Ufa! Passamos por mais um dia onde falavam em fim do mundo. Desde criança tinha medo de chegar ao ano 2000 e confesso que já tive medo em chegar ao dia de hoje, mas isso foi antes de aprender que o que aconteceria no dia 21/12/12 seria um grande presente divino, a entrada em uma nova Era. Era essa chamada de, Cristal, mostrando a importância da transparência, de nos apresentarmos como somos, sem máscaras.

Nessa nova Era inicia-se um ciclo da reconciliação, isto é: unificar semelhanças e diminuir diferenças e também de voltar-se ao Planeta Terra.  Gaia, a mãe Terra, convoca a todos a viverem em harmonia com seus irmãos e com os elementos da natureza.

Mas, voltando este assunto para área ambiental, o ser humano tem que ser intimado a acordar e mudar suas atitudes insustentáveis aos dias de hoje. O consumismo exagerado, exaurindo os recursos naturais, e o uso de combustíveis fósseis, põe em perigo nosso planeta. Ele já da sinal que não aguenta mais, e que sua capacidade suporte está prestes a  acabar.

Hoje, sei que devemos nos preocupar muito com nossas ações cotidianas, e não com previsões catastróficas de fim de mundo. A continuidade dos seres humanos na Terra depende das coisas que eu faço, das que você faz e , principalmente das que todos nós fazemos, sendo assim, temos chance de garantir a sobrevivência de todos os seres vivos na Terra, ou acelerar o nosso fim.

O aquecimento do Planeta Terra, proveniente das ações humanas  cria uma  bomba que pode  explodir e acabar com a raça humana num futuro próximo. E o que temos feito para frear isto? Quase nada, já que nossos representantes  e  parte da sociedade estão mais preocupados com o “agora” e com o poder, e não com o futuro.

Essa Era de Cristal chama a todos a se reconciliarem consigo, com os outros e com o Planeta, e a viverem em harmonia. Sei que não será fácil, dependerá do empenho de todos em fazer o bem a todos seres irmãos, além de adotarem hábitos sustentáveis: usando a água racionalmente; consumindo o necessário e com responsabilidade; descartando corretamento seu lixo; apreciando e preservando nossa flora e fauna, etc.

Vamos aproveitar essa época de festas pra lá de especial e nos reciclarmos? Separando o joio do trigo, e deixando que a natureza recarregue a nossa energia e nos prepare para um ano novo harmonioso e sustentável!

Gaia nos deixou essa lição de casa para fazermos no começo dessa nova Era. Com certeza será o legado  que deixaremos aos nossos filhos e netos. Você não irá ficar parado, né? Gaia cobrará essa aprendizagem! Arregace as mangas e vamos ao trabalho.

Feliz Era de Cristal!

Obrigada a equipe do Atitude Sustentável e a todos que me acompanharam nesse ano. Muito sucesso a todos vcs!

Feliz 2013!

Érica Sena

O desafio ambiental de se colocar em prática as 4 Ecologias

Por erica sena às 13h00 de 06/12/2012

A palavra ECOLOGIA já foi ouvida por todos vocês, não foi? Desde a Rio-92 a mídia começou a usar essa palavra indiscriminadamente, virou moda, mas pouco foi explicado sobre o conceito dessa palavra.

A palavra Ecologia tem origem no grego ”oikos“, que significa casa, e “logos“, estudo, significando “O estudo da casa (Terra). Foi usada pela primeira vez em 1869, pelo cientista alemão Ernst Haeckel  para designar o estudo das relações entre os seres vivos e o ambiente em que vivem.

Hoje e Ecologia moderna se dividiu em várias vertentes, de acordo com o Teólogo ambientalista Leonardo Boff: ecologia ambiental, ecologia social, ecologia mental e integral. Abaixo o o conceito de cada uma das vertentes segundo Boff.

Ecologia ambiental se preocupa com o meio ambiente, para que não sofra excessiva desfiguração, com qualidade de vida e com a preservação das espécies em extinção. Ela vê a natureza fora do ser humano e da sociedade. Procura tecnologias novas, menos poluentes, privilegiando soluções técnicas. Ela é importante porque procura corrigir os excessos da voracidade do projeto industrialista mundial, que implica sempre custos ecológicos altos.

Se não cuidarmos do planeta como um todo, podemos submetê-lo a graves riscos de destruição de partes da biosfera e, no seu termo, inviabilizar a própria vida no planeta.

Ecologia social -não quer apenas o meio ambiente, quer o ambiente inteiro. Insere o ser humano e a sociedade dentro da natureza. Preocupa-se não apenas com o embelezamento da cidade, com melhores avenidas, com praças ou praias mais atrativas. Mas prioriza o saneamento básico, uma boa rede escolar e um serviço de saúde decente. A injustiça social significa uma violência contra o ser mais complexo e singular da criação que é o ser humano, homem e mulher. Ele é parte e parcela da natureza.

A ecologia social defende o desenvolvimento sustentável. É aquele em que se atende às carências básicas dos seres humanos hoje sem sacrificar o capital natural da Terra e se considera também as necessidades das gerações futuras que têm direito à sua satisfação e de herdarem uma Terra habitável com relações humanas minimamente justas.

Ecologia mental ou profunda sustenta que as causas do déficit da Terra não se encontram apenas no tipo de sociedade que atualmente temos mas também no tipo de mentalidade que vigora, cujas raízes alcançam épocas anteriores à nossa história moderna, incluindo a profundidade da vida psíquica humana consciente e inconsciente, pessoal e arquetípica.

Há em nós instintos de violência, vontade de dominação, arquétipos sombrios que nos afastam da benevolência em relação à vida e à natureza. Aí dentro da mente humana se iniciam os mecanismos que nos levam a uma guerra contra a Terra. Eles se expressam por uma categoria: a nossa cultura antropocêntrica. O antropocentrismo considera o ser humano rei/rainha do universo. Pensa que os demais seres só têm sentido quando ordenados ao ser humano; eles estão aí disponíveis ao seu bel-prazer. Esta estrutura quebra com a lei mais universal do universo: a solidariedade cósmica. Todos os seres são interdependentes e vivem dentro de uma teia intrincadíssima de relações. Todos são importantes.

Ecologia integral- parte de uma nova visão da Terra. É a visão inaugurada pelos astronautas a partir dos anos 60 quando se lançaram os primeiros foguetes tripulados. Eles vêem a Terra de fora da Terra. De lá, de sua nave espacial ou da Lua, como testemunharam vários deles, a Terra aparece como resplandecente planeta azul e branco que cabe na palma da mão e que pode ser escondido pelo polegar humano.

O ser humano é a própria Terra enquanto sente, pensa, ama, chora e venera. Os cosmólogos, vindos da astrofísica, da física quântica, da biologia molecular, nos advertem que o inteiro universo se encontra em cosmogênese. Isto significa: ele está em gênese, se constituindo e nascendo, formando um sistema aberto, sempre capaz de novas aquisições humanos, estamos igualmente em processo de antropogênese, de constituição e de nascimento.

Bom depois dessas informações não se pode mais dizer que Ecologia é apenas preservar a natureza. É muito mais abrangente. Pois tudo está interligado no Planeta.

Saiba mais:

Assista o vídeo de Leonardo Boff:

As 4 Ecologias de Leonardo Boff

http://leonardoboff.com/site/lboff.htm

Érica Sena

Você consome exageradamente?

Por erica sena às 13h58 de 24/11/2012

 

 

O consumismo é o grande entrave para o êxito do desenvolvimento sustentável, já que vivemos numa sociedade do consumo, onde adquirir bens, principalmente de marcas renomadas dão status a quem as possuem. Isso é legal, dá moral, poder e privilégios, concordam?

Só que esse modo de se viver não tem nada de sustentável. E na atual situação, onde o Planeta Terra dá sinais de exaustão de seus recursos naturais, esse modo de vida não nos cabe mais, sendo prudente haver uma mudança urgente de hábitos.

É importante notar que o consumo é algo natural, mas quando a palavra consumo se une com o sufixo “ismo”, resultando na palavra CONSUMISMO, alude a desperdício e excesso, colocando em risco os recursos naturais do Planeta.

Pensando no impacto negativo do consumismo, faz-se necessário uma reeducação dos adultos, e principalmente a educação das crianças, visando um consumo mais consciente, e assim mais sustentável.

A ação de consumir em exagero nem sempre é uma resposta aos ataques da mídia, muitas vezes é sintoma de uma doença chamada de Oneomania ou consumo compulsivo e deve ser tratada, já que essa pessoa gasta mais do que pode, prejudicando-se financeiramente. Fique atento ao seu ato de consumir e de sua família, e se estiver fora do normal procure ajuda médica.A Oneomania além de fazer mal para o” bolso” do doente, faz mal ao Planeta.

Segundo estudiosos do assunto, não haverá salvação da humanidade, se não houver um consumo consciente de toda a sociedade.

Infelizmente muitas pessoas acham que ao comprar tal produto terão felicidade e conseguirão status, mas na verdade, na maioria das vezes o vazio existencial continua, e a pessoa se vê cada vez mais deprimida. Acontece isso com você?

Temos que rever nossos valores e valorizar o que temos dentro de nós, e com certeza a felicidade virá com a simplicidade e não com bens materiais em exagero.

As crianças devem ser educadas valorizando o que é de fato importante, e não fazendo delas futuras doentes. Deve-se ensinar que  devemos consumir o que precisamos, e o que podemos pagar sem comprometer nossas finanças e os recursos naturais. E que devemos escolher os produtos menos agressivos ao meio ambiente e ao nosso organismo.

Se todos começarem a consumir conscientemente os recursos naturais permanecerão em nosso planeta para atual e para as próximas gerações. Agora se continuarmos a agir assim a nossa sobrevivência ficará complicada.

Você quer fazer um teste para saber se é um consumidor consciente?

Acesse http://www.akatu.org.br/testes

Érica Sena- 16/11/12

 

O futuro dependerá da força da Educação Ambiental

Por erica sena às 12h16 de 19/08/2012

 

Cada dia mais os assuntos ambientais se tornam pautas de inúmeras discussões no Brasil e no mundo, diante do momento caótico que o planeta vem passando. O ser humano já sabe que a maior parte desses acontecimentos é proveniente das ações antrópicas iniciadas na Revolução Industrial, e pioradas com a vinda do consumismo desenfreado.

O ser humano usa de maneira insustentável os recursos naturais como se fossem infinitos, e em troca devolve ao planeta: lixo, poluição e destruição. Ele se esquece que isso se voltará contra ele, já que ele é um dos seres integrantes, como todos os outros, do meio em que vivem.

 

Vivemos numa época de guerra entre o ser e o ter; entre ser um consumidor voraz (aproveitando tudo de melhor que a tecnologia possa nos dar) e ser um consumidor consciente de seus deveres e direitos. Vivemos também com a sombra do medo de futuro, já que os recursos tendem a se acabar, as catástrofes aumentarem e o aquecimento global piorar.

Diante de tantas indagações, medos, as mudanças de atitudes são peças indispensáveis a melhora desse quadro caótico. A partir do momento que a sociedade repensar suas ações, e deixá-las mais sustentáveis, o planeta conseguirá retomar o equilíbrio e a qualidade de vida será maior. Para que aconteça isso a Educação Ambiental deverá ser prioridade, sendo compartilhada não apenas nas escolas, mas nas comunidades, nas casas, nas igrejas, nas associações, na mídia, já que é de todos o dever de se responsabilizar com os problemas socioambientais locais e globais. Sei que não é uma tarefa fácil, já que a própria educação no Brasil é algo não priorizada, mas é a saída.

Por exemplo, em 2010 uma Lei instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, um grande passo para acabar com o mau gerenciamento do lixo urbano, aonde materiais recicláveis vão para aterros, lixões, etc. ao invés de voltarem à cadeia produtiva. Nessa política, todos terão responsabilidade sobre a destinação correta do resíduo ou lixo produzido. Caso não se tenha um trabalho eficiente de Educação Ambiental, no qual a sociedade se veja no dever de mudar seus hábitos, dentre eles o de fazer coleta seletiva, essa política será em vão.

Este é o momento de sensibilização da raça humana, mostrando que ela é parte do meio ambiente, e que suas ações podem ser maléficas ou benéficas ao planeta e ao próprio ser humano. O futuro está em nossas mãos, e principalmente nas mãos das crianças, e para isso a Educação Ambiental será imprescindível.

 

Érica Sena: bióloga, gestora ambiental, educadora

Blog Pensar Eco, é lógico!  http://pensareco.blogspot.com

Abelhas são bioindicadoras de poluição

Por erica sena às 18h41 de 23/03/2012

 

Pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, revela que as abelhas são bioindicadoras de poluição ambiental. Durante as viagens para coleta de água, néctar e pólen das flores, as abelhas são impregnadas por microrganismos e substâncias químicas presentes na atmosfera, podendo servir de indicador da qualidade do ar.

O estudo realizado pela bióloga Talita Antonia da Silveira foi desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Entomologia, com o objetivo de verificar se o pólen apícola coletado por abelhas Apis Mellifera pode ser utilizado como bioindicador de poluição ambiental. Orientado pelo professor Luís Carlos Marchini, o trabalho foi realizado no apiário do Departamento de Entomologia e Acarologia (LEA), contendo na proximidade áreas agrícolas, industriais e urbana, com plantas ornamentais e frutíferas, em um fragmento de mata nativa.

Talita explica que as abelhas operárias realizam viagens exploratórias em áreas que cercam seu habitat, recolhendo o néctar, a água e o pólen das flores. Com isto, quase todos os setores ambientais — solo, vegetação, água e ar — são explorados. “Durante este processo, diversos microrganismos, produtos químicos e partículas suspensas no ar são interceptados pelas abelhas e podem ficar aderidos ao seu corpo ou ser ingeridos pelas mesmas”, explica a pesquisadora.

Análises

Pautado neste fato, os produtos apícolas podem ser usados como bioindicadores para monitoramento de impacto ambiental causado por fatores biológicos, químicos e físicos. “A analise de elementos traço no pólen podem biomonitorar o ambiente em questão. Esse monitoramento com produtos apícolas pode ser uma das formas de prevenir a contaminação ambiental”, afirma.

As abelhas são insetos sociais que contribuem para o ambiente por meio da polinização, ajudam na agricultura e, de quebra, ainda fornecem mel, geléia real, cera, própolis e pólen. Quanto aos resultados obtidos pelo estudo, Talita salienta que o armazenamento de mel e pólen, a postura da rainha e a ocupação dos favos estão sujeitos às variações sazonais, já que as características produtivas e reprodutivas de colônias de abelhas são influenciadas pelo clima e pela disponibilidade de alimento na região em que são criadas.

“As abelhas utilizaram vegetação de diversos tipos presentes no ambiente, aproveitaram as plantas ruderais como fonte de coleta de pólen para manutenção de suas colônias e acrescentaram à sua dieta o pólen de outras plantas arbóreas, arbustivas e herbáceas, conforme o recurso tornou-se disponível na área”, contou a pesquisadora.

“Quanto à interferência do clima nos parâmetros físico-químicos, o estudo mostrou que as condições meteorológicas do ambiente influenciam a qualidade e a coleta do pólen”, conclui Talita.

Ana Carolina Miotto, da Esalq

(Agência USP)

http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/abelhas-sao-bioindicadoras-de-poluicao-ambiental/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=mercado-etico-hoje

Fonte: Mercado Ético

Hoje é o Dia Mundial da Água! Salve o que ainda nos resta!

Por erica sena às 17h34 de 22/03/2012

No Dia da Água é necessário relembrar esse vídeo triste, mas que nos  sensibiliza para usarmos  racionalmente este bem fundamental: a água!

A versão antiga:

CARTA ESCRITA NO ANO 2070

Agora a versão desta Carta feita em 2011:

Carta Escrita do Ano 2070 (nova versão 2011)

 

Mudança de Atitude já! Não ao desperdício de água potável!

Érica Sena

E aí, usar ou não as sacolas plásticas?

Por erica sena às 14h31 de 29/01/2012

Em 2009 escrevi este artigo, e hoje vejo que ele se encaixa no momento atual.  

Consumidor verde recusa sacolas plásticas, e você?

É impossível negar nossa índole consumista, mas atualmente já existem pessoas que se preocupam em comprar produtos e embalagens que agridam menos o ambiente, os chamados “consumidores verdes”.

Sei que existem inúmeros pontos a serem discutidos, mas vou ao que mais me irrita: a oferta das sacolas plásticas em todos os comércios. Sempre me pergunto por que ainda são usadas em escalas logarítmicas, já que não são resistentes (quem nunca teve uma sacola rasgada e a mercadoria rolando no chão), machucam as mãos, e além do mais, são verdadeiras pragas ao meio ambiente, e certamente para os coletores de lixo, ao ter que ficar pegando em frente às casas as várias sacolinhas depositadas. Que horror!!!! É tempo de acabar com isso!!

A sacola plástica leva cerca de 300 anos para se decompor, e muitas delas vão parar nos mares interferindo no ecossistema.  Se pensarmos que mundialmente circulam bilhões ou trilhões de sacolas plásticas por ano, e que de cada dez, oito são mandadas para aterros e apenas duas recicladas em nosso país, conseguimos estimar o estrago que isso causa ao planeta.

Fica claro que uma mudança de atitude deve ocorrer mundialmente para abolir as sacolas plásticas. Aqui no Brasil muitas prefeituras apresentam essa preocupação, criando incentivos para que redes de supermercados, padarias, lojas e outros estabelecimentos façam uso de sacolas retornáveis, diminuindo assim o seu descarte na natureza.

Depois de saber tudo isso, que tal comprar uma sacola retornável para suas idas ao supermercado, feiras, etc.

A natureza agradecerá! Com certeza achará uma sacola que combine com você!

Érica Sena: bióloga, gestora ambiental e educadora- 2009

 

 Atualmente a mídia e os consumidores se dividem opinando contra e a favor da distribuição gratuíta das sacolas plásticas nos supermercados.
  Tenho visto inúmeras matérias falando mal das ecobags, das caixas de papelão, e outras falando mal das sacolas plásticas. Analisando tudo isso, noto que ficou um jogo de interesses mais econômicos do que ambientais, e que não levarão a nada, pois os consumidores se sentem lesados e perdidos.
Faltou trabalhar esse tema com as ferramentas da Ed. Ambiental.
O problema é mais embaixo…
Acho que o grande problema não é este: se devemos ou não embalar as compras com sacolas pláticas, ecobags, caixas de papelão, mas sim a quantidade de embalagens usadas diariamente e descartadas incorretamente no meio ambiente ( rios, mares, ruas) ou indo para aterros.
Eu há anos levo sacolas retornáveis ou carrinhos de feira ao supermercado, evitando trazer dezenas de sacolas plásticas, usando- as apenas quando necessárias.
Não me sinto  uma ECO OTÁRIA ao usar ecobags, já que não as comprei das grandes redes de supermercado.Faço uso dos 5 R´s ( Repensar, reduzir, recusar, reutilizar e reciclar), e não vou pela cabeça da mídia, mas sei que uma grande % da população vai, o que me preocupa.
A mídia está a favor da sustentabilidade ou contra?
O que realmente falta dentro do consumo?
  Precisamos de campanhas de Educação Ambiental que conscientizem os consumidores à utlizarem sem excesso as embalagens, e principalmente que façam coleta seletiva, destinando corretamente para reciclagem,  e não jogando em qualquer lugar.
Infelizmente tenho vivenciado no dia-a-dia que muitas pessoas, automaticamente, jogam embalagens de água, salgadinho, balas, etc, no chão, geralmente sem pensar no impacto disso no meio ambiente. Acho que faz parte da nosso cultura.
E é nesse ponto que a mídia deveria trabalhar criando campanhas para sensibilizar a todos, e não ficar dividindo opiniões, e enfraquecendo a luta em prol da sustentabilidade.

Concluindo sobre o uso das sacolinhas:
Se os consumidores usassem na medida certa todas as embalagens, destacando as sacolas plásticas, e as descartassem corretamente, mandando-as para a reciclagem, não teríamos que passar por essa polêmica,não acham?
Imagens elucidativas:

O uso das sacola pláticas no mundo ( Edênia Mandacaru)

 

Folha.com-1

 

Folha.com-2
Folha.com- 3
Leia algumas matérias sobre as sacolas plásticas
Imagens: Folha.com:
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1038948-supermercados-de-sp-param-de-fornecer-sacola-hoje.shtm

Érica Sena

L. Boff em “O dia do juízo sobre nossa cultura? “

Por erica sena às 21h08 de 28/12/2011
O final do ano oferece a ocasião para um balanço sobre a nossa situação humana neste planeta. 
O que podemos esperar e que rumo tomará a história?
São perguntas preocupantes pois os cenários globais apresentam-se sombrios. Estourou uma crise de magnitude estrutural no coração do sistema econômico-social dominante (Europa e USA), com reflexos sobre o resto do mundo
A Bíblia tem uma categoria recorrente na tradição profética: o dia do juízo se avizinha. É o dia da revelação: a verdade vem à tona e nossos erros e pecados são denunciados como inimigos da vida. Grandes historiadores como Toynbee e von Ranke falam também do juízo sobre inteiras culturas. Estimo que, de fato, estamos face a um juízo global sobre nossa forma de viver na Terra e sobre o tipo de relação para com ela.
Considerando a situação num nível mais profundo que vai além das análises econômicas que predominam nos governos, nas empresas, nos foros mundiais e nos meios de comunicação, notamos, com crescente clareza, a contradição existente entre a lógica de nossa cultura moderna, com sua economia política, seu individualismo e consumismo e entre a lógica dos processos naturais de nosso planeta vivo, a Terra. Elas são incompatíveis. A primeira é competitiva, a segunda, cooperativa. A primeira é excludente; a segunda, includente. A primeira coloca o valor principal no indivíduo, a segunda no bem de todos. A primeira dá centralidade à mercadoria, a segunda, à vida em todas as suas formas. Se nada fizermos, esta incompatibilidade pode nos levar a um gravíssimo impasse.
O que agrava esta incompatibilidade são as premissas subjacentes ao nosso processo social: que podemos crescer ilimitadamente, que os recursos são inesgotáveis e que a prosperidade material e individual nos traz a tão ansiada felicidade. Tais premissas são ilusórias: os recursos são limitados e uma Terra finita não agüenta um projeto infinito. A prosperidade e o individualismo não estão trazendo felicidade; mas, altos níveis de solidão, depressão, violência e suicídio.
Há dois problemas que se entrelaçam e que podem turvar nosso futuro: o aquecimento global e a superpopulação humana. O aquecimento global é um código que engloba os impactos que nossa civilização produz na natureza, ameaçando a sustentabilidade da vida e da Terra. A conseqüência é a emissão de bilhões de toneladas/ano de dióxido de carbono e de metano, 23 vezes mais agressivo que o primeiro. Na medida em que se acelera o degelo do solo congelado da tundra siberiana (permafrost), há o risco, nos próximos decênios, de um aquecimento abrupto de 4-5 graus Celsius, devastando grande parte da vida sobre a Terra. O problema do crescimento da população humana faz com que se explorem mais bens e serviços naturais, se gaste mais energia e se lancem na atmosfera mais gases produtores do aquecimento global.
As estratégias para controlar esta situação ameaçadora praticamente são ignoradas pelos governos e pelos tomadores de decisões. Nosso individualismo arraigado tem impedido que nos encontros da ONU sobre o aquecimento global se tenha chegado a algum consenso. Cada pais vê apenas seu interesse e é cego ao interesse coletivo e ao planeta como um todo. E assim vamos, gaiamente, nos acercando de um abismo.
Mas a mãe de todas as distorções referidas é nosso antropocentrismo, a conviccção de que nós, seres humanos, somos o centro de tudo e que as coisas foram feitas só para nós, esquecidos de nossa completa dependência do que está à nossa volta. Aqui radica nossa destrutividade que nos leva a devastar a natureza para satisfazer nossos desejos.
Faz-se urgente um pouco de humildade e vermo-nos em perspectiva. O universo possui 13,7 bilhões de anos; a Terra, 4,45 bilhões; a vida, 3,8 bilhões; a vida humana, 5-7 milhões; e o homo sapiens cerca de 130-140 mil anos. Portanto, nascemos apenas há alguns minutos, fruto de toda a história anterior. E de sapiens estamos nos tornando demens, ameaçadores de nossos companheiros na comunidade de vida.
Chegamos no ápice do processo da evolução não para destruir mas para guardar e cuidar este legado sagrado. Só então o dia do juízo será a revelação de nossa verdade e missão aqui na Terra.
Leonardo Boff- Teólogo, filósofo e escritor
(Adital)

Fonte: Mercado Ético, 27/12

O futuro dependerá da força da Educação Ambiental

Por erica sena às 14h52 de 28/06/2011


Cada dia mais os assuntos ambientais se tornam pautas de inúmeras discussões no Brasil e no mundo, diante do momento caótico que o planeta vem passando. O ser humano já sabe que a maior parte desses acontecimentos é proveniente das ações antrópicas iniciadas na Revolução Industrial, e pioradas com a vinda do consumismo desenfreado.

O ser humano usa de maneira insustentável os recursos naturais como se fossem infinitos, e em troca devolve ao planeta: lixo, poluição e destruição. Ele se esquece que isso se voltará contra ele, já que ele é um dos seres integrantes, como todos os outros, do meio em que vivem.

Vivemos numa época de guerra entre o ser e o ter; entre ser um consumidor voraz (aproveitando tudo de melhor que a tecnologia possa nos dar) e ser um consumidor consciente de seus deveres e direitos. Vivemos também com a sombra do medo de futuro, já que os recursos tendem a se acabar, as catástrofes aumentarem e o aquecimento global piorar.

Diante de tantas indagações, medos, as mudanças de atitudes são peças indispensáveis a melhora desse quadro caótico. A partir do momento que a sociedade repensar suas ações, e deixá-las mais sustentáveis, o planeta conseguirá retomar o equilíbrio e a qualidade de vida será maior. Para que aconteça isso a Educação Ambiental deverá ser prioridade, sendo compartilhada não apenas nas escolas, mas nas comunidades, nas casas, nas igrejas, nas associações, na mídia, já que é de todos o dever de se responsabilizar com os problemas socioambientais locais e globais. Sei que não é uma tarefa fácil, já que a própria educação no Brasil é algo não priorizada, mas é a saída.

Por exemplo, no ano passado uma Lei instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, um grande passo para acabar com o mau gerenciamento do lixo urbano, aonde materiais recicláveis vão para aterros, lixões, etc. ao invés de voltarem à cadeia produtiva. Nessa política, todos terão responsabilidade sobre a destinação correta do resíduo ou lixo produzido. Caso não se tenha um trabalho eficiente de Educação Ambiental, no qual a sociedade se veja no dever de mudar seus hábitos, dentre eles o de fazer coleta seletiva, essa política será em vão.

Este é o momento de sensibilização da raça humana, mostrando que ela é parte do meio ambiente, e que suas ações podem ser maléficas ou benéficas ao planeta e ao próprio ser humano. O futuro está em nossas mãos, e principalmente nas mãos das crianças, e para isso a Educação Ambiental será imprescindível.

Érica Sena: bióloga, gestora ambiental, educadora

Blog Pensar Eco, é lógico!  http://pensareco.blogspot.com

Embalagem: a mocinha das vendas, mas a vilã do planeta!

Por erica sena às 16h28 de 28/04/2011

O consumo desenfreado se tornou evidente quando a sociedade pôde desfrutar de várias facilidades para se adquirir um produto: variedade de marcas nacionais e estrangeiras, parcelamento de contas através dos vilões cartões de crédito e financiamentos; além do massacre da mídia em propagandas que fazem crer que ter nos levará a um estado de felicidade e poder eterno.

Esta facilidade gerou consumidores famintos por novidades, e dependentes de marcas como necessidade de status. Bem, não estou aqui para avaliar os diversos lados, mas às consequências do consumismo no meio ambiente.
 
Nunca se adquire apenas o produto, mas sim um aglomerado de papéis, plásticos, isopores, papelões, _ tas, a qual se  dá o nome de embalagem, tendo seu conceito inicial de proteção do produto, mas transformado em uma estratégia de marketing para valorizar o conteúdo, aumentar o seu preço e fascinar os compradores, e finalmente virar lixo residencial. Já repararam o lixo colocado nas ruas depois de festas de aniversário, Natal, etc.? Quase 100% é de embalagem!
 
A frase “Se a propaganda é a alma do negócio, a embalagem é a alma do produto”, esclarece essa importância, mas ambientalmente falando sua produção gasta: água potável, energia, e recursos naturais diversos. Depois de usada, quando não reciclada, nem reaproveitada, destina-se aos problemáticos aterros sanitários.
 
O  consumo está arraigado em nossa cultura, e pode ser tolerado se houver consumidores mais conscientes, que preferem produtos de qualidade e durabilidade, feitos com embalagens menos agressivas, voltados ao conceito da sustentabilidade. É necessário enlaçar a modernidade com a sustentabilidade, através de atitudes coerentes com esse momento atual, onde os recursos naturais têm que ser usados com parcimônia. Lembrem-se: os recursos são finitos e sem eles não haverá vida.
Érica Sena- abril de 2011

ECOcardioGRAMA

erica sena
@erica sena
Sou uma ambientalista tentando alertar os seres humanos! Sou bióloga, gestora ambiental, especialista em Tecnologia Ambiental e educadora. Escrevo artigos ambientais e faço palestras. Tenho um blog ambiental: PENSAR ECO, É LÓGICO! http: pensareco.blogspot.com/ ECOcardioGRAMA: http://atitudesustentavel.uol.com.br/ecocardiograma/ Desempenho também a parte de comunicação digital de duas cooparativas: http://cooperativacooperaacs.blogspot.com http://cooperativacrescer.blogspot.com/
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