Muitas empresas usam caixas de papelão para transporte de objetos, mas nem sempre o papelão precisaria ser descartado depois do uso. Momentos como mudanças, transporte de produtos entre filiais, armazenagem interna, pinturas e reformas, por exemplo, não exigem a utilização de caixas novas.

Assim, surgiu em meados da década de 70 a empresa Caixa de Papelão Deise. Segundo Alexandre Padilha, diretor da empresa, a história começou com seu pai, que organizava o serviço de reutilização de caixas de madeira no transporte de frutas e legumes no Mercado Municipal de São Paulo. Com o tempo, começaram a surgir as caixas de papelão, que também começaram a ser reutilizadas.
“Primeiramente foram caixas de frutas e legumes e logo apareceram alguns clientes de outras atividades como: pequenos comércios de diversos segmentos, confecções de roupas e similares, pequenas indústrias, etc”, explica Alexandre.

Quando Alexandre assumiu a gerência da empresa, colocou em prática a visão ambiental e multiplicou o comércio das caixas já utilizadas.

“Utilizando uma caixa seminova (remanufaturada ou reutilizada) deixa-se de usar não somente uma caixa nova (papel novo) mas poupa-se água, energia, e ainda deixa de usar cloro e soda caustica, produtos utilizados na reciclagem de papelão”, acrescenta Alexandre.

Para serem reutilizadas, caixas passam pelo processo de inversão, deixando as marcas na parte interna.

Depois de chegarem na empresa, as caixas passam por um processo de análise, em que são descartadas aquelas que não podem ser reutilizadas (apenas duas a cada 1000 caixas em média). Outras precisam ainda passar por pequenos reparos para serem reinseridas no mercado. As que não são reutilizadas são encaminhadas para reciclagem. Além disso, as caixas podem ser reutilizadas mais de uma vez, dependendo do material usado na fabricação.

Veja mais informações no site da Caixa de Papelão Deise.