Em um futuro próximo

Por daniela meira às 12h37 de 17/12/2010

Imagine poder comprar uma fruta, cortá-la e ela não ficar marrom por 20 dias! Parece loucura, não é, mas isso já é possível! E não só isso. Encontrar frutas e hortaliças que se mantenham atraentes para o consumo por mais tempo e sem alteração nutricional ou embalagens poluentes está mais próxima que você imagina.

A Nature Seal é a fabricante de uma mistura de vitaminas e sais minerais para aplicar na parte exterior de frutas e verduras e esta mistura forma uma capa protetora que inibe a oxidação das enzimas, mantém intacta a estrutura das células e tudo isso sem fazer mal à saúde! A Embrapa já faz pesquisas com coberturas comestíveis para frutas à base de zeína (proteína do milho) que mantém a fruta protegida por mais de dez dias sem refrigeração. Goiabas também duraram mais quando cobertas com uma solução feita com a goma do cajueiro.

Este tipo de mistura é conhecido como plásticos comestíveis e ainda estão sofrendo alterações para poder ser empregado em qualquer tipo de alimento.
Numa pesquisa, ainda inicial, na Embrapa, conduzida pela pós-doutoranda Marcia Regina Aouada, obteve-se um filme resistente e nutritivo misturando-se polpa de goiaba vermelha com nanopartículas de quitosana, uma substância extraída da casca de crustáceos. O filme preserva a vitamina C da goiaba. Nos Estados Unidos, esse tipo de filme já é usado no lugar da folha de alga para enrolar sushis e adornar alimentos.

Por enquanto, não há perspectivas de que essa tecnologia chegue ao mercado por causa do alto custo de produção das coberturas em larga escala. O desperdício de alimentos, que no Brasil gira em torno de 30% a 40%, ainda é economicamente mais vantajoso que o investimento em durabilidade, mas pesquisas estão sendo feitas e um futuro com menos plástico e menos desperdício já pode ser vislumbrado.

Uma história diferente

Por daniela meira às 12h30 de 30/11/2010

A primeira pessoa que pensou na do bem™ imaginou que seria um sonho inalcançável.

Tudo começou num daqueles dias de verão no Rio de Janeiro. Quando o fundador da do bem™ chegou cansado do trabalho e deu sua tradicional passadinha na sua casa predileta de sucos, a BB Lanches no Leblon. Enquanto tomava seu suco de laranja numa garrafinha de 500 ml, ele pensou:

- “Por que não podemos fazer um suco parecido com este, apenas com frutas frescas, sem água, sem açúcar, conservantes, corantes e colocar em caixinhas legais?”

Claro que a primeira resposta estava no Google. Depois de pesquisar bastante, ele resolveu largar seu emprego chato, enquadrou literalmente sua gravata e viajou pelo mundo. Dois meses conhecendo tecnologias e experimentando bebidas.

Depois de ver o que é feito de legal pelo mundo e encontrar a tecnologia certa, ele teve certeza de que podia fazer melhor, juntando exatamente o que tinha imaginado:

“Uma casa de sucos dentro de embalagens legais”.

Do bem Sucos.

Sucos Do Bem: chá mate com suco de limão, suco de laranja, limonada, suco de uva integral, suco misto de maça, morango, maçã e guaraná, suco misto de mamão, laranja, maça e banana. (Foto: Divulgação)

Só faltava achar os mais apaixonados produtores de fruta do Brasil. Mais um bocado de trabalho e pronto! Assim nasceu a do bem™. Uma empresa que tem como sonho tornar a vida das pessoas mais simples e melhor, a qualquer hora do dia.

Sucos saudáveis de pura fruta e mais nada. Sem cozinha suja ou liquidificadores barulhentos (o antigo aparelho do fundador, comprado num site da internet, também foi aposentado).

Uma empresa pequena, jovem e direta com as pessoas. Que busca misturar a natureza com o urbano, o global com o local, e a tecnologia com a produção artesanal.

Com idéias assim, o mundo dos negócios pode mudar o mundo em que vivemos e torná-lo cada vez melhor e sustentável. Imagine que até a quantidade de gases emitida na atmosfera foi calculada. Vale dar uma olhada no site deles, que é bem bolado e gostoso de folhear.

Desperdício nosso de cada dia

Por daniela meira às 16h01 de 24/09/2010

Mais da metade dos alimentos produzidos em qualquer lugar é jogada fora enquanto um bilhão de pessoas morrem de fome no mundo. No Brasil, o dinheiro que se perde com o desperdício de frutas em um mês daria para aplacar a fome na América Latina durante o mesmo período. É absurdo? Mas nós somos responsáveis por isso…

desperdício de alimentos

Dados mostram que no Brasil, 1/3 dos alimentos comprados pelas famílias é jogado fora. (foto: divulgação)

Dados interessantes publicados pela revista Galileu, agosto/2010:

- O caminho do desperdício no Brasil: 10% dos alimentos se perdem na colheita, 50% no manuseio e no transporte, 30% nas centrais de abastecimento (como o Ceasa), 10% nos supermercados e casa dos consumidores.

- Mais de mil toneladas de produtos alimentícios vão para o lixo todos os dias nas feiras livres do estado de SP.

- A quantidade anual de comida jogada fora pelos EUA e pela Europa poderia alimentar três vezes a população mundial no mesmo período.

- Em casa: 1/3 de tudo que é comprado vai direto pro lixo. Uma família de classe média joga fora cerca de 500g de alimento por dia.

- Somente com a comida que jogamos fora todo dia no Brasil daria para um quinto de nossa população tomar café da manhã, almoçar e jantar.

- US$ 2,2 bilhões é o prejuízo que gera o desperdício de frutas no Brasil em um ano. Com esse dinheiro, daria para alimentar todas as pessoas que passam fome na América Latina e mais a população do Líbano.

- Nós jogamos mais verdura fora do que comemos: o consumo de hortaliças no Brasil é de 35 quilos/habitante/ano nas 10 principais capitais do país, enquanto 37 quilos/habitante/ano são jogados fora.

O que podemos fazer? Conscientizar é o primeiro passo… e por que não existem muitos falando sobre isso e apenas poucos veículos de comunicação se preocupam em fazer este alerta do qual somos todos responsáveis?? Precisamos urgentemente mudar alguns hábitos…

Você sabe o que são alimentos ecológicos?

Por daniela meira às 14h36 de 15/09/2010

A palavra ecologia está presente nas prateleiras dos supermercados em dezenas de produtos “biológicos”, provenientes de sistemas de produção ecológicos e para serem considerados assim, uma série de regulamentação deve ser respeitada.

Na União Europeia existem tanto normas de produção como normas de rotulagem relativas aos alimentos ecológicos. Recentemente foi também aprovado o novo símbolo que distinguirá alguns produtos dos outros. Este símbolo será colocado em etiquetas nas frutas, verduras, e outros produtos “eco” produzidos dentro da União Europeia e à qual também poderão ser adicionadas algumas normas especificas de cada região onde são produzidos certos produtos inclusive com a origem mas apenas alguns produtos passam pelo filtro ecológico.

Para que tenham esta designação, devem basear-se em práticas amigas do meio ambiente, que minimizem o impacto humano, e sejam produzidos de uma forma mais natural. Aquilo tudo que já estamos acostumados a ler, mas que nem sempre é fácil adaptar a produção mega informatizada e tecnológica a este sistema eco-friendly. Para conseguir, os agricultores e criadores de gado devem seguir certas práticas ecológicas habituais, como a rotação das culturas, a limitação do uso de pesticidas sintéticos e antibióticos para o gado, proibição do uso de transgênicos, seleção de espécies vegetais e animais resistentes a enfermidades e com adaptações regionais, a criação em espaços abertos e o aproveitamento dos recursos próximos da zona de cultivo ou de criação.

Tudo isto, como é explicado pela Comissão Europeia de Agricultura, resume-se simplesmente em que “a agricultura ecológica é um sistema de produção agrícola que proporciona ao consumidor alimentos frescos, saborosos e autênticos num tempo que respeite os ciclos vitais dos sistemas naturais”.

Consumidores de produtos ecológicos
Na economia existe a famosa lei da oferta e da procura, segundo a qual, onde há uma maior procura haverá uma maior oferta e vice-versa, o que simplesmente explica a correlação entre o produtor e o consumidor. As estatísticas mostram que cada vez mais consumidores apostam nos produtos ecológicos na hora de fazer compras, procurando etiquetas com certificação e encontrando cada vez mais alimentos nas estantes dos supermercados.

Segundo estudos da União Europeia, estima-se que o mercado de produtos ecológicos está em crescimento a um ritmo de 10 a 15% ao ano, enquanto que entre 1997 e 2006 o crescimento deste tipo de produtos passou de um total de 0,5 para 4% em toda a UE.

No nosso país, segundo dados da Organic Farming in the European Union, realizado em 2005, estamos todavia longe das grandes potências consumidoras. A Dinamarca era o país com mais vendas de alimentos e bebidas ecológicas em relação ao mercado global de alimentos, com uns 5%, seguido pelo mercado sueco com 3%, Alemanha (2,6%) e Holanda (1,8%).

Seja como for, o que se torna claro é que o mercado de produtos ecológicos está em desenvolvimento, tanto pelos consumidores que procuram cada vez mais estes produtos, como ao nível da produção.

Geléia de sobras da centrífuga

Por daniela meira às 14h08 de 23/08/2010

Essa vocês vão adorar! Quando fizer um suco na centrífuga pegue a polpa que sobra (e iria jogar fora com certeza!!!) e faça essa deliciosa geléia.

É simples e pode ser feita até com as sobras de legumes tipo cenoura, beterraba, chuchu…tente, experimente, inove e ajude no combate ao desperdício!

Meça a quantidade de polpa da centrífuga em ml e coloque em uma tigela que vá ao microondas. Depois coloque a metade da quantidade que você mediu em açúcar e misture na tigela.

Leve a tigela ao microondas em potência máxima por três minutos. Retire a tigela e mexa. Leve ao microondas por mais um minuto.

Repita o processo de um em um minuto até que a geléia fique um pouquinho mais mole do que você gostaria (porque ao esfriar ela fica um pouco mais firme).

Pode ser feita com qualquer fruta ou legume que você quiser tentar!!

Diminuindo o Lixo

Por daniela meira às 14h10 de 19/07/2010

Tudo pode começar no supermercado…

- Leve suas próprias sacolas às compras. Assim, você precisará de menos saquinhos plásticos, que depois seriam descartados.

- Dê preferência para produtos com embalagens recicláveis. Evite as de isopor, que demoram até 80 anos para decompor.

- Procure por frutas da época. Além de serem mais baratas, você contribui para que não haja desperdício da produção.

- Escolha frutas, verduras e legumes com os olhos. Não machuque os alimentos com o toque – isso pode reduzir a vida útil deles. Pegue com a mão somente depois de decidir o que vai levar.

Diminuindo a quantidade de lixo você passa a garantir a saúde do planeta e a economizar dinheiro. Pense nisto.

Sete princípios de como se alimentar de maneira sustentável

Por daniela meira às 14h55 de 29/06/2010

1) Use ingredientes locais, sazonalmente disponível como padrão, para minimizar a energia utilizada na produção de alimentos, transporte e armazenamento.

2) Utilize alimentos que venham de sistemas agrícolas que não prejudicam o meio ambiente, tais como produtos biológicos certificados.

3) Limite o uso de alimentos de origem animal (carne, laticínios e ovos) pois a pecuária é uma das atividades que mais contribuem para as alterações climáticas e incentive a alimentação rica em frutas, vegetais, leguminosas, cereais integrais e nozes. Assegure-se que a carne, laticínios e ovos são produzidos com elevados padrões de bem-estar ambiental e animal.

4) Exclua espécies de peixes que estejam sendo pescados de maneira errada ou em época imprópria e escolha peixes somente a partir de fontes renováveis.

5) Prefira utilizar produtos importados de países mais pobres para garantir um tratamento justo para os produtores desfavorecidos.

6) Evite água engarrafada e prefira água filtrada ou de jarras ou garrafas reutilizáveis, para minimizar o transporte e resíduos de embalagens.

7) Promova a saúde e o bem-estar cozinhando com porções generosas de verduras, frutas e alimentos básicos como cereais integrais ricos em amido, a redução de sal, gorduras e óleos, e corte os aditivos artificiais.

Frutas e verduras livres dos agrotóxicos

Por daniela meira às 17h20 de 31/05/2010

Já que o Brasil ainda lidera o ranking mundial de uso de agrotóxicos, segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e que os nutricionistas e médicos recomendam a ingestão de pelo menos 3 tipos diferentes de frutas por dia por pessoa…o que fazer para consumir uma fruta crua (sem ser orgânica) com qualidade??

Sabe-se que consumir diariamente alimentos contaminados por agrotóxicos pode causar câncer e que o Brasil é um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo. Gasta, anualmente, cerca de 2,5 bilhões de dólares nessas compras. Infelizmente, pouco se faz para controlar os impactos sobre a saúde dos que produzem e dos que consomem os alimentos impregnados por essas substâncias.

A limpeza de frutas e hortaliças, além de eliminar microorganismos, reduz a contaminação por produtos tóxicos. Quanto mais bonita a fruta ou hortaliça, mais se deve desconfiar do uso abusivo de agrotóxicos, já que eles protegem o alimento deixando-os bonitos e apetitosos!

Aqui vão algumas dicas para minimizar a quantidade de agrotóxico destes produtos:

Alface, batata e maçã: Deixe de molho por 30 minutos numa mistura de bicarbonato de sódio e suco de limão (a proporção é a seguinte 1/2 colher de sopa de bicarbonato em pó + suco de 1 limão para cada 1 litro de água). Depois é só lavar em água corrente. No caso da batata, é indicado também descascá-la, inclusive antes de cozinhá-la por causa do acúmulo de agrotóxico nas cascas.

Tomate, berinjela e pepino: Escolha os mais franzinos e mais maduros… com o passar do tempo os venenos vão se dissipando…

Banana, mamão e laranja: Evite frutas muito bonitas e prefira o mamão formosa ao papaia (pois o formosa é maior e por isso a concentração de tóxicos é menor). Depois de lavar bem as frutas livre-se das cascas, já que os agrotóxicos estão na superfície. Para tirar proveito das cascas e sementes use somente frutas de cultura orgânica.

Cenoura e beterraba: Lave com uma escova macia e limpe bem qualquer resíduo de terra e também tire a casca. Não é por que você vai fazer uma sopa de cenoura e beterraba, que a água quente vai neutralizar os efeitos dos agrotóxicos. A água em ebulição mata as bactérias não destrói o agrotóxico!

Vegetais folhosos: O ideal é assim que chegar com as compras coloque numa gaveta da geladeira (nos saquinhos) e deixe lá “descansando por umas 2 horas. Depois retire da geladeira, separe as folhas ruins e lave, folha a folha, em água corrente (ou numa bacia se você quiser jogar a favor do planeta). Ai você prepara uma solução com 1 colher de sopa de água sanitária para 1 litro de água de água em um recipiente que caiba todos os vegetais lavados e deixe descansando por 10 a 20 minutos. (Aproveite este tempo para meditar, fazer uma ligação ou se atualizar no twitter), mas lembre-se…menos que este tempo não resolve nada!! Depois é só enxaguar e secar (com pano limpo e seco ou com aqueles aparelhos de plástico tipo centrífuga) e está pronto para uso (ou guarde num pote na geladeira, ou sacos de congelamento, lembrando de tirar bem o ar).

Vegetais não folhosos: Faça a mesma coisa que com os folhosos. Nabos, batatas, cenouras (cascas finas) também podem ser limpos com imersão em água limpa e escovinha (para tirar mesmo os agrotóxicos), ai você enxágua, seque bem e guarde. E se você não tiver água sanitária pode usar vinagre comum.

Morangos: Tire das embalagens e deixe ½ hora em água. Depois coloque em um recipiente com água e 1 colher de sopa bicarbonato e deixe mais 20 minutos. Volte os morangos para uma outra água limpa e deixe por mais 45 minutos. Ai é secar e guardar na geladeira para consumir quando quiser!

Essas dicas são simples, necessárias e apesar de parecerem trabalhosas, com o tempo você se acostuma. Agora, se na sua cidade tiver produtos orgânicos, mesmo que eles sejam menores. Bom apetite!

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