A Vitopel, empresa produtora de filmes flexíveis biorientados, e a Universidade de São Carlos (UFSCar) assinaram neste mês um contrato para exploração comercial e licenciamento de patente do Vitopaper®, papel sintético feito de diversos tipos de plásticos reciclados, um desenvolvimento conjunto entre a indústria e a universidade. Pode ser uma solução para embalagens de alimentos, plásticos e rótulos!
O Vitopaper® foi desenvolvido após três anos de pesquisas. É um papel sintético resultado da reciclagem de embalagens, saquinhos, copos e pratos descartáveis, muito comuns no lixo urbano. O resultado é um papel quase igual ao de celulose e com maior durabilidade.
De acordo com o presidente da empresa, José Ricardo Roriz Coelho, para cada tonelada de Vitopaper® produzido, são retirados das ruas e lixões cerca de 850 quilos de resíduos plásticos.
Para fabricá-lo é utilizada a mesma tecnologia da produção de filmes usados em rótulos, embalagens de alimentos e bebidas, pet food, indústria gráfica, entre outros. E o resultado é um material de alta qualidade visual, resistente, similar ao papel “couché”, de textura agradável ao toque e extremamente resistente, não rasga, não molha, além de permitir escrever com canetas comuns ou lápis e a impressão pelos processos gráficos editoriais usuais, como off-set plana ou rotativa.
Pode ser utilizado para impressão gráfica de livros técnicos e científicos, livros didáticos, livros de arte, peças para o mercado promocional e de comunicação visual. Outra vantagem é que absorve menos tinta por ser de plástico também é reciclável.
A tecnologia já foi usada para imprimir 40.000 livros de informática para a Fundação Paula Souza, em São Paulo.