7ad15382-e52b-4a92-9ba3-7898117c95b026 ativistas do Greenpeace Estados Unidos estão pendurados da ponte de St. John, em Portland, EUA, há mais de 30 horas para impedir que o navio quebra-gelo da Shell, o MSV Fennica, siga para o Ártico. O navio, que deveria ter zarpado ontem pela manhã, saiu hoje para sua viagem, mas ao chegar à ponte bloqueada pelos ativistas com banners com as mensagens #ShellNo, “Salve o Ártico” e “Presidente Obama, última chance de dizer #Shellnão”, decidiu retornar ao porto.

O retorno da embarcação foi assistido por milhares de pessoas que acompanhavam a açãoao vivo ou pela cobertura das câmeras de tv locais. Há também a ininterrupta transmissão via streaming feita por um dos ativistas, que relata as condições em tempo real e recebe o apoio de pessoas do mundo todo via twitter.

Os escaladores – divididos em dois grupos de 13, o segundo apenas para suporte – estão com suprimento o bastante para aguentar alguns dias na posição.

De acordo com uma das permissões ambientais concedidas pelo governo norte-americano, o Fennica precisa estar na zona de exploração da Shell antes que a empresa receba o aval final de operação.

Para Annie Leonard, diretora executiva do Greenpeace EUA, “cada segundo que atrasamos a Shell, conta. Os corajosos ativistas são agora o símbolo de resistência que resta entre a Shell e o Ártico”. Segundo a diretora, essa é a última chance do presidente Barack Obama perceber o erro que é entregar a região à Shell, “que ignora o parecer dos melhores cientistas, assim como finge não ouvir milhões de pessoas do mundo inteiro”.

O navio quebra-gelo Fennica, que retornou a Portland para manutenção, servirá para abrir caminho no gelo para a plataforma de petróleo Polar Pioneer, que já se encontra no Oceano Ártico. “Quando essa embarcação chegar na região e se juntar à frota da Shell, a pressão pela última licença ambiental será enorme”, comenta Thiago Almeida, da campanha Salve o Ártico do Greenpeace Brasil.

A empresa não se pronunciou sobre o retorno do navio.

Segurança

Segundo estudos geológicos do próprio governo norte-americano, existe uma chance de 75% de vazamento nas águas geladas do Oceano Ártico. “O Greenpeace prioriza segurança acima de tudo. Escalar e fazer rapel em uma ponte é um passeio no parque perto dos perigos que a exploração de petróleo leva ao Ártico”, disse ainda Leonard.

Em maio desse ano, o governo Obama aprovou o plano da Shell de explorar petróleo no Oceano Ártico, no Mar de Chukchi, que é território do Alasca dentro da região ártica. Desde então, as duas plataformas de petróleo da Shell falharam em inspeções de rotina.

O Greenpeace conta com o apoio de mais de 7 milhões de pessoas do mundo inteiro, que já assinaram a petição Salve o Ártico. O movimento continua crescendo a cada ação desse tipo, que expõe ao mundo os planos da Shell. Para assinar, acesse:http://www.salveoartico.org.br/pt-BR/