A escolha de um lote para qualquer tipo de  empreendimento é um momento decisivo. A viabilidade ambiental do terreno deve ser analisada no início da fase de projeto, antes de qualquer atitude. Priorizar a preservação de áreas naturais e a localização em bairros já bem consolidados constituem importantes diferenciais.

Confira algumas dicas para que a escolha seja bem sucedida:

- A proximidade a dez serviços básicos é um dos critérios. Também porque inibe a necessidade de automóvel para deslocamentos simples, como ir à farmácia ou à padaria.  Se o projeto incentivar o uso de transportes alternativos, a pontuação é ainda maior.

- Proteger ou restabelecer o habitat natural são atitudes valorizadas para a certificação. Um habitat natural implica no uso de espécies nativas no paisagismo, o que também pode diminuir a necessidade de irrigação, já que estas plantas estão acostumadas ao regime de chuvas local.

- O controle e manejo das águas pluviais são um aspecto característico de terrenos sustentáveis. Concretizando essa preocupação, foi criado o Plano ESC (Erosion and Sedimentation Control), para evitar impactos relacionados à erosão e à sedimentação durante a obra. Um exemplo prático é a adoção de filtros nas bocas de lobo do entorno, que impedem a entrada de sedimentos da obra nas galerias pluviais e bueiros e assim evitam que sejam carreados ao corpo hídrico ou provoquem o entupimento da rede de escoamento da cidade.

- Outro critério advém da minimização do efeito “ilha de calor”, que se refere ao calor produzido nos centros urbanos devido às superfícies escuras das construções. Uma das sugestões da arquiteta é a cobertura vegetal dos telhados. No entanto, para que haja funcionalidade, é necessário estruturar a obra para suportar a carga, priorizar o plantio de vegetação resistente nativa, como, por exemplo, a Portulaca grandiflora (onze-horas), e promover sua manutenção.

Com informações de : Portal Bond