Atitudes Verdes

Por daniela meira às 15h33 de 23/05/2011

Uma loja da rede Pão de Açúcar de Indaiatuba (SP) foi eleita a vencedora entre os melhores projetos arquitetônicos e construções sustentáveis no Brasil pela Academia GreenBest. Depois que li este artigo, achei bacana repassar neste blog as medidas tomadas no projeto que transformou uma loja de supermercado em sustentável. As medidas podem sim ser tomadas em restaurantes e cozinhas e transformar estes locais, em sustentáveis não só por reciclar lixo e óleo.

Entre as medidas estão: vagas preferenciais para veículos biocombustíveis e bicicletário; posto de reciclagem; energia para o funcionamento a partir de fontes renováveis; telhas com manta isotérmica e alta capacidade reflexiva, amenizadoras de temperatura interior; torneiras e válvulas inteligentes, que diminuem em 40% o consumo de água; mobiliário em madeira certificada (FSC); sacolas retornáveis, bandejas ecológicas produzidas com fécula de mandioca e sacolas plásticas mais resistentes e com material reprocessado. A loja pratica a reciclagem de embalagens e resíduos, além de ter postos de coleta para pilhas e baterias.

São Paulo, o pólo gastronômico brasileiro, onde abrem restaurantes todos os dias, poderia pensar em atitudes assim.

Para contagiar!

Por daniela meira às 13h03 de 04/05/2011

A rede de restaurantes Spoleto iniciou no mês passado um projeto bem interessante chamado Projeto Spoleto 21. A iniciativa faz parte de um modelo de negócio sustentável que tem como objetivo tornar os processos internos do restaurante mais eficientes, reduzir os custos e aumentar o salário dos funcionários. A ideia utiliza um novo sistema para a lavagem de utensílios, exclui o consumo de gás, inserindo o fogão elétrico com tecnologia de indução, reduz o número de empregados e aumenta os salários com a participação nos resultados. O projeto elimina ainda o uso de produtos de limpeza nocivos ao meio ambiente e trata o lixo. A ação tem como foco três pilares, social, econômico e ecológico, e já foi implantada em 25 lojas. O modelo representa uma redução de 25% de energia e entre 30% e 40% de água.

Bacana, não é?

Idéias simples e que fazem a diferença

Por daniela meira às 14h59 de 03/05/2011

Em pleno bairro de Ipanema (Rio de Janeiro) dois restaurantes resolveram investir em ações sustentáveis e que estão dando certo e rendendo frutos.

No ViaSete, o cardápio e o jogo americano são feitos de papel reciclado, as mesas e cadeiras são de madeira certificada e todo o lixo é separado para reciclagem, inclusive o óleo usado na cozinha. Os moradores do bairro foram contagiados e estão começando a levar garrafas PET, cheias de óleo de cozinha usado em casa, para ser reciclado.

Agora, o restaurante está sugerindo aos clientes que façam a doação de R$ 1 na conta para a ONG WWF-Brasil.

E os donos do Salitre, criaram uma versão do cardápio em braile e esquentam a água com energia solar, o que não é muito difícil de fazer já que no Rio, 360 dias por ano faz sol acima dos 30ºC!

Outros restaurantes da cidade devem copiar algumas dessas iniciativas (ou todas) já que o mundo está mudando e a gastronomia já parou para repensar seu modo de conviver neste planeta!

Ecochefes? Quem são eles?

Por daniela meira às 16h25 de 03/08/2010

A alta gastronomia está se consolidando cada vez mais com um novo estilo. A gastrobotânica – comida sustentável – nada mais é do que a fusão entre a cozinha, o respeito ao meio ambiente, o compromisso com a produção local e a consciência ecológica. Daí surgiram os chamados Ecochefes, cozinheiros ecologicamente corretos, que tentam oferecer em seus pratos criações com o gosto da frescura, evitando os alimentos industrializados, fertilizantes químicos e outros componentes não ecológicos.

Mas, a questão vai um pouco mais além de uma alimentação saudável, que é produzida utilizando técnicas naturais para adubar o solo e combater pragas sem produtos químicos.

Este modelo sustentável ajuda a reduzir o impacto ambiental causado pela agricultura e pecuária indústrial e passa pela produção de alimentos ecológicos de proximidade e de época. Isso significa comprar alimentos frescos sem corantes nem conservantes, e incentivar a economia local, como nos tempos antigos.

Os cozinheiros que criam pratos com consciência ecológica ainda são uma minoria. Entre os que se destacam está Peter Roberston, do restaurante Raincity Grill em Vancouver (Canadá). O chef oferece um menu de qualidade e totalmente sustentável e ecológico. Chama-se Menu das 100 Milhas. O restaurante se abastece de produtos frescos da temporada e produzidos em uma área de 100 milhas (ou 160 quilômetros). Na carta do restaurante, pratos e ingredientes ganham o sobrenome da fazenda ou da horta onde foram cultivados.

Uma boa ideia para estes grandes novos chefes, carreira que está cada vez mais em ascensão e que deve sempre tentar trazer aos seus clientes sugestões baratas, saudáveis, gostosas e ecologicamente corretas.

Você sabia que…

Por daniela meira às 15h49 de 21/07/2010

Os chefes estão cada vez mais voltando às origens e trazendo para a mesa uma refeição mais saudável para nós e para o planeta. O movimento chama-se slow food. Não é uma novidade, mas a conscientização da importância dele tem se tornado cada vez mais forte. O slow food segue o conceito da ecogastronomia, que visa devolver ao alimento o valor da sua origem, favorecer a sensibilidade do gosto e lutar pelo uso sustentável, protegendo todas as espécies e defendendo o meio ambiente.

Este movimento surgiu como resposta ao fast food, para revalorizar a culinária regional e agora também o cultivo sustentável e remuneração melhor ao pequeno produtor.

Bom, limpo e justo: é como o movimento acredita que deve ser o alimento. O alimento que comemos deve ter bom sabor; deve ser cultivado de maneira limpa, sem prejudicar nossa saúde, o meio ambiente ou os animais; e os produtores devem receber o que é justo pelo seu trabalho.

Alguns restaurantes entraram neste movimento como o Amadeus, Zym, Brasil a Gosto, Tordesilhas e Casa da Lica. Na Casa da Lica, em Embu das Artes (a 30 quilômetros de SP), são recebidas até 40 pessoas por vez para vivenciarem o que é chamado de “experiência gastronômica”: quatro horas, da entrada à sobremesa.

Um grupo de restaurantes de São Paulo planeja, também, criar um roteiro de casas como essa, onde se provam pratos à moda lenta.

No Rio, Navegador e Eça se renderam aos outros que já seguem a filosofia.

Parabéns à iniciativa!

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