Ainda pouco exigido pelo consumidor final e pouco utilizado pelos profissionais na área da construção, o estudo de eficiência energética é um dos aliados para se obter casas mais frescas durante o verão e mais aquecidas durante o inverno. Como isso é possível? Ainda na fase de projeto arquitetônico, há diversas medidas que podem trazer esse benefício para o conforto térmico em casa ou no trabalho, bem como reduzir o consumo de energia e tornar a experiência de habitar mais sustentável.

“Em Curitiba aproximadamente 90% das edificações não são construídas prevendo a variação térmica encontrada em nossa cidade. Normalmente todos recorremos a sistemas paliativos de condicionamento de ar, mesmo sabendo que é uma medida provisória, preferimos sempre o rápido e passageiro do que a solução de base e permanente”, comenta o arquiteto Jacksson Depoli, diretor da ARQBOX.

Para que essa realidade seja diferente, Depoli afirma que durante o período do projeto da casa já deve ser optado por materiais isolantes, lembrando os principais materiais isolantes devem estar no invólucro de nossas casas e escritórios, ou seja, nas faces que tem contato com o mundo externo como paredes externas, esquadrias e vidros, telhados, lajes e forros.

Além disso, a principal ferramenta aliada ao conforto térmico é o Estudo de Eficiência Energética. De acordo com o arquiteto Jacksson Depoli, os estudos de eficiência da edificação são análises feitas na fase de projeto para garantir que o edifício tenha o melhor desempenho e aproveitamento das condições do local. “Fazemos análises de temperatura, vento e sombra para saber qual a melhor forma e local para uma edificação sem comprometer os níveis de conforto, estético e de produtividade”, explica. Esse estudo, de acordo como arquiteto, também reflete no bolso do consumidor após a obra, que certamente irá economizar em gastos com energia na utilização de luz e aquecimento, por exemplo.

Quanto custa?

Segundo os especialistas da ARQBOX, no orçamento da obra a pessoa terá um acréscimo de no máximo 10%. “Fazendo algumas escolhas sabias e econômicas, diante dos inúmeros materiais e sistemas construtivos que encontramos no mercado temos um bom leque de escolha”.

Depoli ainda ressalta que o valor investido retorna rapidamente com a economia efetiva de energia. “Quando falamos do setor automobilístico as pessoas muitas vezes gastam 30% mais que seu orçamento para ter um carro com maior conforto. As casas permanecem com temperaturas entre 20 e 24 graus e com conforto acústico também”.

Futuro

Medidas como essas ajudam o mundo lá na frente. Segundo pesquisadores da Universidade de Michigan (EUA) o Brasil no ano de 2100 precisaria de três hidrelétricas de Itaipu para abastecer de energia apenas os aparelhos de ar condicionados no país. A pesquisa aponta soluções arquitetônicas inteligentes como um dos fatores responsáveis para alterar essa realidade.

“A questão térmica é hoje uma das que gera maior custo e desperdício de energia elétrica no mundo e a ARQBOX busca sempre utilizar meios de reduzir esses desperdícios em seus projetos”, finaliza Jacksson Depoli.