2016 é o prazo limite para que o processo de substituição das lâmpadas incandescentes no País chegue ao fim, de acordo com a portaria regulamentada pelo Ministério de Minas e Energia, o Ministério de Ciência e Tecnologia e o Ministério de Indústria e Comércio. A ação, que apesar de ser nova no Brasil já foi tomada por dezenas de países, visa minimizar o desperdício no consumo de energia elétrica e o impacto no meio ambiente.

E a medida tem feito diferença. As versões incandescentes estão sendo trocadas por lâmpadas fluorescentes compactas, conhecidas também por econômicas, e pelas tecnológicas lâmpadas de LED. Os produtos LED são a grande aposta do momento, pois são desenvolvidos com tecnologia avançada e proporcionam alta economia de energia, que chega a 90% em relação às tradicionais incandescentes.

Ao comparar as tecnologias, observa-se que 95% da energia elétrica consumida por uma lâmpada comum é convertida em calor, e somente 5% dela resultam em luz visível. No caso das de LED, quase 100% da energia recebida transformam-se em luminosidade, motivo pelo qual se pode trocar uma incandescente de 40W por uma LED de 7W. Por isso, lâmpadas com tecnologia LED, além de não desperdiçarem energia, não aquecem o ambiente, o que exigiria mais consumo com refrigeração, por exemplo.

Por se tratar de uma fonte de luz em estado sólido — ao contrário das outras, que possuem filamentos delicados e vidro —, o LED é mais robusto e resistente. Dessa forma, o produto não requer manutenção frequente, Outro destaque das lâmpadas de LED é a sustentabilidade. Além de não emitem raios UV e IV, 95% de seus componentes são recicláveis.

Com a substituição gradativa das incandescentes é possível vislumbrar um mercado extremamente favorável para tecnologias mais eficientes como essa. A medida é boa para o país, que precisa usar seus recursos de maneira cada vez mais inteligente, e também para os consumidores, que irão colaborar com a natureza e economizar no bolso. (por Roberto Gabrielli, diretor comercial da FLC)