Idéias simples e que fazem a diferença

Por daniela meira às 14h59 de 03/05/2011

Em pleno bairro de Ipanema (Rio de Janeiro) dois restaurantes resolveram investir em ações sustentáveis e que estão dando certo e rendendo frutos.

No ViaSete, o cardápio e o jogo americano são feitos de papel reciclado, as mesas e cadeiras são de madeira certificada e todo o lixo é separado para reciclagem, inclusive o óleo usado na cozinha. Os moradores do bairro foram contagiados e estão começando a levar garrafas PET, cheias de óleo de cozinha usado em casa, para ser reciclado.

Agora, o restaurante está sugerindo aos clientes que façam a doação de R$ 1 na conta para a ONG WWF-Brasil.

E os donos do Salitre, criaram uma versão do cardápio em braile e esquentam a água com energia solar, o que não é muito difícil de fazer já que no Rio, 360 dias por ano faz sol acima dos 30ºC!

Outros restaurantes da cidade devem copiar algumas dessas iniciativas (ou todas) já que o mundo está mudando e a gastronomia já parou para repensar seu modo de conviver neste planeta!

Uma ideia interessante

Por daniela meira às 13h29 de 09/03/2011

Com os preços dos alimentos subindo a cada dia nos supermercados, surgiu na Inglaterra, uma ideia que pode dar muito certo: o People’s Supermarket. Esta “Supermercado do Povo” é uma cooperativa sem fins lucrativos com o objetivo de oferecer produtos locais, alta qualidade e preços acessíveis a todos. Além disso eles podem administrar melhor a quantidade de lixo produzido, eliminar os intermediários e reduzir os custos, a partir do envolvimento dos membros da comunidade. É fácil se tornar um a associado que tem direitos e deveres. Por US$ 40 (R$ 66) você passa a ter direito a opinar na administração da loja e a obrigação de trabalhar pelo menos quatro horas lá dentro. Tudo é decidido pelo voto, assim como os tipos de produtos vendidos. Para que este tipo de loja funcione bem, é bom que os associados sejam da mesma comunidade e que estejam empenhados no mesmo objetivo.

Segundo o analista de varejo Malcolm Pinkerton este modelo pode competir, no futuro, com as grandes redes de supermercados pois o consumidor está mudando, ficando mais consciente, esbanjando menos, e prefere alimentos de fontes sustentáveis.

A virtude das compras conscientes

Por daniela meira às 12h31 de 13/12/2010

Nesta correria às vésperas do Natal, shoppings centers entulhados de gente, um vai-e-vem quase sem sentido onde pessoas que se cruzam, não se conhecem, mas todos fazendo a mesma coisa: compras! Comprar com embrulho! Presentes com caixas e embalagens que no dia 26 estarão no lixo!

As virtudes de reutilizar são incomuns na maioria das pessoas.

Existe uma escocesa, de 85 anos, Jean Eddie, que quando tinha três anos de idade, acompanhou sua mãe na compra de uma árvore de Natal artificial. Esta árvore não era grande, nem sofisticada, e custou cerca de um dólar. Esta mesma árvore existe até hoje e é ela ainda que enfeita a casa de Jean nesta época do ano, a mesma, desde 1928.

Para a viúva escocesa, hoje com 85 anos, não foi difícil resistir ao apelo de comprar uma nova árvore a cada ano. Em sua opinião, as pessoas não valorizam tanto quanto deviam as coisas que possuem.

“Todo mundo compra coisas que depois joga fora, o que eu não faria. Não sei por que os jovens compram tanta roupa, e logo jogam tudo fora e compram tudo de novo. Não há qualquer razão para eu jogar fora minha árvore”, disse ela.

Com o passar das décadas, a pequena árvore de Jean se tornou algo muito mais significativo que uma mera decoração de Natal. “Ela vem sendo minha companheira constante desde que eu era menina. Meu marido morreu, e eu não tenho muitos amigos. Parece bobo, mas toda vez que a desembrulho, todo ano, eu desejo a ela um feliz aniversário”.

Há anos, se discute se usar uma árvore artificial é mais ecoamigável que cortar uma árvore de verdade. De acordo com análises de ciclo de vida, árvores reais têm menos impacto ambiental que as artificiais, desde que estas sejam usadas por pelo menos 20 anos. Assim, Jean não está apenas preservando uma linda tradição – ela está, também, protegendo o planeta.

Com este post eu queria que ficássemos atentos às compras nos supermercados. Por mais que sua ceia e festa de final de ano tenham 20 amigos compartilhando um momento tão especial, será que precisamos de toda aquela fartura de peru, chester, tender, farofa, pavê, panetone, rabanadas e outras delícias que aparecem nesta época? Pode ser que sim, mas tenha o cuidado de comprar o que realmente será consumido.

Feliz Natal e um Ano Novo Mais Consciente!

Você gosta de gastronomia? Que tal seguir o blog Informações à Mesa e o Dicas da Dani no site de Ana Maria Braga.

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