O mercado brasileiro de lâmpadas incandescentes gira hoje ao redor de 300 milhões de unidades vendidas anualmente. “Esse número já caiu bastante desde o ano 2000, quando o consumo era da ordem de 500 milhões ao ano”, informa o CEO da Avant, Gilberto Grosso, empresa fabricante de lâmpadas há 15 anos instalada no Brasil.

Mas, ainda hoje, praticamente 70% das residências brasileiras são iluminadas pelas incandescentes. “Essas lâmpadas foram eleitas as grandes vilãs do gasto com energia elétrica, porém são muito baratas. Esse consumo somente acabará em 2016, quando o Brasil proibirá definitivamente a comercialização dessas lâmpadas”, acrescenta o executivo.

“O aumento da adoção das chamadas lâmpadas econômicas começou efetivamente em 2001, quando o Brasil viveu o seu apagão de energia elétrica. Hoje, cerca de 190 milhões de compactas fluorescentes são vendidas por ano, gerando uma redução de até 80% de energia. E a tendência é de crescimento dessas vendas à medida que as incandescentes forem saindo de cena”, finaliza Grosso.

O programa brasileiro de erradicação das incandescentes começou em junho de 2013 com a proibição da venda das lâmpadas de 150W, estendendo-se até 2016. Em 2014 será a vez do fim das de 100W, em junho de 2015 as de 60W e, as últimas, em 2016, de 40W.