O Brasil vive um momento de expansão na área de construção sustentável, tanto em obras privadas como públicas, incluindo todos os 12 estádios que abrigarão os jogos do Mundial de 2014, que serão entregues com certificação sustentável. As obras verdes dobraram de 2012 para 2013 no Brasil e a previsão é que continuem crescendo. O país é o quarto do mundo no ranking de empreendimento sustentáveis em desenvolvimento, sendo o primeiro na América Latina. Os dados são do GBC (Green Building Council) e mostram a importância deste mercado.

A OCC Empreendimentos, do executivo Marcelo Oliveira, é uma das empresas que saíram na frente nesse segmento no Brasil. Marcelo já entregou três empreendimentos e está iniciando mais dois nos próximos meses com certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design). A OCC atende alguns dos principais grupos industriais, operadores de shopping centers e investidores imobiliários no país.

“Além da responsabilidade ambiental, as grandes empresas buscam eficiência na sua operação e a valorização dos seus ativos imobiliários. Procuramos sempre demonstrar para nosso cliente o ganho de imagem e sobretudo, financeira que um empreendimento com eficiência ambiental pode trazer. Depois que desenvolvemos processos de construção e uma consciência ambiental na nossa equipe interna, já não conseguimos fazer diferente. Mesmo que nossas obras não busquem a certificação elas terão sempre as mesmas boas práticas ambientais de uma obra certificada” – finaliza Marcelo Oliveira.

“Hoje os custos para construção de um empreendimento sustentável certificado esta em torno de 0,5 a 7% a mais do que o custo de um empreendimento convencional. Em contra partida, os custos operacionais são em torno de 8 a 9% menores, devido à redução dos custos de utilidades em torno de 30% e de 50 a 70% para gestão de resíduos”, diz Marcelo Oliveira, CEO da OCC Empreendimentos. “O grande diferencial competitivo são os baixos custos operacionais das obras e melhor qualidade interna de ar, atrativo para um crescente grupo de clientes conscientes.”, finaliza.

As construções sustentáveis também possuem maior velocidade de comercialização. O valor do edifício aumenta 10,9% para novas construções e 6,8% para projetos de edifícios existentes. O retorno do investimento aumenta 9,9% para novas construções e 19,2% para projetos de edifícios existentes. A ocupação também aumenta 6,4% para novas construções e 2,5% para projetos de edifícios existentes, além do aluguel que geralmente é 6,1% a mais nas novas construções e 1% para projetos de edifícios existentes. Além da contribuição para a consciência ambiental dos colaboradores da empresa, há uma melhora bastante sensível no retorno do investimento: 19,2% em média para projetos sustentáveis de renovação, em comparação com uma média de 9,9% de novos projetos.

A construção civil no Brasil tem um histórico de baixa produtividade e eficiência, razão da baixa qualificação de mão-de-obra no país e falta de uma gestão mais eficiente das construtoras. Os resíduos de uma construção chegam em média a 25%. Isso significa que a cada quatro obras desperdiçamos materiais que daria para ser construída mais uma obra similar. “Nos preocupamos em trazer as melhores práticas de planejamento e controle para os empreendimentos. Investimos em treinamento para a equipe gerencial e em softwares de gestão e, passamos a terceirizar a execução de atividades operacionais com as melhores empresas do mercado em cada atividade. Nunca tivemos um resultado financeiro negativo em uma obra. O bom controle nos permite reduzir nossa margem de risco e consequentemente ter preços mais competitivos”. Conclui Marcelo Oliveira da OCC. Ele mesmo estudou Gerenciamento de Empreendimentos na UC Berkeley e fez estágio em construtoras americanas para trazer essas boas práticas para sua empresa. (com informações de Andréia Wingeter)