O Caranguejo Verde

Por daniela meira às 11h43 de 01/11/2010

A partir de agora, caranguejo bom é o que tem o selo verde. A Embrapa Meio-Norte lançou dia 21 de outubro, no Beach Park (que é o maior parque aquático do Nordeste), na praia Porto das Dunas, no município de Aquiraz, na Grande Fortaleza, o selo Caranguejo-Verde.  Este selo é a garantia de que os caranguejos vendidos em bares, barracas, restaurantes (que possuem este selo), foram capturados, estocados, manuseados e transportados de acordo com a tecnologia desenvolvida pela Embrapa. Essa tecnologia assegura menores taxas de descarte, menor impacto ambiental e melhor bem estar dos animais. Parabéns pela iniciativa!

caranguejo verde

Procure este selo quando for comer caranguejo!

Como era? No transporte, os caranguejos com amarras, colocados em caminhos e cobertos com lona a perda dos caranguejos neste tipo de transporte era de 55%. Ou seja, eram retirados do meio ambiente caranguejos que nem sequer chegavam ao destino. Morriam no transporte ou ficavam sem patas, com a cabeça rachada. Depois de vários testes foi constatado que a melhor técnica para transportar os animais era sem amarras, em caixas de plástico, entre esponjas embebidas com água salgada, com redução de danos físicos e de stress dos animais. Hoje a perda não chega a 5%, do momento da captura até chegarem o estabelecimento.

Esse selo garante também inclusão social, já que o uso desta tecnologia requer mais tempo do catador de caranguejo no trabalho, reduzindo, assim, as taxas de desperdício e um melhor preço, pois há a garantia de que o caranguejo chegará vivo ao destino final. Para receber o selo, é preciso também assegurar que o animal não é resultado de trabalho infantil.

Você sabe o que são alimentos ecológicos?

Por daniela meira às 14h36 de 15/09/2010

A palavra ecologia está presente nas prateleiras dos supermercados em dezenas de produtos “biológicos”, provenientes de sistemas de produção ecológicos e para serem considerados assim, uma série de regulamentação deve ser respeitada.

Na União Europeia existem tanto normas de produção como normas de rotulagem relativas aos alimentos ecológicos. Recentemente foi também aprovado o novo símbolo que distinguirá alguns produtos dos outros. Este símbolo será colocado em etiquetas nas frutas, verduras, e outros produtos “eco” produzidos dentro da União Europeia e à qual também poderão ser adicionadas algumas normas especificas de cada região onde são produzidos certos produtos inclusive com a origem mas apenas alguns produtos passam pelo filtro ecológico.

Para que tenham esta designação, devem basear-se em práticas amigas do meio ambiente, que minimizem o impacto humano, e sejam produzidos de uma forma mais natural. Aquilo tudo que já estamos acostumados a ler, mas que nem sempre é fácil adaptar a produção mega informatizada e tecnológica a este sistema eco-friendly. Para conseguir, os agricultores e criadores de gado devem seguir certas práticas ecológicas habituais, como a rotação das culturas, a limitação do uso de pesticidas sintéticos e antibióticos para o gado, proibição do uso de transgênicos, seleção de espécies vegetais e animais resistentes a enfermidades e com adaptações regionais, a criação em espaços abertos e o aproveitamento dos recursos próximos da zona de cultivo ou de criação.

Tudo isto, como é explicado pela Comissão Europeia de Agricultura, resume-se simplesmente em que “a agricultura ecológica é um sistema de produção agrícola que proporciona ao consumidor alimentos frescos, saborosos e autênticos num tempo que respeite os ciclos vitais dos sistemas naturais”.

Consumidores de produtos ecológicos
Na economia existe a famosa lei da oferta e da procura, segundo a qual, onde há uma maior procura haverá uma maior oferta e vice-versa, o que simplesmente explica a correlação entre o produtor e o consumidor. As estatísticas mostram que cada vez mais consumidores apostam nos produtos ecológicos na hora de fazer compras, procurando etiquetas com certificação e encontrando cada vez mais alimentos nas estantes dos supermercados.

Segundo estudos da União Europeia, estima-se que o mercado de produtos ecológicos está em crescimento a um ritmo de 10 a 15% ao ano, enquanto que entre 1997 e 2006 o crescimento deste tipo de produtos passou de um total de 0,5 para 4% em toda a UE.

No nosso país, segundo dados da Organic Farming in the European Union, realizado em 2005, estamos todavia longe das grandes potências consumidoras. A Dinamarca era o país com mais vendas de alimentos e bebidas ecológicas em relação ao mercado global de alimentos, com uns 5%, seguido pelo mercado sueco com 3%, Alemanha (2,6%) e Holanda (1,8%).

Seja como for, o que se torna claro é que o mercado de produtos ecológicos está em desenvolvimento, tanto pelos consumidores que procuram cada vez mais estes produtos, como ao nível da produção.

Alimentos corretos

Por daniela meira às 17h09 de 14/06/2010

Hoje, a tendência entre as panelas, são os alimentos cultivados de forma ecologicamente correta e sem vestígios de aditivos químicos.

Já foi o tempo em que comer de forma saudável era difícil, dentro ou fora de casa. Hoje é fácil encontrar nos supermercados diversos alimentos, inclusive vinhos, que além de saudáveis para o organismo também são produzidos de maneira ecologicamente correta.

Existem alguns restaurantes, como o Gula Gula e o Keka, que já aderiram a esta tendência há bastante tempo e tiveram uma excelente aceitação do público, inclusive usando frango e vinho orgânicos!! E a probabilidade é que outros entrem nesta mesma panela dos orgânicos. Os alimentos orgânicos não têm conservantes, são regados com água tratada e seguem culturas rotativas para não empobrecer a terra. Para saber se um alimento é mesmo orgânico, procure no rótulo um selo que garanta a procedência dele. Existem várias certificadoras no Brasi. Por exemplo no Rio de Janeiro procure o selo da Abio. Tendo o selo, o produto é orgânico com certeza.

Já é sabido, mas só para lembrar…

Os agrotóxicos, em sua maioria, são substâncias extremamente tóxicas e seu consumo, por menor que seja a quantidade, pode provocar problemas durante a digestão, como dor de estômago, distensões abdominais, azia, vômitos, cefaléias e diarréias. Algumas dessas substâncias podem trazer alergias cutâneas ou respiratórias, além de serem produtos altamente carcinogênicos. Hoje em dia, infelizmente, o que comemos de bom já não é tão bom assim e exatamente por isso devemos manter uma atenção qualitativa com a nossa comida e saber selecionar melhor o que compramos e comemos.

Certificadoras que garantem a qualidade e procedência dos alimentos.

Algumas certificadoras no Brasil

IBD – Instituto Biodinâmico – Botucatu (SP) – www.ibd.com.br

AAO – Associação de Agricultura Orgânica – São Paulo – www.aao.org.br

MOA – Fundação Mokiti Okada- Rio Claro (SP) – www.mokitiokada.org.br

AAOPA – Associação de Agricultura Orgânica do Paraná – Curitiba – aaopa@avalom.com.brs

ABIO – associação de Agricultores Biológicos – Campinas (SP) – www.abio.org.br

Coolméia Cooperativa Ecológica – Porto Alegre (RS) – www.coolmeia.com.br

Associação de Certificação de Produtos Orgânicos do ES -  www.chaovivo.com.br

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