A construção civil é um dos setores que mais agride o meio ambiente. Para tornar a área mais sustentável, é preciso realizar uma série de mudanças. Uma delas pode ser a implantação de uma gestão dos resíduos provenientes dos canteiros de obras. A destinação correta desse material, por exemplo, diminuí o descarte irregular do material em áreas impróprias.

A Emadel Engenharia, empresa de construção civil de Curitiba, é uma das empresas que adotou um programa para a gestão de resíduos para diminuir o impacto no meio ambiente. Para isso, os funcionários são treinados por meio de palestras e treinamentos e as obras passam a ter locais para depositar os resíduos divididos por categorias.

“Temos locais identificados, de fácil acesso, para que cada colaborador possa depositar o resíduo de pouco volume em lixeiras e resduos de grande volume em docas. A partir de então, estes resíduos são recolhidos e destinados por empresas especializadas no transporte e na destinação final”, explica Cristiane Fleiter da Costa, técnica de Segurança do Trabalho da Emadel.

Depois disso, empresas especializadas buscam os materiais e terminam o processo de maneira adequada para cada material recolhido.

Sobre as categorias em que os materiais são separados, Cristiane comenta: “inicialmente por reciclável, não reciclável, orgânico e contaminado. Entre os recicláveis estão: papel, plástico, vidro, metal, madeira. Entre os não recicláveis: todo material que ainda não tem tecnologia de reciclagem. Contaminados ou perigosos: todo material que, se em contato com solo ou água, poluem o meio ambiente (tintas e sobre de material de pintura, solventes, óleos, etc)”.

Apesar de esses modelos estarem presentes em obras de grande porte, é possível adaptar o modelo para pequenas construções e reformas em casa.

“Em pequenas reformas, a origem do resíduo é a mesma de grandes obras (caliça, cerâmica, sacos de cimento, embalagens de papelão e plástico, etc), tendo como diferença um volume menor do que as obras grandes. O princípio a ser seguido também é o mesmo, separar em locais apropriados e diferenciados por classe, buscar empresas que coletam e destinam o resíduo”, finaliza Cristiane.