Lições de um Empresário Radical

Por Gisele Eberspacher às 12h45 de 27/09/2011

O livro Lições de um Empresário Radical, de Ray C. Anderson, mostra um case de sucesso de uma empresa que conseguiu se desenvolver e dobrar o faturamento sem prejudicar o meio ambiente.

O autor é fundador e CEO da empresa de carpetes Interfaces. Anderson adotou na empresa o princípio que o desenvolvimento e o faturamento nunca podem estar separados da sustentabilidade. E uma das maneiras de se realizar isso foi fazer com que os funcionários também acreditassem na sustentabilidade e se comprometessem com a causa. O empresário acredita também que todos os negócios do futuro serão feitos assim.

Desenho mostra como o autor pensa o caminho das empresas para a Sustentabilidade.

Durante 15 anos, várias alterações na empresa garantiram índices sustentáveis hoje. Entre eles, a emissão de gases estufa foi reduzida em 94%, o consumo de combusível fóssil foi reduzido em 60%, o desperdício de materiais em 80%, assim como a utilização de água. As vendas ainda aumentaram em 66%. Todas as mudanças foram feitas por um processo lento, em que a sustentabilidade era vista como uma montanha, que deve ser escalada com cuidado e técnica. O pico é a “Pegada 0”, o momento em que se consegue fazer a administração plena da empresa sustentável.

No livro, o autor fala sobre o processo que utilizou para que sua empresa fosse cada vez mais sustentável. O primeiro passo é diminuir ao máximo (completamente, se possível) os desperdícios da empresa, seja em qualquer setor. Além dessa ação ajudar o meio ambiente, também diminuí muito os gastos de produção. O próximo passo é buscar fontes de energia e matérias primas mais sustentáveis e limpas. Essa etapa pode até exigir um investimento alto, mas que tem retorno garantido.

Anderson também mostra como lidar com o capital humano, e como a motivação de equipes de trabalho deve ser feita. Para ele, é muito importante que as pessoas estejam envolvidas no processo intensamente.

Por fim, o autor diz que para qualquer empresa de sucesso, principalmente se for na área de sustentabilidade, é necessário não ter medo e arrogância. A vontade de tentar inovar e de ir contra o que é feito pode resultar na essência da empresa e fazer com que ela tenha um diferencial no mercado.

O livro foi publicado em 2011 pela Editora Cultrix e foi impresso em papel reciclado.

O Propósito do Século XXI

Por Gisele Eberspacher às 17h22 de 16/08/2011

James Martin, reconhecido como uma autoridade da computação, começa o livro O Propósito do Século XXI apresentando o século XXI como um século de extremos, em que podemos tanto voltar para uma era das trevas como avançar para uma sociedade mais igualitária.

O consumo desenfreado aliado à ausência de uma política capaz de gerir corretamente o emprego de recursos sustentáveis poderá frear o desenvolvimento de diversos países, principalmente os em ascensão, como o Brasil.

Segundo o autor, a humanidade chegou nessa situação por ainda não ter a completa compreensão das consequências que a degradação do meio ambiente teria para a vida no planeta.

O autor define então os grandes problemas do século XXI, falando que a solução para eles não pode ser achada ou praticada por um único país, mas sim em conjunto:

1. Aquecimento Global
2. Excessivo Crescimento Populacional
3. Escassez de Água
4. Destruição da Vida nos Oceanos
5. Fome Coletiva em Países Mal Organizados
6. Expansão dos Desertos
7. Pandemias
8. Pobreza Extrema
9. Crescimento de Favelas
10. Migrações Globais Incontroláveis
11. Agentes não Estatais com Armas Extremas
12. Violento Extremismo Religioso
13. Inteligência Virtual Descontrolada
14. Guerra que Pode Acabar com a Civilização
15. Riscos para a Existência do Homo Sapiens
16. Uma Nova Idade das Trevas

Assim, a solução seria uma mudança drástica na condução política, social e na administração dos recursos naturais e sustentáveis do planeta. Mas, para a sustentabilidade alcançar resultados, deve-se ter também uma alteração na maneira com que as políticas públicas são feitas. Outra solução apontada pelo autor é a conscientização de jovens, para que sejam capazes de faze a transição necessária da sociedade.

O livro foi publicado pela Editora Cultrix.

Árvores do Brasil – Cada poema no seu galho

Por pontocom às 16h42 de 20/06/2011

Aproveitando que 2011 é o ano internacional das florestas, a Editora Peirópolis está lançando o livro infantil Árvores do Brasil – cada poema no seu galho. Os textos são do poeta Lalau, que mostram algumas das árvores mais importantes do Brasil e os animais que se relacionam com elas.

As ilustrações ficam por conta de Laurabeatriz, com imagens de quinze espécies de árvores de cada bioma brasileiro: pau-brasil, araucária, jequitibá, ipê-do cerrado, buriti, jatobá-do-cerrado, juazeiro, mulungu, umbuzeiro, ipê-roxo, jenipapo, pau-formiga, castanheira-do-pará, piquiá e mogno.

O livro tem o selo verde, uma certificação concedida pelo FSC (Forest Stewardship Council – Conselho de Manejo Florestal) que indica a legalidade da madeira utilizada na produção do papel da publicação.

O livro está disponível no site da Editora Peirópolis.

Quadrinhos Sustentáveis

Por pontocom às 16h39 de 14/06/2011

Fernando Rebouças, desenhista e escritor dos quadrinhos do Oi! O Tucano Ecologista, lançou o primeiro gibi do personagem. Os quadrinhos abordam o aquecimento global e outros temas relacionados ao meio ambiente.

Confira a entrevista com o autor:

Atitude Sustentável: Como foi o seu trabalho até chegar no Gibi?
Fernando Rebouças: Eu criei o personagem Oi! O Tucano Ecologista ainda na minha infância, um personagem que cresceu junto comigo ao lado de outros personagens que continuei a criar nessa turminha ecológica. A cada ano desenvolvia o meu trabalho de maneira profissional por meio de publicações de livros autorais de quadrinhos da turma do Oi!, além de tiras/quadrinhos em revistas e jornais no Brasil e exterior.

Apesar dos livros publicados, sempre tive o sonho de infância de publicar os meus personagens em gibis coloridos de quadrinhos, durante alguns anos tentei publicar meus gibis em editoras de médio e grande porte, mas como a maioria dessas editoras de revistas sempre se demonstrou fechada aos novos artistas do quadrinho nacional, iniciei um longo planejamento para o lançamento de gibis independentes. Inicialmente, tentei parceiras com donos de editoras e gráficas menores, apesar de ser aceito, o patrocínio não veio. Comecei um novo caminho para lançar meu conteúdo inédito de gibis, investindo com recursos próprios, lutando por bons serviços gráficos e editoriais, reunindo meus conhecimento, pois, além de artista, a minha formação em propaganda e marketing, e pós em produção editorial acrescentou novos métodos em meu planejamento.

AS: Qual será a periodicidade do material?
FR: Inicialmente, a periodicidade está prevista para o lançamento de um gibi a cada 4 meses, mas isso dependerá da relação demanda x estoque.

AS: Qual o público alvo e a principal mensagem que quer passar?
FR: Nos tempos atuais, trabalhamos com o público direto e o indireto. Sempre digo que meus quadrinhos, livros, tiras publicadas na imprensa e, agora, o meu gibi apresentam conteúdos de personagens que falam para crianças de todas as idades, de 0 a 200 anos, histórias que abordam temas ecológicos, culturais, de conhecimento ambiental geral sempre com qualidade, poesia e humor inocente. A turma do Oi! O Tucano Ecologista é um personagem muito desafiante para desenhar, pelo seguinte motivo: abordar temas ecológicos de modo humorístico, ético e atrante é um desafio constante. Você já viu alguém fazer piada com as usinas atômicas? É raro, pois se houver deve ser sútil e inteligente. O meu objetivo é falar de ecologia e cultura de modo aberto e coloquial, explorando da maneira possível a imaginação e poesia que os temas oferecem. São mais de 20 anos de criação dos personagens, e mais de 10 de luta profissional.

AS: Como se preocupou com a sustentabilidade durante a impressão do material?
FR: A preocupação em não desperdiçar material começa na minha mesa de desenhista, gosto de desenhar à mão-livre no papel para depois escanear, apesar de utilizar material simples como nanquim, grafite e papel sulfite, aproveito pedaços de papel usado para rascunhos, reutilizo canetas gastas para pintura bruta ou escrita do dia-a-dia e, no último ano, adquiri uma escaner ecológica que só liga  quando solicitada. Quando falamos em impressão de material, dependemos de prestadores de serviços como gráficas que ainda dependem de incentivos fiscais  ambientais  para baratear o uso de insumos recicláveis em seus processos de im pressão. Boa parte dos materiais gráficos em algumas regiões são importados, o que eleva a responsabilidade ecológica na área gráfica para o nível global, algo também presente em outros setores, como por exemplo, a produção de roupas e alimentos.

Para conhecer mais do trabalho de Fernando e comprar os quadrinhos, acesse o site.

No livro, 58 pesquisadores falam sobre os diferentes níveis da organização da biodiversidade.

A publicação traz, em 28 capítulos, os conhecimentos produzidos por diferentes pesquisas sobre biodiversidade terrestre na área protegida mantida pelo Instituto e sua importância no Cerrado. A reserva ecológica do IBGE abriga 15 espécies de fauna ameaçadas de extinção (sendo que duas delas têm ocorrência exclusiva nessa área).

O livro poderá ser adquirido na Loja Virtual do IBGE: http://www.ibge.gov.br/lojavirtual/

Morte Azul

Por pontocom às 13h39 de 17/11/2010

O livro Morte Azul chega no Brasil para alertar sobre a qualidade da água que bebemos. (Foto: Divulgação)

No livro Morte Azul – O intrigante perigo do passado e do presente na água que você bebe, o professor Dr. Roberto D. Morris, médico americano especialista em epidemologia da água potável, mostra que nem sempre a água potável é saudável e que pode até causar mortes.

Publicado no Brasil pela Saberes Editora, o livro mostra um relato do autor sobre várias epidemias recentes que aconteceram principalmente por causa da água tratada. Outro estudo realizado pelo autor é a relação entre alguns casos de câncer e a ingestão de água tratada com cloro.

Para o autor, a água em garrafas plásticas também pode ser prejudicial. A regulamentação de exigência de padrões de pureza ainda não é definida e a produção e descarte do plástico também é prejudicial para o meio ambiente, influenciando todo o ciclo.

Segundo Morris, o maior perigo são os esgotos, mesmo com o tratamento da água. Vários agentes patogênicos podem sobreviver ao cloro e algumas substâncias químicas também permanecem na água. Esse caso é alarmante em cidades maiores, como São Paulo, em que a descarga de efluentes é do mesmo volume que o fluxo natural dos rios.

Uma mudança do sistema de reações da puluição da água só é possível depois da mudança da mentalidade. A sociedade precisa respeitar mais esse bem tão precioso para a vida.

Lançamento do livro “Aquecimento Global em Cartuns”

Por pontocom às 14h43 de 28/10/2010
capa do livro aquecimento global em cartuns

Livro conta com o trabalho de 25 cartunistas. (Foto: Divulgação)

O livro “Aquecimento Global em Cartuns” é lançado pela editora POD – Print on Demand (impressão sob demanda), em que os livros só são impressos depois que forem pedidos. Assim, evita-se desperdício financeiro e ambiental, sem formar estoques de material.

A proposta do livro é alertar sobre a vida no planeta agora. O desafio dos cartunistas é mostrar o momento de risco que o planeta está vivendo, e todas as consequências para a humanidade.

Organizado por Léo Valença, o livro conta com uma seleção de 25 cartuns. O projeto foi realizado em parceria com o portal Brazil Cartoon.

O livro pode ser adquirido através do site da editora POD.

Meio Ambiente e Floresta

Por pontocom às 17h46 de 22/09/2010
Meio ambiente e floresta

O livro aborda também aspectos sociais das regiões de floresta. (Imagem: Divulgação)

O livro de Emílio F. Moran foi lançado na Bienal do Livro de São Paulo deste ano. A discussão principal é discutir o papel das florestas tanto no meio ambiente físico como no meio humano, partindo principalmente da floresta Amazônica.

Outro aspecto importante que é abordado é o fator econômico gerado pelas matas, que faz parte inclusive da economia mundial.

Um tópico bastante especial desse livro é o cuidado que o autor tem em abordar o papel da floresta amazônica no imaginário, nacional e estrangeiro, e discutir mitos indígenas e povos ribeirinhos, que tem uma grande importância para a preservação da mata local.

Maria Cecília Barbieri Gorski

Por pontocom às 17h56 de 27/08/2010

Maria Cecília Barbieri Gorski é autora do livro Rios e Cidades – Ruptura e Reconciliação, lançado na última Bienal do Livro, em São Paulo.

Atitude Sustentável – Como começou a sustentabilidade na sua carreira?

Maria Cecília Barbieri Gorski – A arquitetura paisagística, área em que atuo há décadas, está estreitamente relacionada à temática da sustentabilidade, até por força da legislação ambiental. Só para dar um exemplo: a especificação predominante de espécies nativas vem sendo trabalhada no nosso dia-a-dia há pelo menos 15 anos. Já meu interesse pela relação entre rios e cidades foi se dando a partir de uma demanda do mercado, quando começamos a trabalhar nos projetos de orlas de rios urbanos.

A.S. – Qual dica daria para o próximo presidente do Brasil sobre os rios do país?

M.C.B.G. – Acho que eles nem precisariam de dicas, pois a realidade está escancarada – mas de qualquer maneira sugeriria que se começasse por enfrentar com seriedade, determinação e vontade política a precariedade do saneamento no Brasil. O equacionamento do saneamento resultaria em economia com saúde pública e em melhoria significativa da qualidade de vida da população brasileira.

A.S. – O que cada pessoa pode fazer para evitar uma degradação ainda maior dos rios?

M.C.B.G. – Cada um de nós pode contribuir se responsabilizando pelo seu descarte adequado de resíduos e águas pluviais (integrando a rede de reciclagem do lixo, reduzindo a carga de drenagem da rede pública por meio da infiltração ou reuso das águas de chuva, não conectando o esgoto na rede de águas pluviais).

A.S. – Dos casos descritos no livro, qual deles é mais relevante ou interessante?

M.C.B.G. – Cada caso tem suas peculiaridades, mas o que todos eles têm em comum é que a multidisciplinaridade é fundamental para a recuperação de nossos rios e a educação ambiental, com alteração de háhitos, para valer é imprescindível.

A.S. – Que outro livro sobre o tema você sugere?

M.C.B.G. – Sugiro o livro Rios e Paisagens Urbanas em Cidades Brasileiras, organizado por Lúcia Maria Sá Antunes Costa, editado pela Viana & Mosley/ Prourb, em 2006 e Água doce no mundo e no Brasil, organizado por H. Rebouças e editado em 2006 pela Escrituras.

A.S. – Qual a importância de discutir esses temas em um evento como a Bienal do Livro?

Na  verdade não se propôs esta discussão durante a Bienal do livro; o livro estava entre os lançamentos. De qualquer modo acho que esta temática deveria ser discutida em outros fóruns. A Bienal tem um apelo mais atraente no segmento de livros infantis ou gastronômicos ou ainda das big stars da literatura. Para que a temática ambiental ganhasse interesse do grande público num evento desta natureza, teria que ser por meio de uma proposta lúdica, e ainda, interativa, aí sim poderíamos atrair atenções das mais variadas faixas etárias. Quem sabe … podemos vir desenvolver algo nesta linha.

Rios e Cidades – Ruptura e Reconciliação

Por pontocom às 16h33 de 20/08/2010

O livro foi lançado na última edição da Bienal de São Paulo. (Foto: Divulgação)

O livro foi lançado na última edição da Bienal de São Paulo. (Foto: Divulgação)

O livro escrito por Maria Cecília Barbieri Gorski e lançado na Bienal do Livro, em São Paulo, fala principalmente sobre a relação entre os rios e as cidades.

Os rios já foram fatores determinantes na localização das cidades e são elementos geográficos de grande importância na formação de centros urbanos. A partir da segunda metade do século XX, já entraram em processo de degradação, ocasionado principalmente pelo mal uso e pela poluição das cidades.

Várias políticas e iniciativas são criadas hoje e colocam a qualidade dos rios em discussão, proteção e valorização. Isso permite com que a relação possa existir sem a degradação do meio ambiente.

O livro então discute, partindo de planos para recuperação de trechos urbanos de rios, tanto no Brasil como em outros países, quais são os princípios que delimitam essa nova abordagem. A comparação realizada entre os casos também permite extrair de todos referências relevantes para a realização de novos projetos nessa área.

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