A técnica de retrofit é uma das maneiras de se transformar um empreendimento já antigo e tornar a estrutura mais sustentável. A empresa BNCORP – incorporadora especializada em empreendimentos comerciais – lançou o retrofit pré-certificado pelo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design).

A empresa é responsável pelo processo de retrofit de um empreendimento em frente ao Conjunto Nacional, em São Paulo, chamado Paulista 2028. Itens como a fachada com vidros de alto desempenho térmico (que reduz o consumo de ar condicionado), dispositivos sanitários de baixo consumo (que pode reduzir o uso da água em até 35%), uso de madeira certificada pela FSC e incorporação de materiais locais e com conteúdo reciclado fazem parte do projeto.

Nelson Mazzeo, gerente de marketing e incorporação da BNCORP.

Nelson Mazzeo, gerente de marketing e incorporação da BNCORP, diz que a sustentabilidade em um processo de retrofit deve ser buscada em três frentes: no projeto, na obra e na operação do edifício.

“Na fase de projeto, buscamos adotar materiais e sistemas que visem o uso racional de água e de energia, por exemplo, através de vidros de alto desempenho térmico que reduzem o funcionamento do ar condicionado e, consequentemente, o consumo de energia. Temporizadores em torneiras e bacias sanitárias com descarga de duplo fluxo também são bons exemplos de uso racional de água. O projeto de luminotécnica também é pensado de forma a maximizar o rendimento do sistema de iluminação, reduzindo o consumo de energia elétrica e aproveitando ao máximo a iluminação natural. A adoção destas e outras medidas no Paulista 2028, empreendimento em comercialização pela BNCORP, devem gerar uma economia de aproximadamente 30% no custo de operação do edifício.
Na fase de obras, deve-se ter atenção aos materiais adotados e à destinação do entulho. A destinação correta do entulho garante que alguns materiais possam ser reciclados ou reutilizados, e também que materiais tóxicos sejam armazenados e destinados em locais onde não causem risco à saúde das pessoas. Além do entulho, a compra de materiais com conteúdo reciclado, madeira de reflorestamento e a substituição de tintas à base de solventes orgânicos por tintas à base de água são bons exemplos de ações de sustentabilidade nas obras.
Por fim, cabe ao usuário perpetuar as ações sustentáveis adotadas no projeto e na obra, respeitando as especificações de projeto para cada sistema do edifício em pequenas reformas ou alterações ao longo da vida do imóvel. Para garantir que isso aconteça, no Paulista 2028 a BNCORP orienta o cliente sobre tais especificações no manual do proprietário e na convenção de condomínio”, explica Nelson.

Imagem do empreendimento Paulista 2028.

Já para ter o pré-certificado do LEED, um empreendimento precisa apresentar uma série de características, como a utilização de materiais locais e com conteúdo reciclado; o uso de madeira certificada FSC; adoção de estratégias para redução do lançamento de poeira e outros materiais particulados durante o período de obras; reciclagem ou reaproveitamento dos resíduos da obra; adoção de materiais com baixa emissão de COV (compostos orgânicos voláteis); adoção de cobertura verde; uso de dispositivos sanitários de baixo consumo; instalação de vidros de alto desempenho térmico; utilização de sistemas de ar condicionado de baixo impacto ambiental; medição de energia individualizada e projeto de luminotécnica racionalizado, com dispositivos de desligamento automático.

“Além dessas características, vale ressaltar que a escolha da Av. Paulista como cenário de um retrofit sustentável também passa pela localização em si, com grande oferta de transporte de massa, o que permite que o carro seja substituído no deslocamento diário para o trabalho, e também é parte da avaliação para certificação LEED”, acrescenta Nelson.