A Eco-Cel, empresa com apenas 18 meses de vida, busca aumentar a porcentagem de reciclagem de celulares no Brasil. Para isso, distribui urnas de recolhimento em diversos lugares, e encaminha todos os aparelhos usados para processos de reaproveitamento.

“Hoje temos cerca de 400 urnas, sendo que até o final do ano nosso objetivo é chegar ao número de 800 unidades”, conta Roberto Lucena, diretor da Eco-Cel. Essas urnas são produzidas com papelão, um material reciclável.

Componentes presentes em um celular (Imagem: Divulgação/Eco-Cel).

O sistema funciona da seguinte maneira: empresas interessadas devem entrar em contato com a Eco-Cel, para que seja instalada a urna da empresa. A Eco-Cel remunera o local de acordo com o número de aparelhos arrecadados, que são recolhidos mensalmente. Chegando nos centros de reciclagem, é realizada uma triagem inicial, separando o material plástico das partes elétricas. A parte plástica fica no Brasil para ser reciclado e voltar a sua cadeira natural. “O restante do celular é totalmente moído, ensacado e levado em contâiners para a Bélgica, Alemanha ou EUA, pois esses são os países que detém a tecnologia e as máquinas necessárias para fazer a extração dos materiais dos celulares, como ouro, alumínio, cerâmica e cobre”, explica Roberto. Depois disso, esses materiais podem ser usados novamente em fábricas e indústrias.

Processo de reciclagem de um celular (Imagem: Divulgação/Eco-Cel).

Por enquanto, a distribuição de urnas é feita apenas na cidade de São Paulo, mas a empresa pretende aumentar a ação para o Rio de Janeiro.

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