Somos também responsáveis

Por daniela meira às 14h01 de 31/05/2011

Um estudo do governo britânico defende a produção sustentável de mais alimentos para acabar com a fome no mundo, recomendando mudanças na agricultura. A investigação, que envolveu, durante dois anos, 400 peritos de 35 países, admite, neste contexto, o recurso à nanotecnologia, à clonagem e à tecnologia geneticamente modificada.

Segundo John Beddington, consultor científico do governo de Londres, temos 20 anos para produzir mais 40% de comida, mais 30% de água potável e mais 50% de energia para melhorar nosso futuro. Os autores do estudo reconhecem dificuldades, mas sugerem mecanismos que obriguem os governos e produtores de alimentos a prestarem contas sobre os progressos na redução da fome, no combate às alterações climáticas e no aumento da produção alimentar.

Além dos especialistas e estudiosos, nós temos nossa responsabilidade também em pequenas atitudes. Ao abrir uma torneira para lavar louça, lavar uma verdura ou simplesmente passar uma água naquela panela de pouco uso podemos estudar uma maneira mais razoável de viver em sociedade, com as pessoas, com os animais e com o meio ambiente. Pequenas atitudes, de todos, juntos se transformam em grandes atitudes para todos nós.

Uma ideia interessante

Por daniela meira às 13h29 de 09/03/2011

Com os preços dos alimentos subindo a cada dia nos supermercados, surgiu na Inglaterra, uma ideia que pode dar muito certo: o People’s Supermarket. Esta “Supermercado do Povo” é uma cooperativa sem fins lucrativos com o objetivo de oferecer produtos locais, alta qualidade e preços acessíveis a todos. Além disso eles podem administrar melhor a quantidade de lixo produzido, eliminar os intermediários e reduzir os custos, a partir do envolvimento dos membros da comunidade. É fácil se tornar um a associado que tem direitos e deveres. Por US$ 40 (R$ 66) você passa a ter direito a opinar na administração da loja e a obrigação de trabalhar pelo menos quatro horas lá dentro. Tudo é decidido pelo voto, assim como os tipos de produtos vendidos. Para que este tipo de loja funcione bem, é bom que os associados sejam da mesma comunidade e que estejam empenhados no mesmo objetivo.

Segundo o analista de varejo Malcolm Pinkerton este modelo pode competir, no futuro, com as grandes redes de supermercados pois o consumidor está mudando, ficando mais consciente, esbanjando menos, e prefere alimentos de fontes sustentáveis.

Saúde à mesa com o pensamento no futuro

Por daniela meira às 14h20 de 10/09/2010

A indústria alimentícia surgiu para aumentar a durabilidade dos produtos e, para esse processo, usa substâncias químicas como conservantes, estabilizantes, corantes e espessantes. O argumento de que a quantidade desses aditivos é mínima e está abaixo do teor considerado tóxico… é questionável. Ao final do dia, acabamos ingerido uma carga de substâncias artificiais que ultrapassaria o aceitável. Mas pregar a proibição total do consumo de alimentos industrializados não seria nada prático.

A Revista Claudia diz que deveríamos resgatar o prazer de comer, de descobrir os sabores reais, de preparar a refeição e reforçar a convivência familiar em volta da mesa. O ideal seria ir sempre que possível à feira e escolher alimentos frescos no supermercado. E, se não for possível cozinhar todos os dias, aproveite o fim de semana ou determine uma das refeições do dia para comer bem – reforce o café da manhã com pão integral, geleias caseiras, sucos de frutas espremidas na hora. O melhor é encarar o desafio de comer menos e ficar em paz com a balança. Pesquisas apontam uma relação entre restrição calórica e aumento da expectativa de vida. Os cientistas vão além: apenas 35% da longevidade se deve à herança genética. Mais determinantes do que os genes para prolongar a vida são os bons hábitos.

Ecológica à mesa

Se você pensou em comida orgânica… Acertou. Mas não basta que seja orgânica. Para dar uma ajudinha ao futuro do planeta, ela tem que ser cultivada de acordo com os preceitos da sustentabilidade. Talvez você não tenha parado para pensar que sua decisão sobre o que colocar no prato tem implicações econômicas, éticas e ambientais. O que está em jogo é toda a cadeia alimentar – do solo ao ser humano. Se a terra estiver doente, o capim que nela cresce e o gado que se alimenta dele também vai adoecer. O mesmo acontece conosco, que bebemos o leite produzido pelas vacas. Ou seja, a saúde do meio ambiente afeta a nossa saúde. “Herbicidas, inseticidas, fungicidas e bactericidas matam os micro-organismos que atingem as plantações, mas também são responsáveis pela contaminação dos alimentos, pelo envenenamento de rios e pela redução de 40% da área cultivada em todo o globo”, explica a geneticista americana Pamela Ronald, em uma entrevista exclusiva à Revista Claudia. Pamela é coautora do livro “Tomorrow’s Table” (A mesa de amanhã), ainda não publicado no Brasil, mas que está fazendo grande barulho nos Estados Unidos. Nele, ela propõe o casamento da engenharia genética com a agricultura orgânica para produzir comida natural de boa qualidade e livrar o meio ambiente da degradação.

No Brasil, embora liberados, os transgênicos são vistos com certa desconfiança por se tratar de uma tecnologia nova. Mas, segundo a geneticista, a junção entre eles e a agricultura orgânica, que ainda não aconteceu por aqui, poderá garantir a nossa saúde e a do planeta. No quesito toxicidade, a situação brasileira é preocupante. Para ter uma ideia, das 3.130 amostras de 20 alimentos coletadas pela Anvisa no ano passado, 29% apresentaram irregularidades, como resíduos de agrotóxicos acima do permitido e ingredientes ativos não autorizados.

Alguns já são proibidos em várias partes do mundo, como o monocrotofós e o tricloform. Pimentão, uva, pepino, morango, couve, mamão, tomate, arroz e até feijão figuram entre os mais contaminados. Além do perigo que representam para a saúde, as plantas cultivadas com agrotóxicos são nutricionalmente inferiores. Crescem mais depressa, suas raízes são menores e não assimilam todos os minerais do solo. Diferente das plantações orgânicas, que vêm de solos tratados por adubos naturais ricos em benefícios.

O mercado de orgânicos cresce muito e faz parte do que é considerado moderno e saudável – o plantio consciente e “natural”. Além disso, o consumo de alimentos funcionais também está aumentando. Para que possam ser comercializados com esse rótulo, é preciso comprovar, por meio de estudos clínicos e laboratoriais, que os produtos possuem a quantidade necessária de fitoquímicos, substâncias que são verdadeiros escudos contra diversas doenças, da osteoporose ao câncer. A preocupação com o que se come é tanta que uma pesquisa realizada em todo o território nacional pelo Departamento de Agronegócio da Fiesp mostrou que 80% da população aceitaria pagar mais por alimentos produzidos com práticas sustentáveis.

Assim deixe-se levar, continua a Revista Claudia, por essa onda saudável e previna doenças com alimentos certificados. Vale investir seu dinheiro em sua saúde e na da sua família: é economia de remédios no futuro. Consuma alimentos crus, cujos nutrientes são mais bem preservados, e sementes germinadas – trigo, centeio, soja e linhaça – que são antibacterianas e desintoxicantes. Descubra, por exemplo, o prazer de cultivar em casa temperos, ervas terapêuticas, verduras e legumes. Uma horta caseira garante alimentação saudável, sem agrotóxicos, além de reforçar o respeito à natureza. Pense nisso!

Você sabe o que é Carne Rastreada?

Por daniela meira às 14h34 de 17/08/2010

Olha que bacana. Imagine que você vai ao supermercado comprar uma peça de picanha. Você pega o produto e fica sabendo exatamente tudo sobre a origem daquela picanha. De onde veio a carne, qual a empresa, de onde veio o boi, fica sabendo também se esta empresa se preocupa com o meio ambiente e quais medidas sustentáveis que ela pratica. Você fica sabendo toda a cadeia produtiva da carne. Bom, não é? Então, isso já é possível em São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Brasília. E até o final do ano, o serviço chegará a Curitiba. A ideia é da rede de varejo Pão de Açúcar (GPA) para as carnes que possuem a marca Taeq. Uma etiqueta 2D é fixada no produto e você pode fazer este rastreamento via smartphones, interne e no site Qualidade desde a Origem.

O código também aponta informações sobre a carne e fotos do ambiente de produção.

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