Já é tendência a tecnologia de gestão de água e esgoto, que melhora o aproveitamento dos recursos hídricos em edificações comerciais, residenciais e projetos desenvolvidos por concessionárias de serviços de saneamento e de infraestrutura. Uma das tecnologias que vem sendo destacada é a instalação de estações pré-fabricadas de tratamento de esgoto sanitário (ETEs), que contemplam o reúso da água tratada para fins não potáveis, desenvolvidas de forma dedicada a cada empreendimento.

Prática que tem se tornado tendência ainda necessita de regulamentação, mas já se firma como iniciativa eficiente na racionalização do uso de recursos hídricos (Foto: Divulgação)

Essa prática faz parte do propósito da Mizumo, empresa que produz soluções deste tipo, trazendo benefícios sociais, ambientais e econômicos aos clientes da marca. “A preocupação com as questões relativas à água tem aumentado e várias iniciativas têm sido implantadas em todo o país para estimular a adoção de tecnologias que contemplem o reúso. A utilização de ETEs customizadas, que agreguem a reutilização da água tratada, pode fazer a diferença neste cenário, atendendo às diferentes necessidades e realidades, tanto em aplicações residenciais, comerciais, urbanas ou rurais”, afirma Giovani Toledo, gerente de mercado da Unidade de Negócios Mizumo.

Entre as iniciativas que visam incentivar a reutilização está a proposta da Agência Nacional de Águas (ANA), que definiu o edital “Seleção de Projetos para Desenvolvimento de Ações de Reúso da Água em Municípios de Pequeno Porte”, com até 50 mil habitantes. Há também o Projeto Coroado, iniciativa da União Europeia, liderado pela USP (Universidade de São Paulo), com o objetivo de identificar tecnologias de reúso de água e avaliar seu potencial de aplicação na América Latina – no Brasil, o foco é o uso urbano, com ênfase no tratamento de esgoto para ser reutilizado em fins industriais e lavagem de pisos, por exemplo.

O assunto foi, ainda, tema de debate organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), que destacou o reúso como uma forma de ampliar a competitividade das indústrias, uma vez que a água e os custos nela envolvidos são cruciais na atividade produtiva. A entidade disponibiliza cartilhas com orientações sobre a implementação de programas de conservação de água em edificações comerciais, residenciais e industriais novas ou já existentes.

Vencendo barreiras

Mesmo com projetos deste tipo, a adoção do reúso da água tratada ainda não é totalmente difundida ou aceita, muitas vezes por desconhecimento de suas vantagens: a economia de água pode chegar a 90% em alguns casos, acompanhada da redução de custos. Dados da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo) indicam que para cada litro de água reutilizado, um litro de água de mananciais é conservado.

Outro fato necessário para ampliar a prática de reúso no país é a criação de uma regulamentação que oriente e padronize a qualidade do efluente tratado em âmbito nacional. Atualmente, para o desenvolvimento de soluções que contemplem a reutilização, a Mizumo segue os requisitos da NBR 13.969/97 (dispõe sobre o Sistema de Tratamento Complementar e Disposição Final de Efluentes), da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Embora não seja específica sobre reutilização, essa norma aponta definições de classes de água de reúso e orienta sobre a padronização da qualidade do efluente tratado. Seguindo os critérios desta NBR, as soluções dedicadas da Mizumo oferecem como diferencial a garantia de eficiência acima de 90% na remoção de DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) no tratamento biológico do esgoto, resultando numa água que possibilita o reúso em fins não potáveis ou o retorno sem riscos ao meio ambiente.

“As características de cada projeto são consideradas nos estudos detalhados realizados pela equipe de engenheiros e projetistas da Mizumo, que incluem todos os parâmetros de dimensionamento, tais como vazão, carga orgânica, nutrientes e adequada disposição, análise de solo, destinação do efluente tratado, entre outros fatores que determinam as tecnologias que serão utilizadas”, comenta Toledo.
(com informações de Sheila Diez – Via Pública)