Unidos contra o desperdício de alimentos

Por daniela meira às 15h00 de 23/03/2011

ONGs, chefes e alimentos. Unidos por uma ideia onde a cidadania é o ponto forte, estão mudando o cenário gastronômico.

As ONGs Associação Prato Cheio e Banco de Alimentos trabalham de maneira parecida e foram criadas para reverter o desperdício de alimentos. Imagine que todos os dias estas duas ONGs recolhem alimentos com prazo de validade próximos a vencer e que provavelmente não seriam consumidos. Estes alimentos passam por uma vigilância sanitária e por nutricionistas que atestam seu consumo seguro. Daí, estes alimentos vão para instituições de caridade onde os chefes de cozinha passam a ensinar os cozinheiros de albergues, asilos e orfanatos a criar pratos com esses alimentos que seriam desperdiçados.

Uma idéia que deve ser divulgada e incentivada!

Para conhecer melhor: Associação Prato Cheio e Banco de Alimentos.

Sempre é bom relembrar…

Por daniela meira às 14h51 de 29/09/2010

Mesmo sendo um assunto antigo, o óleo de cozinha sempre é atual. Acho que por mais que saibamos que podemos guardar o óleo usado para que seja aproveitado para fazer sabão e com esta atitude estar protegendo o meio ambiente, poucas pessoas, aqui no Brasil, pensam assim e tomam alguma atitude sustentável a este respeito. No dia 04/06 deste ano falei sobre esse assunto aqui e de lá para cá tenho visto alguma preocupação a mais de algumas mídias impressas e programas de televisão. Mas a preocupação não fica só no óleo de cozinha. O que fazer com os restos de alimentos é latente.

Nos EUA, qualquer casa ou apartamento já vem com seu triturador de alimentos. É como se fosse a própria lixeira, essencial em qualquer casa. O que resta colocar no sacos de lixo são papéis (que muitas vezes são quase que pulverizados naquelas máquinas que mais parecem máquinas de fazer espaguetti!!!), latas, vidros (ambos são selecionados e colocados em lixeiras próprias) e produtos de higiene pessoal. Ou seja, orgânicos não vão para o lixo mas sim direto para o triturador.

Outra prática que poderia facilitar o sumiço das matérias orgânicas é a compostagem, que é um processo biológico em que os microrganismos transformam a matéria orgânica, como estrume, folhas, papel e restos de comida, num material semelhante ao solo, a que se chama composto, e que pode ser utilizado como adubo. A vantagem deste processo é dar finalidade adequada para mais de 50% do lixo doméstico, ao mesmo tempo em que melhora a estrutura e aduba o solo, gera redução de herbicidas e pesticidas por causa da presença de fungicidas naturais e microorganismos, e aumenta a retenção de água pelo solo.

Resolvi colocar alguns endereços abaixo onde a coleta do óleo de cozinha acontece.

Prefeituras e Organizações Não-Governamentais

Grande São Paulo e litoral:

O Instituto Triângulo tem equipes vão até aos Pontos de Entrega Voluntário (PEV) como supermercados, condomínios, escolas, hospitais e empresas. A coleta é feita quando os galões de óleo estão cheios. A dona de casa deve entregar o óleo usado em garrafas pet de 2 litros em um desses pontos voluntários.

Informações: Instituto Triângulo (11) 4991-1112 – www.triangulo.org.br

Ribeirão Preto:

Projeto Cata óleo – parceria da USP e o Ladetel (Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas). Os interessados recebem um recipiente para armazenar o óleo. O caminhão do laboratório passa recolhendo o produto em datas pré-estabelecidas. O óleo recolhido na cidade é usado na produção do biodisel. Hoje são recolhidos cerca de 20 mil litros de óleo por mês com comerciantes.

Ecopontos: Para descartes individuais: www.ecoleo.ogr.br // Para condomínios: Ong Trevo: www.trevo.org.br

Rio de Janeiro:

O óleo que seria jogado no ralo pela dona de casa pode ser levado para os postos implantados pelo (PROVE) Programa de Reaproveitamento de Óleos Vegetais.

Informações: Disque-Prove: (21) 2598-9242 / 2223-2664

Curitiba:

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Curitiba tem serviço de coleta especial de óleo de fritura. A dona de casa pode trocar dois litros de óleo reciclado por um quilo de legumes e verduras.

Ecopontos: O recolhimento é feito em 78 pontos do Câmbio Verde (programa de recolhimento de lixo reciclável) e nos 21 terminais de ônibus da cidade.

Informações: www.curitiba.pr.gov.br

Porto Alegre:

O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), realiza o projeto de reciclagem de óleo de fritura. São 148 locais de coleta do produto, que será transformado em resina de tintas, sabão, ração animal e biodiesel.

Informações: (51) 3289-6987

Florianópolis:

A coleta é feita pela Universidade Federal de Santa Catarina que, desde o ano passado, desenvolve o projeto chamado Família Casca, que recupera o óleo de cozinha e o transforma em combustível.

Outra maneira de dar um fim útil ao óleo de bares e restaurantes na cidade é por meio da Associação Industrial e Comercial de Florianópolis, a Acif, que dirige o programa ReÓleo.

Informações: prof. Antônio Augusto (Universiade Federal de Santa Catarina) – (48) 3721-5437 // ReÓleo: www.reoleo.com.br // Acif: www.acif.org.br

Salvador:

O engenheiro químico Luciano Hocevar é o responsável pela Renove, Reciclagem de Óleos Vegetais, e pela picape que passa pelas casas da cidade fazendo a coleta do óleo de cozinha. A coleta do óleo de cozinha em condomínios e no comércioé gratuita. O óleo é trocado por material de limpeza.

Informações: (71) 9979-2504

Desperdício de Alimentos: um assunto que merece reflexão

Por daniela meira às 14h09 de 25/06/2010

Um artigo recente no Washington Post levantou uma questão sobre o desperdício de alimentos nos EUA. O que podemos fazer para diminuir a quantidade de lixo, produzido a partir de alimentos que desperdiçamos e por que isso é tão importante?

Primeiro: os alimentos que são desperdiçados levam junto para o lixo os recursos que entraram para a produção, transporte e armazenamento dos mesmos, incluindo a água, um elemento vital (e que possui seus dias contados).

Segundo: os resíduos dos alimentos perecíveis que são deixados no aterro apodrecendo, emitem metano, um poderoso gás de efeito estufa que contribui para as alterações climáticas. (Amplie este fato computando todo o lixo produzido no mundo inteiro, todos os dias, e aceite que a quantidade de gás é enorme).

Terceiro: com o aumento da população e a automação e industrialização dos alimentos, mais pessoas são alimentadas de maneira errada, sem nutrientes e mais lixo é produzido. Se pudermos fazer um trabalho melhor, minimizando os resíduos e maximizando a produtividade, podemos alimentar mais pessoas com a mesma quantidade de terra e com mais nutrientes.

Alimentos apodrecem por falta de cuidado e má distribuição.

A fome e o desperdício de alimentos são dois dos mais importantes problemas que o Brasil enfrenta, constituindo-se em um dos maiores paradoxos de nosso país, já que produz 25,7 % a mais de alimentos do que necessita para alimentar a sua população. E ao mesmo tempo temos milhões de excluídos sem acesso ao alimento em quantidade e/ou qualidade para que se mantenham, primeiramente, vivos e, quando assegurada a sobrevivência, com saúde e capacidade adequada ao desenvolvimento humano.

É claro que esta situação poderia ser evitada se os alimentos fossem aproveitados melhor e só podem ser aproveitados melhor, se esta informação for passada adiante. Ou seja, sem gastar nem mais um centavo com a produção de alimentos, apenas com responsabilidade e informação, pode-se reverter este quadro e oferecer alimentação a 72 milhões de brasileiros que se encontram em insegurança alimentar.

As receitas do dia-a-dia podem ser enriquecidas, por exemplo, com a parte branca da melancia, com as sobras de frutas que ficam na centrífuga ou de verduras e legumes depois de feito o suco coado. Para isso, basta mudar o olhar e observar o mundo à volta.

Abaixo uma receita fácil e gostosa, aproveitando partes que você jogaria fora de alguns alimentos.

Farofa com casca de abacaxi e talos

Ingredientes

1/2 xícara (chá) de óleo

1 cebola picada

2 dentes de alho amassados

100 g de bacon ou toucinho picado (opcional)

2 xícaras (chá) de talos ou verduras picadas

1 xícara (chá) de cenoura ralada

sal e pimenta a gosto

1 xícara (chá) de casca de abacaxi batida no liquidificador

1/2 kg de farinha de mandioca crua

Modo de Preparo

Leve ao fogo para refogar o óleo, cebola, os dentes de alho e o bacon picado. Acrescente aos poucos as verduras e legumes e tempere com sal e pimenta a gosto. Coloque a casca do abacaxi, e aos poucos, acrescente a farinha de mandioca cru, mexendo sempre para não grudar. Depois de uns 5 minutos desligue o fogo e sirva com espetinhos de legumes.

Atitudes que sustentam por mais tempo

Por daniela meira às 15h11 de 11/06/2010

Para o alimento durar mais

Sabia que verduras e legumes podem ser congelados pelo processo de branqueamento e com isso manter seus nutrientes e durar mais tempo? Mergulhe os vegetais em água fervente e espere que a água volte a ferver. Conte 30 segundos, retire do fogo e mergulhe imediatamente esses vegetais em uma vasilha de água gelada. Assim o “cozimento” pára, os vegetais continuam se mantendo tenros (e não amolecidos) e protegidos para serem guardados por mais tempo. Podem ser guardados no congelador por até 2 meses. Na hora de quiser, basta descongelá-los e usá-los como se tivessem saídos da feira, frescos.

Não aperte, olhe

Na hora de comprar frutas, verduras e legumes, escolha com os olhos. Não precisa ficar apertando cada manga, para escolher a melhor.Imagine em uma feira, se todos resolverem apertar a mesma manga para decidir se deve ou não levá-la para casa. Por mais que ela esteja maravilhosa no começo do dia, ao final da feira ela será descartada como estragada. Tocar os alimentos reduz a sua vida útil. Pegue o alimento somente depois de decidir o que vai levar. Assim, o produto será preservado por mais tempo.

Como se livrar do óleo de cozinha?

Por daniela meira às 10h50 de 04/06/2010

Quando você termina de fritar bolinhos, você descarta o óleo diretamente no ralo da pia da cozinha? Ou antes de descartá-lo, você o dilui com detergente? Ou então coa o óleo usado para reutilizá-lo e só depois descartá-lo? Você acha que assim estará diminuindo os riscos que o óleo de cozinha traz ao meio ambiente? Essas atitudes não são, na verdade, favoráveis ao meio ambiente.

Um litro de óleo doméstico jogado no ralo da pia chega a contaminar, de uma só vez, um milhão de litros de água (quantidade suficiente para a sobrevivência de uma pessoa – desde banho, comida e consumo por até 40 anos).

Ao ser despejado no ralo, o óleo vai formando crostas de gordura na tubulação, atraindo ratos e baratas, que acabam invadindo a casa sem que os moradores saibam o verdadeiro motivo. A mesma gordura que se acumula na tubulação, pode acumular nas artérias coronarianas, principalmente se o óleo for reutilizado!! É que, após a queima (ou uso naquela fritura do bolinho de chuva!!), ele se transforma em óleo saturado, gordura trans, responsável por problemas que afetam o coração.

Eu li uma matéria onde a diretora regional da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e presidente do conselho consultivo do Sesi/ Senai afirmava que “Os componentes do óleo de cozinha são muito agressivos e chegam aos rios, onerando em 100% o tratamento do esgoto”.

Segundo Marcos Marcelo de Moraes e Matos, presidente da ONG Academia de Gestão Pública (Agespub), uma família com quatro pessoas consome em média um litro de óleo por semana. O consumo em um restaurante de médio porte gira em torno de 10 litros/dia. “Há uma usina em Piracicaba (SP) que pode produzir o biocombustível, a partir do momento em que houver entidades que coletem o óleo”.

Evite jogar o óleo que você usa em casa diretamente na pia. Procure coar o mesmo e separar em vidros. Procure, na sua cidade, algum posto de reciclagem. Muitos deles retiram o óleo na própria residência. Abaixo coloquei o endereço e contato de alguns postos que recolhem o óleo de cozinha para reciclagem. Colabore com o meio ambiente você também

(SP) – ABC Paulista – Instituto Triângulo – (11) 4991-1112/www.triangulo.org.br

(PR) – Curitiba – Coleta especial de óleo de fritura da Prefeitura Municipal – tel.: 156/www.curitiba.pr.gov.br

(SC) – Florianópolis – Universidade Federal de Santa Catarina e Associação Industrial e Comercial de Florianópolis (Acif) – www.acif.org.br

(RS) – Porto Alegre – Projeto de reciclagem de óleo de fritura – www.unverde.wordpress.com

(SP) – Ribeirão Preto – Projeto Cata óleo – (16) 602-3734

(RJ) – Rio de Janeiro – Programa de Reaproveitamento de Óleos Vegetais (Prove) – (21) 2598-9240 e Disque-Óleo – (21) 2260-3326/www.disqueoleo.com.br

(BA) – Salvador – Renove – Reciclagem de Óleos Vegetais – (71) 9979-2504/www.renoveoleo.com.br

Daniela Meira

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