Você usa sacolas descartáveis no supermercado? Você vai atrás de um coletor de pilhas e lâmpadas quando quer jogar fora as usadas? E as empresas estão preocupadas com a responsabilidade ambiental? Um forte impulsionador das mudanças de comportamento das organizações é as exigências legais, uma vez que estão cada vez mais rigorosas e acompanham os avanços tecnológicos.

earth-158805_1280 Segundo Cris Baluta, Conselheira da Câmara de Comércio Brasil-Alemanha (AHK Paraná) e Coordenadora do Giema – Grupo de Intercâmbio de Experiências em Meio Ambiente, é possível se deparar com empresas que utilizam ferramentas de gestão a fim de reduzir ao máximo o dano ambiental causado por suas atividades.

“A utilização de tecnologias mais limpas, o reaproveitamento de certos resíduos, a reutilização de recursos ou a otimização do seu uso, deixaram de ser encarados apenas como custos, e passaram a ser revistos, analisados e destacados como investimento pelo empresariado”, completa Cris que também é Diretora Comercial e de Eco Relacionamento com Clientes Roadimex Ambiental.

Na realidade, desde que a Lei Federal 12305/2010 – que diz respeito à Política Nacional de Resíduos Sólidos – foi sancionada, há uma exigência legal que prevê a implantação dos sistemas de logística reversa para a coleta e destinação final ambientalmente adequada de produtos ‘inservíveis’. “Na cadeia de fabricação de pneus, por exemplo, já existe um sistema consolidado, porém, em diversos outros setores de grande impacto ainda é necessário trabalhar em questões de viabilidade financeira, estrutural e tributária pertinente ao assunto, além da conscientização da população brasileira.”

 

Desafios para um sistema ideal de logística reversa

A logística reversa nada mais é do que o retorno dos materiais ao ciclo produtivo, seja por defeito ou por fim de vida útil. Nas indústrias, os canais reversos são necessários devido ao aumento da descartabilidade dos produtos. Com a crescente preocupação ecológica e as criações de legislações ambientais, esses canais colaboram para que as empresas sejam competitivas.

Para a Coordenadora do Grupo de Intercâmbio de Experiências em Meio Ambiente – da AHK Paraná, as empresas ainda têm um longo caminho a percorrer para o país chegar a um sistema de logística reversa. Cris indica que as companhias que fabricam e comercializam determinados produtos similares, deveriam trabalhar em rede para a redução de custos de coleta, transporte, segregação, armazenamento e destinação final, viabilizando de forma mais ágil seu sistema de logística reversa.

Vale destacar que o não cumprimento à Política Nacional de Resíduos Sólidos pode acarretar sanções administrativas, penais e criminais para as empresas. “Independente das lacunas técnicas deixadas pela lei, as organizações devem iniciar seus estudos e pré-projetos relacionados à logística reversa. Devemos trabalhar sempre na questão da prevenção”, finaliza a Conselheira da AHK Paraná.