O edifício sustentável da Dubai Electricity and Water Authority (Dewa) é o maior prédio governamental verde do mundo. A obra tem a certificação platina LEED, dada pelo Conselho de Edifícios Verdes dos Estados Unidos a construções que atendem a rigorosos quesitos de sustentabilidade.

Maquete mostra exterior do edifício (Foto: Aurea Santos/ANBA)

Os andares do edifício são bem iluminados e a maior parte da luz é natural, pois 90% das áreas têm janelas amplas e tanto as estações de trabalho quanto as salas de reuniões têm divisórias de vidro, permitindo que os raios do Sol iluminem os ambientes.

O forte sol do Oriente Médio, que poderia gerar altas temperaturas no interior do edifício, tem seu calor contido pela criação de plantas no teto do prédio. Substituindo telhas ou outros materiais fabricados, as plantas ajudam a manter o clima interno agradável.

“É uma planta adaptada ao nosso clima, necessita de um baixo consumo de água. Não usamos grama, que precisa de muita água”, explica Bader Al Qemzi, engenheiro e gerente sênior de projetos e manutenção. A vegetação ocupa 33,5% do teto do edifício.

Acima das plantas, estão 2,2 mil painéis solares que geram parte da energia do edifício. Na cobertura há também quatro aquecedores solares de água. Por falar em água, toda a que é utilizada no edifício recebe tratamento lá dentro. “Não mandamos nada de água para tratamento externo”, destaca Qemzi. A água reciclada é usada na irrigação das plantas.

Com estes recursos, o prédio consome 66% menos energia e 48% menos água do que uma construção comum de proporções similares. O edifício sustentável da Dewa tem quatro andares, totalizando 31.587 metros quadrados.

Lá funcionam os serviços de atendimento ao cliente e também as divisões de Água e Engenharia Civil da entidade. Construído para abrigar mil funcionários, atualmente funciona com 600 colaboradores e recebe cerca de 200 pessoas por dia.

O edifício começou a ser erguido em outubro de 2010. A certificação verde foi obtida em setembro do ano passado, poucos meses antes da inauguração. Para se ter uma ideia de como o empreendimento preenche os requisitos necessários, do máximo de 110 pontos que um prédio pode obter, o edifício árabe conseguiu 98.

O gerente conta que muitos insumos usados na obra são importados, mas tentou-se usar o máximo possível de material da região. “Preferimos usar material local para reduzir a poluição”, destaca Qemzi, referindo-se à necessidade do uso pesado de transportes para levar os recursos.

Na tecnologia usada no trabalho da equipe a sustentabilidade também é levada em conta. “Todos os equipamentos usados têm baixo consumo de energia”, diz o engenheiro. O prédio conta ainda com sensores de gás carbônico para monitorar a qualidade do ar.

No prédio verde, 98% dos materiais de madeira são feitos a partir de árvores de florestas certificadas. Há, é claro, cestas para coleta de material reciclável e até mesmo os produtos de limpeza usados são menos agressivos ao meio ambiente.

Os funcionários são estimulados a ir trabalhar de forma sustentável. O prédio fica apenas a 500 metros de uma estação de metrô. Quem preferir usar bicicletas tem lugar reservado para guardá-las e também um vestiário com chuveiro à disposição. No estacionamento, os carros elétricos têm lugares preferenciais. (via Agência de Notícias Brasil-Árabe)