Recentemente uma técnica de aplicação simples entrou no grupo de ações sustentáveis a favor do conforto ambiental e eficiência energética de edificações e cidades. Os telhados brancos proporcionam uma redução das ilhas de calor e consequentemente representam uma economia de energia por uso de resfriamento artificial. Isso, por conta de seu índice de refletância. Enquanto as coberturas com superfícies escuras absorvem cerca de 80% do calor gerado pela radiação solar, as coberturas brancas refletem 90%, absorvendo apenas 10% e deixando o ambiente até 30% menos quente.

Segundo o secretário executivo da Seman, Dionísio Neto, a implantação do telhado branco, além de proporcionar uma melhoria térmica, ainda desempenha a função de compensador de CO2. “Essa ação é um projeto piloto que ajudará a diminuir os gastos com ar-condicionado, ventilador, geladeira e, consequentemente, a emissão de gases do efeito estufa, pretendemos levar a ideia para as escolas e outros prédios públicos, o que, em última análise, também ajudaria a controlar os efeitos nocivos do aquecimento global”, destacou Dionísio na I Oficina de Construções Sustentáveis.

O tema já foi discutido na Rio+20 e atualmente já existem empresas comercializando materiais que servem como refletores solares e impermeabilizantes para telhados. Caso a técnica se torne comum, em 20 anos poderá evitar a emissão de 24 trilhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera. (via Arq. Sustentável)