Os atletas fazem exercícios por longos períodos de tempo, usam todos os músculos e consomem uma dieta equilibrada para manter seus corpos em forma e no ápice do bom funcionamento. Eles são sinônimos de saúde. Basta dar uma olhada no jogador David Beckham e seu físico de Adonis.

Vendo por este lado, fica incongruente que a Copa do Mundo, o maior torneio de futebol do mundo, seja patrocinada por empresas de alimentos anti-saúde ou melhor, seja o oposto do que prega: a alimentação saudável. O evento vem repleto de anúncios do Mc Donald´s, Coca Cola e Budweiser. Na verdade, o patrocínio de fast food traz centenas de milhões de dólares para a FIFA.

Os telespectadores assistem aos jogos e claro, veem como pano de fundo, os anúncios de fast food e refrigerantes (e suas embalagens de isopor e plástico), nada sustentáveis ou saudáveis. Representantes do Fundo Mundial de Pesquisa do Câncer criticou a FIFA por ter sido irresponsável em patrocinar suas escolhas, citando estudos que sugerem que o excesso de gordura corporal está relacionado a seis tipos de câncer.

Na África do Sul, 29% dos homens adultos e 56% das mulheres adultas apresentam excesso de peso. Dezessete por cento das crianças do país sofrem com problemas de peso. E não é só na África. A obesidade está cada vez mais se tornando uma epidemia global. Nos EUA quase 1 terço dos adultos e 20% das crianças são obesas. Essas mesmas crianças sentam na frente das televisões para assistir aos jogos e o que veem? Anúncios de fast food, refrigerantes e outros. A FIFA realmente perdeu uma oportunidade de ouro em procurar patrocinadores que mostrassem empresas amigas da natureza, orgânicas, com alimentos saudáveis, práticas saudáveis e soluções sustentáveis para um mundo melhor.

No Brasil, a situação não é nada diferente. A obesidade é uma realidade, atingindo 38 milhões de adultos com mais de 20 anos e deste total, 10 milhões são considerados obesos, de acordo com os padrões estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO).