Somos também responsáveis

Por daniela meira às 14h01 de 31/05/2011

Um estudo do governo britânico defende a produção sustentável de mais alimentos para acabar com a fome no mundo, recomendando mudanças na agricultura. A investigação, que envolveu, durante dois anos, 400 peritos de 35 países, admite, neste contexto, o recurso à nanotecnologia, à clonagem e à tecnologia geneticamente modificada.

Segundo John Beddington, consultor científico do governo de Londres, temos 20 anos para produzir mais 40% de comida, mais 30% de água potável e mais 50% de energia para melhorar nosso futuro. Os autores do estudo reconhecem dificuldades, mas sugerem mecanismos que obriguem os governos e produtores de alimentos a prestarem contas sobre os progressos na redução da fome, no combate às alterações climáticas e no aumento da produção alimentar.

Além dos especialistas e estudiosos, nós temos nossa responsabilidade também em pequenas atitudes. Ao abrir uma torneira para lavar louça, lavar uma verdura ou simplesmente passar uma água naquela panela de pouco uso podemos estudar uma maneira mais razoável de viver em sociedade, com as pessoas, com os animais e com o meio ambiente. Pequenas atitudes, de todos, juntos se transformam em grandes atitudes para todos nós.

Atitudes Verdes

Por daniela meira às 15h33 de 23/05/2011

Uma loja da rede Pão de Açúcar de Indaiatuba (SP) foi eleita a vencedora entre os melhores projetos arquitetônicos e construções sustentáveis no Brasil pela Academia GreenBest. Depois que li este artigo, achei bacana repassar neste blog as medidas tomadas no projeto que transformou uma loja de supermercado em sustentável. As medidas podem sim ser tomadas em restaurantes e cozinhas e transformar estes locais, em sustentáveis não só por reciclar lixo e óleo.

Entre as medidas estão: vagas preferenciais para veículos biocombustíveis e bicicletário; posto de reciclagem; energia para o funcionamento a partir de fontes renováveis; telhas com manta isotérmica e alta capacidade reflexiva, amenizadoras de temperatura interior; torneiras e válvulas inteligentes, que diminuem em 40% o consumo de água; mobiliário em madeira certificada (FSC); sacolas retornáveis, bandejas ecológicas produzidas com fécula de mandioca e sacolas plásticas mais resistentes e com material reprocessado. A loja pratica a reciclagem de embalagens e resíduos, além de ter postos de coleta para pilhas e baterias.

São Paulo, o pólo gastronômico brasileiro, onde abrem restaurantes todos os dias, poderia pensar em atitudes assim.

Para contagiar!

Por daniela meira às 13h03 de 04/05/2011

A rede de restaurantes Spoleto iniciou no mês passado um projeto bem interessante chamado Projeto Spoleto 21. A iniciativa faz parte de um modelo de negócio sustentável que tem como objetivo tornar os processos internos do restaurante mais eficientes, reduzir os custos e aumentar o salário dos funcionários. A ideia utiliza um novo sistema para a lavagem de utensílios, exclui o consumo de gás, inserindo o fogão elétrico com tecnologia de indução, reduz o número de empregados e aumenta os salários com a participação nos resultados. O projeto elimina ainda o uso de produtos de limpeza nocivos ao meio ambiente e trata o lixo. A ação tem como foco três pilares, social, econômico e ecológico, e já foi implantada em 25 lojas. O modelo representa uma redução de 25% de energia e entre 30% e 40% de água.

Bacana, não é?

Idéias simples e que fazem a diferença

Por daniela meira às 14h59 de 03/05/2011

Em pleno bairro de Ipanema (Rio de Janeiro) dois restaurantes resolveram investir em ações sustentáveis e que estão dando certo e rendendo frutos.

No ViaSete, o cardápio e o jogo americano são feitos de papel reciclado, as mesas e cadeiras são de madeira certificada e todo o lixo é separado para reciclagem, inclusive o óleo usado na cozinha. Os moradores do bairro foram contagiados e estão começando a levar garrafas PET, cheias de óleo de cozinha usado em casa, para ser reciclado.

Agora, o restaurante está sugerindo aos clientes que façam a doação de R$ 1 na conta para a ONG WWF-Brasil.

E os donos do Salitre, criaram uma versão do cardápio em braile e esquentam a água com energia solar, o que não é muito difícil de fazer já que no Rio, 360 dias por ano faz sol acima dos 30ºC!

Outros restaurantes da cidade devem copiar algumas dessas iniciativas (ou todas) já que o mundo está mudando e a gastronomia já parou para repensar seu modo de conviver neste planeta!

Ervas do bem

Por daniela meira às 14h45 de 12/04/2011

Você tem xícaras lascadas e não sabe o que fazer com elas? Ou você ainda guarda aquela panela ou bule de barro e não quer se desfazer pois ganhou de presente de alguém importante? Sabia que as ervas ficam lindas nestes recipientes, na cozinha ou na área de serviço? O importante é que as mudas recebam luz do sol adequada, para que as folhas não murchem.

As ervas são facilmente cultiváveis. Não necessitam de muita atenção e o mais importante… elas são totalmente orgânicas!

Faça assim: coloque uma camada de pedras pequenas ou cascalho no fundo da panela, bule ou xícara, desde que estejam furados para funcionar como dreno. Depois complete com terra e plante a erva que desejar.

Ervas aromáticas mantêm a cozinha com um perfume diferente de frescura além de poderem ser consumidas como tempero daquela massa ou relaxante naquele chá de final de tarde.

Para acabar com as pragas e ainda assim continuar com sua horta orgânica, lave as plantas em água corrente ou pulverize as ervas com uma mistura de água e detergente, na proporção de uma colher de chá para cada xícara de água, e, depois, enxágüe-as bem. Outra maneira de manter as pragas afastadas é colocar casca de ovos triturada, diretamente na terra, em volta das plantinhas.

Agora não tem mais desculpa, não é mesmo? Aproveite o clima favorável e comece logo! Bom cultivo!

Unidos contra o desperdício de alimentos

Por daniela meira às 15h00 de 23/03/2011

ONGs, chefes e alimentos. Unidos por uma ideia onde a cidadania é o ponto forte, estão mudando o cenário gastronômico.

As ONGs Associação Prato Cheio e Banco de Alimentos trabalham de maneira parecida e foram criadas para reverter o desperdício de alimentos. Imagine que todos os dias estas duas ONGs recolhem alimentos com prazo de validade próximos a vencer e que provavelmente não seriam consumidos. Estes alimentos passam por uma vigilância sanitária e por nutricionistas que atestam seu consumo seguro. Daí, estes alimentos vão para instituições de caridade onde os chefes de cozinha passam a ensinar os cozinheiros de albergues, asilos e orfanatos a criar pratos com esses alimentos que seriam desperdiçados.

Uma idéia que deve ser divulgada e incentivada!

Para conhecer melhor: Associação Prato Cheio e Banco de Alimentos.

Uma ideia interessante

Por daniela meira às 13h29 de 09/03/2011

Com os preços dos alimentos subindo a cada dia nos supermercados, surgiu na Inglaterra, uma ideia que pode dar muito certo: o People’s Supermarket. Esta “Supermercado do Povo” é uma cooperativa sem fins lucrativos com o objetivo de oferecer produtos locais, alta qualidade e preços acessíveis a todos. Além disso eles podem administrar melhor a quantidade de lixo produzido, eliminar os intermediários e reduzir os custos, a partir do envolvimento dos membros da comunidade. É fácil se tornar um a associado que tem direitos e deveres. Por US$ 40 (R$ 66) você passa a ter direito a opinar na administração da loja e a obrigação de trabalhar pelo menos quatro horas lá dentro. Tudo é decidido pelo voto, assim como os tipos de produtos vendidos. Para que este tipo de loja funcione bem, é bom que os associados sejam da mesma comunidade e que estejam empenhados no mesmo objetivo.

Segundo o analista de varejo Malcolm Pinkerton este modelo pode competir, no futuro, com as grandes redes de supermercados pois o consumidor está mudando, ficando mais consciente, esbanjando menos, e prefere alimentos de fontes sustentáveis.

Uma ideia nas alturas

Por daniela meira às 14h00 de 02/03/2011

Em algumas rotas internacionais de uma companhia aérea brasileira, o serviço de bordo na classe econômica é oferecido em recipientes produzidos a partir de bagaço de cana de açúcar, um material biodegradável… Sabia? Isto reduziu 47% o uso das habituais embalagens plásticas. Uma idéia que deu certo e que poderia ser espalhada…

O desenvolvimento do material composto de bandejas, caçarolas completas e saladeiras foi feito em parceria com a LSG Sky Chefs, empresa fornecedora de catering aéreo.

Uma boa ideia, não é?

Papel amigo da natureza

Por daniela meira às 14h34 de 21/09/2010

A Vitopel, empresa produtora de filmes flexíveis biorientados, e a Universidade de São Carlos (UFSCar) assinaram neste mês um contrato para exploração comercial e licenciamento de patente do Vitopaper®, papel sintético feito de diversos tipos de plásticos reciclados, um desenvolvimento conjunto entre a indústria e a universidade. Pode ser uma solução para embalagens de alimentos, plásticos e rótulos!

O Vitopaper® foi desenvolvido após três anos de pesquisas. É um papel sintético resultado da reciclagem de embalagens, saquinhos, copos e pratos descartáveis, muito comuns no lixo urbano. O resultado é um papel quase igual ao de celulose e com maior durabilidade.

De acordo com o presidente da empresa, José Ricardo Roriz Coelho, para cada tonelada de Vitopaper® produzido, são retirados das ruas e lixões cerca de 850 quilos de resíduos plásticos.

Para fabricá-lo é utilizada a mesma tecnologia da produção de filmes usados em rótulos, embalagens de alimentos e bebidas, pet food, indústria gráfica, entre outros. E o resultado é um material de alta qualidade visual, resistente, similar ao papel “couché”, de textura agradável ao toque e extremamente resistente, não rasga, não molha, além de permitir escrever com canetas comuns ou lápis e a impressão pelos processos gráficos editoriais usuais, como off-set plana ou rotativa.

Pode ser utilizado para impressão gráfica de livros técnicos e científicos, livros didáticos, livros de arte, peças para o mercado promocional e de comunicação visual. Outra vantagem é que absorve menos tinta por ser de plástico também é reciclável.

A tecnologia já foi usada para imprimir 40.000 livros de informática para a Fundação Paula Souza, em São Paulo.

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