Os interessados em aderir ao slow food dizem que esbarram na dificuldade em encontrar alguns produtos orgânicos e isso elevaria os preços no mercado. Alguns alimentos chegam ao consumidor final até pelo correio…

Por exemplo, hoje, a coqueluche do momento é o arroz vermelho. Para que ele esteja presente na mesa de alguns restaurantes privilegiados, 5 chefs paulistanos se juntaram e “importam” o arroz vermelho do vale do Piancó, na Paraíba. Parece absurdo a dificuldade em encontrar o produto no mesmo país mas é um fato real. Esses restaurantes “bancam” a dificuldade em encontrar este tipo de arroz pois querem tê-lo no seu cardápio. Isto é um fato isolado.

Produto chega fresco, saudável e barato para o consumidor. (Foto: Letícia Gonzáles)

Alguns críticos defendem que comer baseado no slow food pode ser mais caro e menos prático para algumas pessoas. Mas eu acho que se, ao invés de procurar arroz vermelho no mercado, dermos valor aos produtos que são da nossa região, produzidos no bairro, podemos sair deste sufoco, baratear os produtos, valorizar os produtores e até incentivar a produção de alimentos menos acessíveis, como o arroz vermelho.

Na África, por exemplo a produção é totalmente slow food. A preparação fica por conta das mulheres, que utilizam produtos da região, sem intermediários. Assim como no sudoeste da Ásia, os produtores, para chegar até o consumidor final transformaram seus barquinhos em verdadeiros mercados flutuantes. Ali vendem produtos frescos, sem conservantes e sem intermediários… Esses dois exemplos encontraram uma solução para aproximar os produtos e os consumidores e assim também barateá-los..

Basta querer um planeta mais saudável que com certeza conseguiremos minimizar custos e trazer o tal do arroz vermelho para muitos outros locais… e fazer do slow food uma maneira mais econômica e saudável para todos.