GLP. Este sistema pode ser implantado para abastecer toda a demanda do Hospital ou apenas nos chuveiros, por exemplo. Tudo isso dependerá da quantidade de placas instaladas e de aspectos demográficos (áreas com baixa incidência de sol tende a reduzir o potencial dessa ação).

Digitalização de exames de imagem:
Consiste na aquisição de sistema de digitalização dos exames de imagem, gerando redução na repetição de exames e não consumo de revelador e fixador de filmes, produtos que contém prata em sua composição, substância nociva ao meio ambiente. Neste mesmo item, podem ser realizadas campanhas para captação de filmes de raios-X para os colaboradores, comunidade e até mesmo recolher os filmes produzidos pela própria instituição, que geralmente são descartados em lixo comum ou guardados em casa, em local inapropriado. Com a captação, o hospital tem a possibilidade de vender, ou doar, os filmes para empresas especializadas, possibilitando a geração de receita e providenciando a destinação correta a este resíduo químico.

Captação de água da chuva:
Consiste na criação de tanques em pontos estrategicamente colocados, onde ficará armazenada a água da chuva, que posteriormente, através de um sistema de bombas para distribuição, servirá para lavagem de pátios e tratamento de jardins. Tem impacto direto na redução de consumo de água.
?
Compostagem e horta orgânica:
Consiste na criação de uma área para compostagem de alimentos utilizados no preparo das refeições, como cascas de legumes e frutas. Esses itens deixam de ser descartados juntamente com os resíduos para virarem adubo, que pode ser utilizado em jardins e/ou doados para pequenos agricultores. Com este adubo, também pode ser criada uma horta orgânica no hospital, produzindo verduras e legumes para consumo de colaboradores e pacientes.

Captação de óleo de cozinha:
Consiste no recolhimento de óleo de cozinha do próprio hospital e produzido pelos colaboradores em sua casa. Este óleo, se jogado no pia, pode contaminar a água e comprometer seu uso. Desta forma, o hospital pode arrecadar o óleo e estabelecer uma parceria com empresas que coletam este material, inclusive vendendo e arrecadando fundos à instituição.

Legislação:
Cumprir as exigências para obtenção da licença ambiental.