A tribo brasileira Suruí está utilizando celulares Android em colaboração com o Google Earth Outreach para monitorar o desmatamento e os níveis de carbono da floresta amazônica. É o primeiro grupo indígena a poder vender créditos de carbono.

Quatro anos atrás, a equipe do Google Earth visitou a tribo Suruí através de um pedido do cacique Almir Naramagoya Suruí, que procurava ajuda para preservar a cultura local por meio de ferramentas digitais, além de divulgar o desmatamento da floresta.

Após anos de treinamento com os equipamentos, a Suruí poderá permanecer no mercado de carbono nos próximos trinta anos. As empresas visadas seriam aquelas interessadas em compensar o gás do efeito estufa, emissões feitas durante a produção de eletricidade e transporte. A compra de carbono Suruí viria com o benefício social da comunidade que fica na divisa entre Rondônia e Mato Grosso.

Eles utilizam duas formas de compensação, o seqüestro de carbono por reflorestamento e o desmatamento evitado e conservação de estoques de carbono através da redução do desmatamento e degradação florestal.

Veja o vídeo do projeto (em inglês).