Ufa! Passamos por mais um dia onde falavam em fim do mundo. Desde criança tinha medo de chegar ao ano 2000 e confesso que já tive medo em chegar ao dia de hoje, mas isso foi antes de aprender que o que aconteceria no dia 21/12/12 seria um grande presente divino, a entrada em uma nova Era. Era essa chamada de, Cristal, mostrando a importância da transparência, de nos apresentarmos como somos, sem máscaras.

Nessa nova Era inicia-se um ciclo da reconciliação, isto é: unificar semelhanças e diminuir diferenças e também de voltar-se ao Planeta Terra.  Gaia, a mãe Terra, convoca a todos a viverem em harmonia com seus irmãos e com os elementos da natureza.

Mas, voltando este assunto para área ambiental, o ser humano tem que ser intimado a acordar e mudar suas atitudes insustentáveis aos dias de hoje. O consumismo exagerado, exaurindo os recursos naturais, e o uso de combustíveis fósseis, põe em perigo nosso planeta. Ele já da sinal que não aguenta mais, e que sua capacidade suporte está prestes a  acabar.

Hoje, sei que devemos nos preocupar muito com nossas ações cotidianas, e não com previsões catastróficas de fim de mundo. A continuidade dos seres humanos na Terra depende das coisas que eu faço, das que você faz e , principalmente das que todos nós fazemos, sendo assim, temos chance de garantir a sobrevivência de todos os seres vivos na Terra, ou acelerar o nosso fim.

O aquecimento do Planeta Terra, proveniente das ações humanas  cria uma  bomba que pode  explodir e acabar com a raça humana num futuro próximo. E o que temos feito para frear isto? Quase nada, já que nossos representantes  e  parte da sociedade estão mais preocupados com o “agora” e com o poder, e não com o futuro.

Essa Era de Cristal chama a todos a se reconciliarem consigo, com os outros e com o Planeta, e a viverem em harmonia. Sei que não será fácil, dependerá do empenho de todos em fazer o bem a todos seres irmãos, além de adotarem hábitos sustentáveis: usando a água racionalmente; consumindo o necessário e com responsabilidade; descartando corretamento seu lixo; apreciando e preservando nossa flora e fauna, etc.

Vamos aproveitar essa época de festas pra lá de especial e nos reciclarmos? Separando o joio do trigo, e deixando que a natureza recarregue a nossa energia e nos prepare para um ano novo harmonioso e sustentável!

Gaia nos deixou essa lição de casa para fazermos no começo dessa nova Era. Com certeza será o legado  que deixaremos aos nossos filhos e netos. Você não irá ficar parado, né? Gaia cobrará essa aprendizagem! Arregace as mangas e vamos ao trabalho.

Feliz Era de Cristal!

Obrigada a equipe do Atitude Sustentável e a todos que me acompanharam nesse ano. Muito sucesso a todos vcs!

Feliz 2013!

Érica Sena

O desafio ambiental de se colocar em prática as 4 Ecologias

Por erica sena às 13h00 de 06/12/2012

A palavra ECOLOGIA já foi ouvida por todos vocês, não foi? Desde a Rio-92 a mídia começou a usar essa palavra indiscriminadamente, virou moda, mas pouco foi explicado sobre o conceito dessa palavra.

A palavra Ecologia tem origem no grego ”oikos“, que significa casa, e “logos“, estudo, significando “O estudo da casa (Terra). Foi usada pela primeira vez em 1869, pelo cientista alemão Ernst Haeckel  para designar o estudo das relações entre os seres vivos e o ambiente em que vivem.

Hoje e Ecologia moderna se dividiu em várias vertentes, de acordo com o Teólogo ambientalista Leonardo Boff: ecologia ambiental, ecologia social, ecologia mental e integral. Abaixo o o conceito de cada uma das vertentes segundo Boff.

Ecologia ambiental se preocupa com o meio ambiente, para que não sofra excessiva desfiguração, com qualidade de vida e com a preservação das espécies em extinção. Ela vê a natureza fora do ser humano e da sociedade. Procura tecnologias novas, menos poluentes, privilegiando soluções técnicas. Ela é importante porque procura corrigir os excessos da voracidade do projeto industrialista mundial, que implica sempre custos ecológicos altos.

Se não cuidarmos do planeta como um todo, podemos submetê-lo a graves riscos de destruição de partes da biosfera e, no seu termo, inviabilizar a própria vida no planeta.

Ecologia social -não quer apenas o meio ambiente, quer o ambiente inteiro. Insere o ser humano e a sociedade dentro da natureza. Preocupa-se não apenas com o embelezamento da cidade, com melhores avenidas, com praças ou praias mais atrativas. Mas prioriza o saneamento básico, uma boa rede escolar e um serviço de saúde decente. A injustiça social significa uma violência contra o ser mais complexo e singular da criação que é o ser humano, homem e mulher. Ele é parte e parcela da natureza.

A ecologia social defende o desenvolvimento sustentável. É aquele em que se atende às carências básicas dos seres humanos hoje sem sacrificar o capital natural da Terra e se considera também as necessidades das gerações futuras que têm direito à sua satisfação e de herdarem uma Terra habitável com relações humanas minimamente justas.

Ecologia mental ou profunda sustenta que as causas do déficit da Terra não se encontram apenas no tipo de sociedade que atualmente temos mas também no tipo de mentalidade que vigora, cujas raízes alcançam épocas anteriores à nossa história moderna, incluindo a profundidade da vida psíquica humana consciente e inconsciente, pessoal e arquetípica.

Há em nós instintos de violência, vontade de dominação, arquétipos sombrios que nos afastam da benevolência em relação à vida e à natureza. Aí dentro da mente humana se iniciam os mecanismos que nos levam a uma guerra contra a Terra. Eles se expressam por uma categoria: a nossa cultura antropocêntrica. O antropocentrismo considera o ser humano rei/rainha do universo. Pensa que os demais seres só têm sentido quando ordenados ao ser humano; eles estão aí disponíveis ao seu bel-prazer. Esta estrutura quebra com a lei mais universal do universo: a solidariedade cósmica. Todos os seres são interdependentes e vivem dentro de uma teia intrincadíssima de relações. Todos são importantes.

Ecologia integral- parte de uma nova visão da Terra. É a visão inaugurada pelos astronautas a partir dos anos 60 quando se lançaram os primeiros foguetes tripulados. Eles vêem a Terra de fora da Terra. De lá, de sua nave espacial ou da Lua, como testemunharam vários deles, a Terra aparece como resplandecente planeta azul e branco que cabe na palma da mão e que pode ser escondido pelo polegar humano.

O ser humano é a própria Terra enquanto sente, pensa, ama, chora e venera. Os cosmólogos, vindos da astrofísica, da física quântica, da biologia molecular, nos advertem que o inteiro universo se encontra em cosmogênese. Isto significa: ele está em gênese, se constituindo e nascendo, formando um sistema aberto, sempre capaz de novas aquisições humanos, estamos igualmente em processo de antropogênese, de constituição e de nascimento.

Bom depois dessas informações não se pode mais dizer que Ecologia é apenas preservar a natureza. É muito mais abrangente. Pois tudo está interligado no Planeta.

Saiba mais:

Assista o vídeo de Leonardo Boff:

As 4 Ecologias de Leonardo Boff

http://leonardoboff.com/site/lboff.htm

Érica Sena

Você consome exageradamente?

Por erica sena às 13h58 de 24/11/2012

 

 

O consumismo é o grande entrave para o êxito do desenvolvimento sustentável, já que vivemos numa sociedade do consumo, onde adquirir bens, principalmente de marcas renomadas dão status a quem as possuem. Isso é legal, dá moral, poder e privilégios, concordam?

Só que esse modo de se viver não tem nada de sustentável. E na atual situação, onde o Planeta Terra dá sinais de exaustão de seus recursos naturais, esse modo de vida não nos cabe mais, sendo prudente haver uma mudança urgente de hábitos.

É importante notar que o consumo é algo natural, mas quando a palavra consumo se une com o sufixo “ismo”, resultando na palavra CONSUMISMO, alude a desperdício e excesso, colocando em risco os recursos naturais do Planeta.

Pensando no impacto negativo do consumismo, faz-se necessário uma reeducação dos adultos, e principalmente a educação das crianças, visando um consumo mais consciente, e assim mais sustentável.

A ação de consumir em exagero nem sempre é uma resposta aos ataques da mídia, muitas vezes é sintoma de uma doença chamada de Oneomania ou consumo compulsivo e deve ser tratada, já que essa pessoa gasta mais do que pode, prejudicando-se financeiramente. Fique atento ao seu ato de consumir e de sua família, e se estiver fora do normal procure ajuda médica.A Oneomania além de fazer mal para o” bolso” do doente, faz mal ao Planeta.

Segundo estudiosos do assunto, não haverá salvação da humanidade, se não houver um consumo consciente de toda a sociedade.

Infelizmente muitas pessoas acham que ao comprar tal produto terão felicidade e conseguirão status, mas na verdade, na maioria das vezes o vazio existencial continua, e a pessoa se vê cada vez mais deprimida. Acontece isso com você?

Temos que rever nossos valores e valorizar o que temos dentro de nós, e com certeza a felicidade virá com a simplicidade e não com bens materiais em exagero.

As crianças devem ser educadas valorizando o que é de fato importante, e não fazendo delas futuras doentes. Deve-se ensinar que  devemos consumir o que precisamos, e o que podemos pagar sem comprometer nossas finanças e os recursos naturais. E que devemos escolher os produtos menos agressivos ao meio ambiente e ao nosso organismo.

Se todos começarem a consumir conscientemente os recursos naturais permanecerão em nosso planeta para atual e para as próximas gerações. Agora se continuarmos a agir assim a nossa sobrevivência ficará complicada.

Você quer fazer um teste para saber se é um consumidor consciente?

Acesse http://www.akatu.org.br/testes

Érica Sena- 16/11/12

 

Hoje se fala muito em sustentabilidade e desenvolvimento sustentável. Eles viraram termos da moda, sendo usados principalmente para fins marqueteiros, mas poucos sabem que esses dois termos não são novos, pois foram usados primeiramente no Relatório elaborado pela ONU,  em 1987, chamado de “ O Nosso Futuro Comum”, e depois na Rio-92.

Encontra-se no Relatório “O Nosso Futuro Comum” o seguinte conceito de Desenvolvimento Sustentável: aquele que “ procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem suas próprias necessidades”.

Em nossa Constituição Federal de 1988, no Artigo 225, mesmo não usando  a palavra, o conceito de sustentabilidade está implícito, sendo um dever de todos nós.

“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.”

Hoje, a palavra sustentabilidade entrou na mídia, e assim, tudo virou sustentável como num passe de mágica, com a intenção de conquistar o mercado, fazendo que todos consumam sem culpa (“greenwashing” = maquiagem verde). Claro que existem empresas comprometidas com este assunto, possuindo políticas de sustentabilidade, mas uma grande parte não as têm.

Poucos sabem que a sustentabilidade de uma empresa/produto ou de um serviço tem que ser construída em cima de 3 bases: ambiental, social e econômica (“triple botton line”). Para ser sustentável tem que ser ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente viável. Se uma das bases não for contemplada a sustentabilidade não ocorrerá.

Como saber se as empresas têm ações realmente sustentáveis, ou não? A maioria das empresas sérias fazem relatórios de sustentabilidade, onde mostram projetos socioambientais que desenvolvem e falam sobre as tecnologias verdes usadas dentro do seu processo produtivo. Esses relatórios são disponíveis nos sites da empresas.

É nosso dever tornarmos cidadãos mais conscientes e sustentáveis, afim de  lutar pela garantia da qualidade de vida da geração presente e da geração futura.  É bom lembrar que as ações sustentáveis só darão resultados a médio e longo prazo, e não imediatamente. As atitudes tomadas agora farão parte do legado que deixaremos às próximas gerações. Que tal escolhermos consumir produtos menos impactantes ao meio ambiente e à nossa saúde, além de tornarmos nossas atitudes mais ambientalmente corretas?

A sustentabilidade deve ser  construída com o desenvolvimento humano, baseado no bom relacionamento com o próximo e com a natureza.

“O futuro será verde ou não? Esta verdade está no coração do maior desafio da humanidade: Aprender a viver em harmonia com a Terra em uma base verdadeiramente sustentável.”(Ambientalista Sir Jonathon Porritt)

Que tal encarar este desafio acima? O prêmio virá a longo prazo, mas garantirá a sobrevivência da nossa espécie e de outras que habitam o Planeta Terra.

Érica  Sena

Estamos atravessando um momento importante para os municípios e moradores:  a eleição de Prefeitos e Vereadores. Infelizmente muitos eleitores não levam a sério esse ato de cidadanaia tão importante, votam, quando não anulam, em qualquer um, sem se quer saber das propostas e o que fez pela comunidade.

Por outro lado, somos surpreendidos com candidatos sem preparo algum, mas que estão lá por representarem algum grupo ou interesse. Não sou contra isso, desde que represente os interesses da comunidade, mas fico indignada com esse despreparo.Os partidos deveriam pelo menos ensinar a se apresentarem melhor em público, já que não existem pré-requisitos para se se tornar candidato. Concorda?

 Reflita comigo: para arrumar um emprego hoje é cobrado: graduação e pós-graduação, cursos diversos, línguas estrangeiras, experiência, além de dinâmicas para saber se a pessoa é proativa, líder, competente,etc. Por quê para esses cargos políticos  de representação do povo, não precisa? Conclui-se que nós precisamos ter várias competências e habilidades para ganhar um salário muitas vezes ridículo, enquanto eles ao entrarem, ganham muito e não precisam nem saber ler direito! Isso é correto? Claro que tem um porque, a maioria dos despreparados são facilmente  manipulados pelos que tem conhecimento e astúcia dentro  da máquina pública, servindo de laranjas. Claro que exceções existem e talvez esteja sendo radical de mais, mas penso assim!

Mas o que eleição tem a ver com temas ambientais? Tenho assistido sempre que posso o horário político, e não tenho visto quase nenhuma proposta de como tornar os municípios mais sustentáveis. O discurso é o mesmo de 20 anos atrás: desenvolvimento a qualquer preço!

Existem plataformas ambientais feitas por entidades de renome no assunto para dar embasamento ao candidatos à Prefeito, Vereador, e  porque não aos eleitores, de como tornarem seu município mais sustentável. São eles:

Programa Cidades Sustentáveis

Plataforma Ambiental dos Municípios- SOSMA.

Mas acredito que a maioria deles não estejam preocupados com nada disso, ou até não saibam da existência destes materiais. Se você trabalha na campanha de algum candidato mostre a ele os programas citados e ajude nessa luta!

Finalizando, te convido a se juntar ao grupo dos eleitores conscientes, que votam , independente do partido, em candidatos que se mostram capazes de nos representar, e que tenham no programa a preocupação em desenvolver sua região de modo sustentável, levando em conta não só o fator econômico, mas o social e o ambiental.

Tão importante quanto o votar consciente, é  acompanhar o mandato deles, principalmente dos vereadores da nossa região, exigindo deles: respeito, trabalho e que cumpram o que prometeram na campanha. Isso é cidadania!

Vamos refletir bem antes de darmos nosso voto (de confiança) na urna, pois as consequências serão sentidas diretamente em nosso dia-a-dia por mais 4 anos. Acompanhe a propaganda eleitoral de todos e compareça aos debates e campanhas em sua região se ocorrerem, isso poderá ser um fator decisivo em sua escolha!

Vamos lutar por uma cidade mais sustentável, menos caótica, onde tenhamos qualidade de vida! Que tal começar agora cobrando isso dos nossos candidatos? Pense nisso!

Érica Sena -30/08/12

 

 

 

O futuro dependerá da força da Educação Ambiental

Por erica sena às 12h16 de 19/08/2012

 

Cada dia mais os assuntos ambientais se tornam pautas de inúmeras discussões no Brasil e no mundo, diante do momento caótico que o planeta vem passando. O ser humano já sabe que a maior parte desses acontecimentos é proveniente das ações antrópicas iniciadas na Revolução Industrial, e pioradas com a vinda do consumismo desenfreado.

O ser humano usa de maneira insustentável os recursos naturais como se fossem infinitos, e em troca devolve ao planeta: lixo, poluição e destruição. Ele se esquece que isso se voltará contra ele, já que ele é um dos seres integrantes, como todos os outros, do meio em que vivem.

 

Vivemos numa época de guerra entre o ser e o ter; entre ser um consumidor voraz (aproveitando tudo de melhor que a tecnologia possa nos dar) e ser um consumidor consciente de seus deveres e direitos. Vivemos também com a sombra do medo de futuro, já que os recursos tendem a se acabar, as catástrofes aumentarem e o aquecimento global piorar.

Diante de tantas indagações, medos, as mudanças de atitudes são peças indispensáveis a melhora desse quadro caótico. A partir do momento que a sociedade repensar suas ações, e deixá-las mais sustentáveis, o planeta conseguirá retomar o equilíbrio e a qualidade de vida será maior. Para que aconteça isso a Educação Ambiental deverá ser prioridade, sendo compartilhada não apenas nas escolas, mas nas comunidades, nas casas, nas igrejas, nas associações, na mídia, já que é de todos o dever de se responsabilizar com os problemas socioambientais locais e globais. Sei que não é uma tarefa fácil, já que a própria educação no Brasil é algo não priorizada, mas é a saída.

Por exemplo, em 2010 uma Lei instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, um grande passo para acabar com o mau gerenciamento do lixo urbano, aonde materiais recicláveis vão para aterros, lixões, etc. ao invés de voltarem à cadeia produtiva. Nessa política, todos terão responsabilidade sobre a destinação correta do resíduo ou lixo produzido. Caso não se tenha um trabalho eficiente de Educação Ambiental, no qual a sociedade se veja no dever de mudar seus hábitos, dentre eles o de fazer coleta seletiva, essa política será em vão.

Este é o momento de sensibilização da raça humana, mostrando que ela é parte do meio ambiente, e que suas ações podem ser maléficas ou benéficas ao planeta e ao próprio ser humano. O futuro está em nossas mãos, e principalmente nas mãos das crianças, e para isso a Educação Ambiental será imprescindível.

 

Érica Sena: bióloga, gestora ambiental, educadora

Blog Pensar Eco, é lógico!  http://pensareco.blogspot.com

Não se engane com o belo discurso ambiental!

Por erica sena às 13h42 de 25/07/2012

 

Basta folhearmos uma revista, ou ligarmos a TV para nos surpreendermos com tantas boas ações para com o planeta. Palavras como: desenvolvimento sustentável ou sustentabilidade, ambientalmente correto são corriqueiras nessa onda verde. Até uma certa palha de aço, proveniente de um recurso mineral finito, e com um processo impactante na produção, agora é vendida como ECO, só porque se degrada com facilidade. Isto é um absurdo, e tem um nome essa pratica: greenwashing (branqueamento ecológico), isto é: a empresa para se tornar mais atrativa mascara seu produto, dando a ele características ambientalmente corretas, sem as ter; e assim passa um conceito de se preocupar com o planeta e vende mais. Cuidado, dentre as empresas sérias, existem muitas que praticam isso. Se tudo que fosse ECO não agredisse ao meio ambiente, a palavra Economia seria nossa aliada e não contrária a preservação de recursos ou do uso racional deles.

Como não comprar gato por lebre? É só ficar atenta as ações que a empresa pratica, além de saber: quem e como o produto é fabricado. Outra coisa que devemos ficar espertos são empresas que para esconder suas agressões ao meio ambiente, fazem belíssimas campanhas publicitárias, e muitas vezes, dizem plantar árvores. Onde? Que espécie? Que método de replantio? Terá manutenção?

Infelizmente muitas empresas se aproveitam de idéias reais de sustentabilidade que dão certo, para se auto- promoverem. Como descobriremos isso? Informando-nos! Questionando! E depois de descobertas não comprando! Temos que nos tornar Consumidores Consciente e sustentáveis urgentemente!

Isso vale para as propagandas políticas também!! Todos partidos se pintaram de verde agora! Se informe e escolha os que são autênticos!

Saiba mais sobre Consumo Sustentável, acessando:

Instituto Akatu

IDEC

Érica Sena- Blog Pensar Eco  www.pensareco.blogspot.com

 

 

Só quem está atento, sorri ao ver os presentes da natureza!

Por erica sena às 22h20 de 12/07/2012

 

Você já reparou que o tempo está passando muito rápido? E que passamos parte dele presos aos nossos pensamentos estressantes e depressivos, que nos impede de ver as coisas boas e de fácil acesso a todos? Por exemplo: você já viu que os Ipês – rosa estão floridos? Qual foi o último nascer ou pôr do sol que você viu?

Bem, a natureza nos proporciona sem cobrar nada um show de cores e de beleza diariamente, mas muitas pessoas passam desatentos a tudo isso, não dando tanta importância à presença da natureza.

Temos que começar a mudar antes que seja tarde demais! As pessoas precisam resgatar essa harmonia com o meio ambiente e, conseqüentemente se religar a uma força maior que, independente do nome que a dão nas diferentes religiões, nos traz paz de espírito e força, além de nos deixar encantadas com sua beleza. Quem já tem costume de apreciar a natureza sabe disso.

Acho impossível não se emocionar e sorrir ao ver uma bela árvore, ao ver o balé das borboletas sobre as flores,  ouvir o cantar dos pássaros e observar a simplicidade e beleza das flores.

Tento aprender com a natureza que a felicidade está em saber esperar à hora certa de florir, e que a beleza externa é efêmera, diferentemente da interna. Observo que a  felicidade está na simplicidade das coisa, assim como no modo de se relacionar com nossos irmãos da mesma ou de outra espécie, diferentemente do que se fala por aí,  a felicidade está ligada ao ato de ser e não de ter inúmeros bens de consumo.

É momento de mudarmos nossas atitudes e reciclarmos nossas crenças,  como nossos antepassados, e voltarmos a nos alinhar com a mãe Terra!

Aproveite o dia de amanhã e faça esta lição de casa: observe mais, respeite mais e coloque mais amor no seu dia-a-dia. Tenho certeza que se muitos a fizerem, muitas mudanças de atitudes internas e externas serão sentidas por todos e viveremos num período de mais paz e harmonia.

E como diz Antoine de Saint-Exupéry, no livro O Pequeno Príncipe- “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” Cative mais, e se responsabilize em cultuar a simplicidade de vida e entre em harmonia com o Planeta, se sentindo como parte dele e não como um ser superior que usa a natureza para o seu bem-estar. Conto com você!

Érica Sena- Blog Pensar Eco é lógico!  www.pensareco.blogspot.com

Deixando meu parecer sobre a Rio+20

Por erica sena às 14h53 de 20/06/2012

 

Desde que começaram a falar que a Rio+20 aconteceria aqui no Brasil, fiquei apreensiva e com vontade de participar, já que tive uma vontade enorme de ter participado da Eco-92. Nesses útimos meses combinei com várias amigas de irmos, mas sempre dava errado, já tinha perdido a esperança de participar. Mas, semana anterior ao evento eu e minha amiga Fernanda Beda resolvemos ir e passar um final de semana.

 

Euforia no caminho e uma vontade de visitar a Cúpula dos Povos, mas chegando ao Rio tive várias interrogações e decepções.

Falta de informação: ao meu ver, a cidade do Rio de Janeiro não criou postos de informações sobre a programação, aviso de transporte público para chegar aos locais que fazem parte da Rio+20, além de placas  apontando a direção dos locais do evento.

Em relação ao transporte público, deveria ter linhas específicas que levassem as pessoas de espaço do evento ao outro. Eu  senti essa necessidade, não consegui chegar em todos os locais inseridos na programação do evento e paralelo a ele. 

Não estive na Barra, nem no Rio Centro, nem em Santo Cristo no Pq dos Atletas por falta de informação e transporte, pois já sabia que era longe do Aterro do Flamengo. Acho que se a organização se preocupasse mais com os visitantes colocaria transporte saindo de um lugar para outro, garantindo que todos visitassem os demais locais, e não se concentrassem na Cúpula dos Povos.

O problema maior que encontrei no Aterro do Flamengo, e me frustrou muito, foi a insustentabilidade da Cúpula dos Povos, como também a falta de informação sobre a programação local. 

Um espaço muito grande e fragmentado, sem conexão. As tendas onde aconteciam debates geralmente estavam vazias, enquanto isso, muitas pessoas circulavam ao longo do aterro de um lado para outro.Eu me senti meio perdida naquele lugar, muita informação, mas desconexa e pouco atrativa.Faltou um elo em comum. Difícil explicar o que senti! Relato outros pontos a seguir:

Coleta seletiva: quase não havia cestos de lixos para materiais recicláveis. As pessoas jogavam o lixo e os recicláveis no mesmo container laranja. Só no sábado o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais reciclaveis – MNCR- colocaram big bags  ao longo do Aterro e sensibilizavam as pessoas a separarem os materiais.

Á agua distribuída durante o evento gratuitamente era em copos plásticos… nada sustentável para um evento desses! Pq não colocaram bebedouros, onde cada um com suas canecas e garrafas se servissem? Ambientalistas que se prezam tem em mãos uma caneca ou garrafa para água, não é mesmo? Por que gerar mais resíduo???

Alimentação: cara, com poucas escolhas e muita fila. Os vendedores ambulantes de sorvete, refrigerante, salgadinhos cerveja e biscoitos Globo se deram bem.

 

 Senti falta de conexão. Não achei nenhum local dentro da Cúpula onde te mantivesse informado sobre os acontecimentos no Rio Centro. Parecia que não fazia parte uma  coisa da outra.

 Outra coisa que me chamou muita atenção na Cúpula dos Povos foi o fato dele ter virado um grande shopping de produtos ambientalmente corretos (??) para os que puderam participar das tendas de Economia social. E também uma grande feira livre ao que não tiveram esse mesmo espaço. Você tropeçava em várias peças artesanais, alimentos típicos, camisetas de ong e instituições. O consumismo estava presente!!!

Em relação a energia, usaram a não renovável: vários geradores de energia estavam presentes, e algumas macro tendas tinham  ar condicionado. Quanta  insustentabilidade!!!!

Posso estar sendo muito radical, mas esperava uma galera atuante e unida em prol da luta ambiental, assim como vi na discussão do sábado contra a mudança do Código Florestal encabeçada pela SOSMA e com ilustres participantese uma galera unida nessa causa.

Fora isso, nos dois dias que passei lá não vi muito desse espírito de luta e comprometimento pelas presente e futuro do planeta. Talvez nesta semana agora, esses manifestações aconteçam com mais força, pena que não poderei estar participando delas.

Mas posso também citar várias coisas legais: a programação paralela da Rio+20 por toda a cidade com exposições, debates, palestras, filmes, para quem ficará por várias dias no RJ vale a pena. 

As exposições no MAM : EU SOU NÓS e sobre o Cerrado. Vale a pena ver!

Na Cinelândia, acontece uma exposição de fotos maravilhosa  “A Terra vista do Céu” do fotógrafo e ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand, que chega pela primeira vez ao Brasil. Fora o lugar, em frente ao Teatro Municipal. Imperdível!


Outra exposição imperdível é a que acontece no Forte de Copacabana- Humanidade 2012. Uma das exposições mais incríveis que visitei!!! 

 


Mesmo com todas as frustrações, foi muito legal ter participado. Estar naquela cidade maravilhosa, ver pessoas de mundos diferentes cantando e dançando em paz é um acontecimento de harmonia e beleza. Encontrar amigos virtuais no meio da muvuca foi bem legal.


Espero que além de um momento de lazer para todos que tiveram a chance de estar lá, esses dias venham reafirmar nosso papel nessa luta em prol da sustentabilidade, pois esperar a vontade dos nossos governantes, será complicado.

                                                           Érica Sena


Estamos na Semana do Meio Ambiente, dentro de uma Virada Sustentável em São Paulo, e a dias de um dos principais eventos mundiais sobre Meio Ambiente, a Rio+20. E, o que muda com isso na vida da população? Se perguntar para pessoas que não são profissionais da área ambiental e não estão comprometidas com o assunto, com certeza a resposta será ”nada”, ou pior:” o que é isso?”

Será que a temática ambiental é discutida dentro das escolas e lares como deveria, já que trata de garantias de um futuro melhor? Será que todos têm a consciência que nossas ações de hoje terão consequências positivas ou negativas no futuro próximo?

Esse interrogatório sobre o que temos feito pela sustentabilidade, destacando os hábitos de vida, está dentro de tudo que tenho observado aonde ando; das conversas que escuto; das coisas que leio dentro e fora das redes sociais. Compartilho com voces as minhas interrogações!

Então te pergunto e me pergunto também:  “Será que estamos  fazendo um trabalho para agregar maior número de pessoas em prol do meio ambiente, ou apenas unindo os próprios interessados pelo assunto? Até que ponto os inúmeros encontros, congressos, palestras estão sendo feitos para ambientalistas e profissionais da área ambiental? Encontramos sempre as mesmas pessoas, concordam? E o restante daquelas pessoas que não estão a par do assunto?  Pelo que vejo não são minoria e estão dentro de todas as classes sociais.

Quem vai aos congressos, palestras, aos eventos de Ed Ambiental, oficinas reutilização de materiais, etc, são pessoas que já têm um apego pela causa,então conclui- se que: as pessoas que não se importam com o assunto dificilmente estarão presentes. Como fazer com que estas pessoas tenham interesse em conhecer mais , e quem sabe se tornarem atuantes na causa ambiental?

Conheci vários projetos intitulados socioambientais, bem feitos, mas que omitiram conceitos simples, mas importantes, como: – “ o que é meio ambiente”? Acredito que os projetos socioambientais  são as melhores ferramentas para passar conceitos ambientais e de sensibilização, com intuito de mudanças de hábitos; mas se eles não forem bem alinhados, perderemos a oportunidade de fazer com que mais pessoas se juntem a luta e mudem seus hábitos.

Sabemos que até para nós ambientalistas, mudar de hábitos, quebrar paradigmas, dizer não ao consumo, é um ato difícil, por mais que estejamos cercados de teoria e praticas. Eu digo por mim,  ainda tenho muitas coisas para mudar. Imagina para este outro grupo que não tem essas informações?

Pesquisas indicam que as pessoas têm se preocupado mais com a sustentabilidade; não vejo isso na prática: ainda vejo frequentemente  a população gastando água  e energia elétrica inutilmente; comprando mais do que consomem; jogando lixo, entulho pelas calçadas e terrenos; comprando animais silvestres;  botando fogo; entre outros.

O desafio que proponho para mim e para todos é o seguinte: “Como fazer com que mais pessoas efetivamente se juntem a causa, mudem de hábitos e sejam multiplicadores?” E que percebam que só fazer coleta seletiva não é a solução para sairmos da situação caótica que a humanidade passa? Temos uma clientela enorme para sensibilizar e mostrar que TODOS NÓS estamos no mesmo barco, e se ele afundar, todos nós correremos risco de vida.Quem topa o desafio?

Érica Sena: bióloga, gestora ambiental, educadora- Blog Pensar Eco – http://pensareco.blogspot.com

Hoje é o Dia Mundial do Meio Ambiente, momento especial para refletirmos sobre esse comprometimento  que temos em SENSIBILIZAR a todos aqueles que ainda não estão nessa luta em prol da sustentabilidade.  É necessário que existaa harmonia entre todos os moradores desse casa chamada TERRA!

Érica Sena

 

ECOcardioGRAMA

erica sena
@erica sena
Sou uma ambientalista tentando alertar os seres humanos! Sou bióloga, gestora ambiental, especialista em Tecnologia Ambiental e educadora. Escrevo artigos ambientais e faço palestras. Tenho um blog ambiental: PENSAR ECO, É LÓGICO! http: pensareco.blogspot.com/ ECOcardioGRAMA: http://atitudesustentavel.uol.com.br/ecocardiograma/ Desempenho também a parte de comunicação digital de duas cooparativas: http://cooperativacooperaacs.blogspot.com http://cooperativacrescer.blogspot.com/
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