Pequenas cervejarias, com cuidados maiores na produção (como escolha dos ingredientes) surgem cada vez mais no Brasil. São consideradas microcervejarias aquelas com produção inferior a cinco milhões de litros por ano e que seguem receitas tradicionais. Essa modalidade representa 0,5% do mercado cervejeiro nacional, correspondente a 66,5 milhões de litros no ano passado (os dados são da Abrabe – Associação Brasileira de Bebidas). Ainda segundo a associação, a expectativa é que esse setor aumente e alcance 2% da fatia desse mercado.

Uma das novas cervejarias do mercado é a Noi (Estrada Francisco da Cruz Nunes, 1964, Itaipu, Niteroí). Segundo Osmar Antonio Buzin, um dos sócios da empresa, as cervejas artesanais são mais saudáveis para os consumidores.

“É um produto natural, livre de qualquer aditivo ou conservante, fruto da mistura de uma seleção de grãos, água e lúpulo, além da possibilidade de adição de frutas, especiarias ou outros produtos de origem vegetal. Visa despertar, aguçar os sentidos do consumidor”.

Osmar comenta ainda que as grandes cervejarias conseguem também ser sustentáveis, já que conseguem ter um melhor aproveitamento de matérias primas, menor consumo de água e reaproveitar os resíduos. Em contrapartida, essas fábricas têm maiores gastos com transporte dos produtos e manutenção de toda a estrutura. Fábricas pequenas normalmente usam produtos da região e também vendem para consumidores regionais. Outra vantagem dos produtos artesanais é o não uso de conservantes.